sexta-feira, 13/10/2017
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Resenha: “Restos mortais”, de Patricia Cornwell

Livro: Restos mortais
Série: Scarpetta
Autor: Patricia Cornwell
Editora: Paralela
Páginas: 312
Resenha por: Bruna
Compre: Saraiva

Fred e Deborah, jovens, lindos e saudáveis, estão desaparecidos. O pânico toma conta da cidade de Richmond, Virgínia. Será que o casal teve o mesmo fim que outros quatro jovens casais desaparecidos anteriormente? A ideia é aterrorizante, pois nos outros casos as vítimas foram achadas, meses depois, em estado avançado de decomposição. Com sua frieza profissional temperada por um caráter passional e obsessivo, Kay Scarpetta estará na cena do crime desde o início. Acompanhá-la no trabalho é participar de uma engrenagem feita de medo, suspense e compaixão.

Até aqui a série da Dra. Kay Scarpetta está oscilando bastante pra mim entre livros bons e outros mais ou menos. Restos mortais, terceiro livro da série, começou até que bem. O serial killer da vez tem como alvo casais, que somem do mapa e somente alguns meses depois os restos mortais deles são encontrados em um local afastado na mata. O fato dos corpos serem encontramos somente meses depois dos assassinatos acaba atrapalhando muito o trabalho de Kay para poder afirmar categoricamente a causa da morte dos casais e isso coloca sua carreira em risco.

O que muda no caso mais recente é que a mãe da menina do último casal a desaparecer é uma figura conhecida da mídia e trabalha com os altos escalões do governo. O típico clichê dos pais poderosos que não têm limites e exigem respostas sobre o que aconteceu com seus filhos e que, eventualmente, acabam atrapalhando toda operação da polícia.

O interessante nesse volume foi o cuidado que a autora teve com os detalhes do caso. São vários pormenores que acabam moldando o assassino, cuja identidade a gente só vai descobrir MESMO lá nas páginas finais da trama, que instiga o leitor a devorar as páginas da história e ler cuidadosamente todos os diálogos da doutora Scarpetta com Pete Marino. É muito interessante também ver como a relação de amizade entre os dois vai aumentando a cada história. Apesar dos casos não terem ligação entre eles (até agora) é legal ler os livros na ordem cronológica para não perder nenhum detalhe da evolução da vida pessoal dos personagens. Em Restos Mortais, por exemplo, temos uma personagem que aparece no primeiro livro de volta: a abelhuda jornalista Abby, que está de volta em Virgínia para escrever um livro sobre o serial killer. Claro que ela conduz a sua própria investigação e isso acaba atrapalhando a polícia, colocando até mesmo sua amizade com Kay em uma corda bamba.

O FBI se envolve no caso, que toma uma proporção muito grande, e com isso Kay e Marino são “sutilmente” colocados de lado. Detalhes dos casos não são completamente compartilhados, deixando a investigação truncada e gerando atrito entre os envolvidos no caso, criando reviravoltas e desconfianças. Gostei da forma como Kay e Marino conseguiram achar um fio para seguir na investigação quando todas as possibilidades pareciam esgotadas e que não levariam a nada.

Apesar de ter um desfecho coerente e muito bem trabalhado, não me agradou. Não sei se foi excesso de drama ou se faltou alguma coisa, mas o final da história não me convenceu por completo. Mais alguém sentiu isso?

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Estou lendo os livros na ordem. Até agora, Restos Mortais foi o que eu mais gostei.

    O quarto livro da série não seria Desumano e Degradante?

    Adoro o site!

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