segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “Prodigy”, de Marie Lu

Livro: Prodigy – Os opostos perto do caos
Série: Legend
Autor: Marie Lu
Editora: Prumo
Páginas: 304
Resenha por: Bruna
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Os opostos perto do caos. Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Apesar de não ser tão falada por aí quanto as séries do gênero distópio como Divergente, Jogos Vorazes, etc., acho que a continuação de Legend era uma das publicações mais esperadas desse ano. Pelo menos pra mim. Essa distopia que se passa no ano de 2130 mostra um país dividido: os Estados Unidos não existem mais e se diviram entre a República da América e as Colônias dos Patriotas. Em Legend temos uma visão mais completa de como funciona a República e agora em Prodigy, nós temos um vislumbre das Colônias e descobrimos como essa guerra começou.

“- Existe uma hora e um lugar para tudo. (…) Acabar com a pessoa encarregada de todo esse maldito sistema me parece um pequeno preço a se pagar para começar uma revolução” – p. 36

Prodigy continua com a mesma dinâmica de seu antecessor. Marie Lu continua usando dois pontos de vistas diferentes para nos contar a história: o de Day, nascido na parte pobre da população, o “criminoso” mais procurado (e suportamente morto) pela República, com seu jeito malandro porém cheio de boas intenções, e o de June, garota inteligentíssima, nascida na elite, com um futuro promissor dentro do alto escalão do exército da República até ajudar Day a fugir da morte. Ambos representam dois lados diferentes de uma mesma moeda e formaram, ao final do primeiro livro, uma parceria improvável que continua em Prodigy, apesar de alguns momentos ainda terem ideias e visões divergentes do que deve ser feito e das atitudes a serem tomadas. Essa visão dupla enriquece demais o enredo e ajuda a autora a destacar ainda mais a dualidade da história da sua trilogia.

A frase “Os opostos pertos do caos” traduz exatamente os acontecimentos do livro. Depois de conseguirem fugir no dia da execução de Day, ele e June estão foragidos, mas precisam de ajuda para tratar as feridas de Day, cujo foco ainda é ir atrás de seu irmãozinho mais novo, Éden, a única família que lhe restou. O tempo todo alguma reviravolta acontece no enredo e os personagens são obrigados a repensar seus passos de imediato. Isso dá um ritmo acelerado à história e não deixa espaços para enrolações ou tempo para questionamentos, tudo acontece muito rápido. Isso, pra mim, é um dos pontos altos da série, ela sai do padrão literário de personagens indecisos. Apesar de duvidarem do resto do mundo, em pouco tempo uma enorme cumplicidade surgiu entre os protagonistas e eles confiam piamente um no outro. Sem hesitações.

“- (…) basta que uma geração faça uma lavagem cerebral num povo para convencer as pessoas de que a realidade não existe.” – p. 121

Outro ponto que me agrada demais na série é o fator político com as mentiras, as intrigas e as manipulações. A situação que se encontra o antigo Estados Unidos nos livros e a forma como a autora expõe os fatos e acontecimentos é tão verossímil que é algo que acabamos imaginando ser realmente possível de acontecer daqui a alguns anos. No começo da minha leitura pensei que as coisas estavam se encaixando muito bem e rápido demais para os personagens e até cheguei a pensar que estava tudo com um rumo muito óbvio… não era possível que depois de um livro tão bem escrito e intrigante a autora escrevesse algo assim tão simples, que se encaixava perfeitamente. Alguma coisa tinha que estar errada. E estava.

Eis que Marie Lu surpreende e a história toma (vários) rumo(s) inesperado(s) e ela dá um desfecho que me pegou completamente despreparada. Simplesmente larguei meu e-reader e fiquei encarando a página descrente do que tinha acabado de ler. Pode parecer exagero da minha parte, mas quem leu sabe bem do que estou falando. A única pergunta que eu tenho é: “o que acontece agora?”

