segunda-feira, 18/12/2017
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Resenha e Sorteio: “A síndrome E”, de Franck Thilliez

Livro: A síndrome E
Série: Franck Sharko
Autor: Franck Thilliez
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino

Um estranho caso vem atrapalhar as férias de verão de Lucie Hennebelle, tenente de polícia em Lille. Seu ex-namorado ficou cego depois de assistir a um filme mudo, anônimo, com um roteiro enigmático, concebido por uma mente doentia. Simultaneamente, o comissário Franck Sharko, veterano da Divisão de Homicídios e analista comportamental na Divisão de Repressão à Violência, passa por um tratamento na tentativa de curar a esquizofrenia.

No norte da França, cinco cadáveres não identificados foram encontrados sepultados a dois metros de profundidade mutilados de maneira atroz e em estado de decomposição avançada e Sharko cede ao chamado da aventura. Enquanto Lucie descobre os horrores escondidos no estranho filme, um misterioso informante do Canadá aponta-lhe o elo entre aquele rolo e os cinco cadáveres.

Um único e mesmo caso, graças ao qual Lucie e Sharko, tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximos em sua concepção do ofício, irão se encontrar. Das favelas do Cairo aos orfanatos do Canadá nos anos 1950, os dois colegas irão se deparar com um mal desconhecido, batizado como “síndrome E”. Uma realidade assustadora que revela como o ser humano pode ser capaz das maiores atrocidades.

A primeira coisa que chamou a minha atenção nesse livro foi o título, achei ele muito intrigante. Depois de ler a sinopse tive a certeza que tinha que ler o livro. Adoro livros policiais, principalmente quando se tratam de thrillers como esse. Outro fato que chamou a minha atenção para esse volume foi o fato de não ser um autor americano. Ultimamente as minhas experiências literárias de outros países têm me surpreendido, e por ser a minha primeira leitura de um autor francês, ganhou muitos pontos.

“É quando nos afastamos das coisas mais simples que nos damos conta para sempre de que elas não são assim tão sem graça.” – p. 74

O livro começa com Ludovic, um amante de filmes antigos de 16mm e 35mm, indo em direção a casa de um jovem na cidade de Liège, na Bélgica, que está vendendo vários desses filmes da coleção de seu pai que acaba de falecer ao cair de uma escada – provavelmente para alcançar algum rolo de filme em uma prateleira. Ludovic ficou sabendo da venda e chegou o mais cedo possível para conseguir os melhores filmes. Depois de selecionar alguns rolos, pagou o jovem e retornou para sua cidade, Lille, na França. Extremamente animado com as novas aquisições, Ludovic assiste a vários deles até que, decide assistir um rolo que não está identificado que acaba revelando um filme macabro com cenas super perturbadoras… e que acabam deixando o pobre homem cego.

A partir daí a história começa a se desenrolar, intercalando capítulos entre Lucie, uma policial, mãe de gêmeas e ex-namorada de Ludovic e entre o comissário Franck Sharko, estrela central da série de Thilliez, um policial veterano que está passando por um tratamento para curar a sua esquizofrenia. Eis que cinco cadáveres descobertos na França e uma ligação misteriosa vinda do outro lado do oceano acaba conectando o filme macabro com os assassinatos na França e outros que aconteceram há alguns anos no Egito. Logo de começo foram tantos elementos inovadores pra mim – uma policial solteira e mãe de família, um policial veterano esquizofrênico que anda pra cima e pra baixo com potes de marron-glacê e molhos, um filme com cenas perturbadoras que cegaram um homem -, que o livro me conquistou desde o começo. Fora a mudança de ambiente: o livro se passa principalmente na França e na Bélgica, que já são locais diferentes da maioria dos outros livros. Ainda temos alguns trechos que se passam no Canadá e no Egito. É renovante ler uma história com uma ambientalização diferente, com uma cultura e costumes diferentes.

