sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “Os náufragos”, de Ellie Hilderbrand

Os náufragosLivro: Os náufragos
Autor: Elin Hilderbrand
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 288
Tradução: Dênia Sad Silveira
Resenhado por: Nina
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Quando o professor de música Greg MacAvoy passa uma chuvosa noite de domingo com uma bela aluna do último ano do ensino médio, os boatos se espalham na cidade. Os comentários desgastam o casamento de Greg, e sua mulher, Tess, se divide entre o amor pelo marido e um segredo só seu.

Com a chegada do aniversário de casamento, porém, os MacAvoy saem no veleiro para comemorar, na esperança de que a tormenta tenha ficado para trás. Em vez disso, chega uma notícia trágica: Greg e Tess se afogaram misteriosamente. O que terá acontecido com o casal?

Quando lemos o release do livro, acabamos fazendo uma ideia muito diferente do que o livro realmente trata. Eu, por exemplo, achei que o livro seria bem mais de investigação criminal, para tentar descobrir o que realmente aconteceu com Greg e Tess McAvoy, ainda mais quando a narrativa começa dentro de uma delegacia. Mas a verdade é que o livro trata bem mais das relações humanos, de como a morte de alguém querido afeta e muda as coisas na vida das pessoas.

“Os Náufragos” é o nome dado a um grupo de amigos, composto de 4 casais: Andrea e Ed (ou Delegado), Delilah e Jeffrey, Phoebe e Addison e Tess e Greg. O grupo é quase que inseparável, se encontram todos os fins de semana, viajam juntos, criam os filhos juntos, etc. A história começa quando, em seu 12º aniversário de casamento, Greg e Tess saem para velejar e acabam se afogando.

A partir da divulgação da notícia da morte dos dois, os demais membros do grupo começam a reviver os momentos que passaram juntos do casal, tentando descobrir se alguma coisa acabou por culminar no acidente que os vitimou. Cada um deles tem uma maneira de lidar com o luto, porém cada um deles tem uma razão diferente para acreditar que teve uma parcela de culpa.

É muito difícil apontar um personagem que se destaca, porque cada capítulo traz os acontecimento sob a ótica de um deles e expõe os sentimentos de uma forma quase palpável, e muitas vezes me vi sentido o vazio de sentimentos de Phoebe e suas pílulas, ou a revolta e descontrole de Andrea, e talvez pela autora ter explorado toda essa dimensão emocional feminina, é que as mulheres acabaram sendo as minhas personagens favoritas. A Delilah é um caso à parte, porque me identifiquei muito com a personagem (emocionalmente), e conseguia me ver agindo da mesma forma que ela em algumas situações. Mas não que os homens sejam personagens mal construídos, mas eles reprimem muito os seus sentimentos em relação ao luto.

Confesso que no fim das contas, eu já estava meio antipatizada com os defuntos, porque o universo do grupo meio que girava em torno deles, e suas personalidades, a partir da ótica dos outros personagens, ofuscavam os outros enquanto indivíduos. Eu senti um pouco que o grupo era quase uma plateia particular para Greg e Tess.

A história tem poucos personagens secundários e isso é um ponto positivo, porque focou bastante nos seis principais (que não são poucos) e não deixa a desejar.

Eu adorei o modo como a autora faz o grupo reviver suas histórias e viagens para explicar conexões específicas entre os personagens e a importância que isso tem no resultado final, que é o fatídico dia em que Greg e Tess saem para comemorar seu aniversário de casamento e acabam se afogando.

Esse é, sem dúvidas, o melhor livro que eu li esse ano, com uma história interessante, dinâmica, que me prendeu a todo momento, com várias perspectivas diferentes, que você consegue sentir os personagens e imaginá-los como pessoas reais, vivendo dramas reais e buscando formas de lidar com o sofrimento, para seguir em frente, e continuar a viver.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

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