“- Pois é, alguma coisa está errada, sim. Esse é o eufemismo do ano.” – p. 184

Um enredo muito bem estruturado, personagens maduros, originais e bem contruídos, muita ação com direito a explosões, lutas, aviões de combate e manobras radicais, traição, altruísmo, egoísmo, e claro, uma pequena dose de romance. Isso é Prodigy, um dos melhores livros distópicos que eu já li. E você, está esperando o que pra começar a ler?

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

9 comentários

  1. Comprei Legend e Prodigy na Bienal e simplesmente me apaixonei. Os dois são ótimos.
    O final de Prodigy me deixou atônita e muito frustrada por saber que a continuação ainda nem foi lançada lá fora. Agora resta esperar hahaha

  2. Sheyla Maria

    Li Legend a 2 semanas, e logo depois saí procurando Prodigy feito uma doida, tentei ler em inglês no pdf, o final me deu muita raiva mas valeu a pena demais conhecer a distopia xD Divulgaram os 2 primeiros capitulos de Champion, se alguém quiser matar um pouco a curiosidade, ta aqui: http://www.usatoday.com/story/life/books/2013/08/15/marie-lu-legend-trilogy-champion-excerpt/2651397/

  3. Rafaela Mendes

    Faço das minhas palavras as suas! A qualidade técnica de Legend se repete em Prodigy, juntamente com essa dinamicidade da história, e o amadurecimento dos personagens é evidente. Uma das coisas que eu mais gosto no Day e na June é que mesmo ambos tendo passado por tanta coisa, não ficam se fazendo de coitadinhos, pelo contrário, são decididos e sabem tomar decisões rápidas. Adorei essa parte da política e das intrigas aprofundada em Prodigy. A Marie Lu pode ganhar o prêmio de troll do ano haha Confesso que o final me fez sofrer DEMAIS, mas lendo esses dois primeiros capítulos de Champion e conhecendo a capacidade de nos surpreender que a autora tem e domina, tenho certeza que muita coisa vai rolar e que nada está perdido! Ótima resenha.

  4. Gostei muito de Legend e estou super ansiosa para ler Prodigy. Gostei muito da sua resenha.
    http://loucaescrivaninha.blogspot.com.br/

  5. Achei o primeiro livro muito perfeito. O segundo ainda estou nas primeiras páginas, mas sinto que será ainda mais imperdível. Quase chorei no final de Legend e pelos comentários e pela resenha eu vou sim chorar nesse segundo livro. Acabei de ler a entrevista da Marie Lu e, sinceramente, esotu ainda mais cruiosa sobre Prodigy e na expectatica para Chapion. Espero que Day e Jyune tenham mais cenas fofas. Meu Deus, que nervoso!

  6. *meu ctrl+v estava cheio, desculpa rs*

    OOooh meu Deus! Estou muito ansiosa pra ler esse livro! Ontem fui na Saraiva e fiquei contemplando ele na prateleira * —- *
    Vai ser a minha próxima aquisição!

    Adorei seu blog

    Bjs

    http://oacucareiro.com/

  7. Bruna Fernández

    huahuaha sem problemas Hellen! :)

    Essa série é mto legal, estou aguardando ansiosamente pelo terceiro e último livro! Depois que ler, volta aqui pra dizer oq vc achou! ;)

    Bjs e obrigada pelo comentário!

  8. Voltei! Acabei de ler Prodigy e estou In Love. Não sei se é a emoção do momento (rs), por causa dos ânimos à flor da pele, mas eu gostei muito desse segundo livro, – ao contrário do que estou vendo as pessoas comentarem que o livro é meio monótono-, eu achei muito mais emocionante que Legend. Mal posso esperar para ler Champion. Bjs

  9. Bruna Fernández

    Monótono? Gente, onde? Hahahaha Bom, mas gosto é gosto né?

    Também estou loooouca pra ler Champion, espero que saia esse ano ainda! :)

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