O enredo do livro tem um ritmo bom, com capítulos curtos, daqueles que te fazem pensar: “vou ler só mais um, depois vou dormir”. Quando você percebe, já devorou metade do livro. A história é complexa, imergindo o leitor no mundo das mensagens subliminares e de uma área que ainda é obscura para a medicina moderna: o cérebro humano. Ainda não se sabe por completo como essa poderosa máquina funciona e o livro mostra como podemos (e somos!) facilmente manipulados diariamente, principalmente em nossos momentos de lazer. Chega a ser um pouco assustador e o autor conseguiu deixar a linha entre a ficção e a realidade borrada, o que, pra mim, é notável. É uma leitura que vai além e te faz refletir sobre o tema e a crueldade do ser humano.

“Examinou as mãos, não tremiam. Havia incinerado a sangue-frio o rosto de um homem, sem repulsa.” – p. 174

Com as pontas da história todas muito bem amarradas, Franck Thilliez me impressionou com uma história tão bem contada, cheia de detalhes de diversas áreas científicas e criminais. A pesquisa do autor deve ter sido extensiva, mas valeu a pena. A única coisa que me incomodou seriamente foi o epílogo, estava tudo indo muito bem até que… isso lá é jeito de se terminar um livro, Sr. Franck? É bom a Intrínseca lançar os outros livros do autor, pois além de curiosa, fiquei com vontade de conhecer melhor a história do carismático comissário Sharko.

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Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

16 comentários

  1. LOL! Muito boa a sinopse, fiquei muito curiosa agora, quero ler esse livro *.*

  2. Achei muito interessante a resenha, adoraria poder le-lo por inteiro…

  3. Ando louca por esse livro desde quando ouvi falar nele; a combinação de literatura francesa e thriller é o que mais me atraiu, além do relance do enredo que a sinopse traz. Gosto demais de literatura francesa contemporânea, mas nunca li um policial/thriller francês, por isso a curiosidade e avidez por devorar A Síndrome E.

    Bjs, Livro Lab

  4. Depois que li a resenha do livro, me fascinei por ele Espero ganhar, mas desejo a todos boa sorte ;)

  5. Vinicius R.S.

    Estava esperando a resenha desse livro, estava na duvida em ler, mas agora já me decidir ^^ Vlw ai, e adoro seu blog, sempre estou acompanhando !!

  6. Felipe Mendonça

    Ótima resenha, fiquei com mais vontade de ler o livro do que já tinha. A história parece ser bem diferente do que estou acostumado também.

  7. Adorei a resenha um jeito leve de escrever e com certeza um livro é muito interessante , quero muito ler .

  8. Amanda Péres

    Achei a temática do livro original!
    Muito bom pegar um livro para ler que te faz refletir e ainda te prende e que, de repente, já acabou!
    A resenha me deixou ainda mais curiosa! ;)

  9. Realmente, o livro parece ser maravilhoso! Amo livros policiais <3

  10. Ianca Sáthia

    Esse livro é diferente de todos que eu já li… estou louca por ele.
    Espero mesmo ganha-lo no sorteio. Animadíssima.

  11. Ricardo Medeiros Junior

    Após ler esta resenha fiquei realmente interessado em ler o livro.

  12. Adoro histórias assim: um universo ainda por desvendar – o nosso cérebro -, uma narrativa inteligente e envolvente, mistério… Todos os ingredientes pra me prender ao livro!
    Quero ler, sim!

  13. Estou aqui de boca aberta com essa resenha não vejo a hora ler este livro \o/

  14. Mandy Charlotte

    Ah que pena que não ganhei! =/
    Mas Parabéns pra sortuda :D

  15. ameiii ameiii ameiii fiko mto feliz em saber q ainda existem autores q marcão nossas vidas com suas obras e estou aki hj para le dar os parabéns pelo maravilhoso livro Franck Thilliez vc é o maximo bjusss galera fikem com Deus….

  16. A contaminação mental da violência a partir de um deflagrador. E isto a síndrome E

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