sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “A cidade sombria”, de Catherine Fisher

Livro: A cidade sombria
Série: O Mestre das Relíquias
Autor (a): Catherine Fisher
Páginas: 336
Editora: Bertrand Brasil
Resenha por: Bruna
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A única esperança para Anara, um mundo às portas da total devastação, reside em um mestre, seu aprendiz e nas antigas e ilegais relíquias com poderes misteriosos que eles colecionam. Ao saírem à procura de uma relíquia secreta com grande poder escondida há séculos, Raffi e Galen serão caçados, espionados e testados além dos seus limites, pois existem monstros — alguns deles humanos, outros não — que também desejam o poder desta relíquia até consegui-la.

“Curiosidade, Raffi. Sempre foi a minha ruína. (p. 28)”

Que experiência deliciosa foi receber a prova do primeiro livro da série O mestre das relíquias para ler! Não conhecia a série, nem mesmo a autora, e não fazia ideia do que esperar. Eis que me deparo com um livro de fantasia que revigorou a minha visão sobre o gênero!

A história se passa no mundo de Anara, mas o leitor é jogado no meio da história e desse mundo sem nenhuma explicação detalhada sobre nada. A história simplesmente começa e aos longo das páginas as breves descrições da autora e os diálogos dos personagens é que situam o leitor aos poucos. Eu adorei essa forma de narrativa pois tornou a leitura leve e prazerosa, fazia um bom tempo que não lia um livro de fantasia assim, que pode ser “devorado” em poucos dias.

Começamos a nossa aventura acompanhando Galen e Raffi, um Mestre das Relíquias e seu jovem aprendiz, respectivamente. As Relíquias são poderosos e perigosos objetos desconhecidos, de variados formatos, que foram deixados no mundo pelos Criadores e é a função de Galen cuidar e manejar essas Relíquias. Ele e Raffi são andarilhos e com o tempo descobrimos que o grande Império caiu e a Ordem foi destruída e o mundo virou um lugar muito perigoso para ambos, pois os Vigias estão no comando e suas ordens são para caçar todos os Guardiões e Mestres que encontrarem. Vivos ou mortos.

Pode parecer confuso, lendo assim por cima, mas a autora tem o dom de fazer o leitor mergulhar na história de cabeça. Os capítulos curtinhos ajudam mais ainda, dando um ritmo de leitura bom. Quando dava por mim já tinha lido mais de 50 páginas em menos de 20 minutos.

No meio do caminho de sua jornada, mestre e aprendiz se deparam com uma garota, Carys, que acaba viajando junto com eles, mas que na verdade não é realmente quem ela diz ser. Com a narrativa alterando entre primeira e terceira pessoa, o leitor tem uma visão mais ampla da história e das motivações dos personagens, antecipando alguns acontecimentos.

Além de ter que lidar com o mundo devastado e com o fato de estarem sendo caçados o tempo todo, os personagens precisam lidar também com problemas pessoais e questionamentos, que de uma forma ou outra acabam afetando o grupo. O livro é repleto de reviravoltas, alianças duvidosas e mentiras.

O título A cidade sombria faz referência a Tasceron, a cidade onde se encontrava o coração da Ordem e que agora está mergulhada na mais completa escuridão e obscuridade. Galen, Raffi e Carys devem seguir para a cidade, contra todas adversidades, para tentar entrar em contato com os Criadores e poderem resgatar o mundo de Anara.

Um detalhe que me conquistou foram as frases no ínicio de cada capítulo. São todas frases tiradas de livros importantes no mundo de Anara: a Lituania dos Criadores, O Lamento de Tasceron, etc. São pequenos detalhes que dão uma maior visão desse mundo ao leitor e mostra o cuidado da autora ao esculpir esse novo mundo fantástico.

Com um final surpreendente, A cidade sombria deixou um gostinho de quero mais. O melhor ainda é que a Bertrand já inseriu o primeiro capítulo da continuação, A herdeira perdida, no final do livro! Será que vai demorar muito pra sair?

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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