25 de setembro de 2013
Postado por: Lais @ Arquivado em: Resenhas de Série

Livro: O Rei Mago
Série: Os magos
Autor: Lev Grossman
Editora: Amarilys
Páginas: 431
Resenha por: Lais Baptista
Comprar: Saraiva Cultura

Passaram-se dois anos desde que Quentin Coldwater deixou o nosso mundo para, ao lado de Eliot, Janet e Julia, assumir um dos quatro tronos de Fillory, o reino mágico saído das páginas de uma adorada série de literatura fantástica que, assim como a magia, ele descobriu ser algo bem real. Apesar de a incursão anterior ao território filloriano ter sido trágica, ele agora desfrutava de um reino em tempos de paz, cercado de todo o luxo que uma nobreza real poderia oferecer e adorado por seus agradecidos súditos pagadores de impostos. Como reclamar de um final feliz como esse? Quentin, no entanto, não se sentia um herói. E achava que a aventura ainda não tinha acabado. Ele tinha razão.Agora, exilado no mais tedioso e “não mágico” subúrbio do Brooklyn, Quentin finalmente tem a chance de se tornar o herói que sempre desejou ser. Mas logo fica claro que é da magia marginal de Julia, a amarga e reservada Julia – aprendida nas ruas, longe da proteção dos professores de Brakebills e sabe-se lá a que custo – que os dois dependem para voltar para casa e salvar algo muito maior da ameaça que os colocou nesse apuro. Repleto de surpresas, humor negro e um amor genuíno pelo gênero fantástico, O Rei Mago dá continuidade à aventura iniciada em Os Magos – sucesso de público e de crítica prestes a ser adaptado para uma série de TV. Os jovens magos de Lev Grossman, irônicos, maldosos e ambíguos, dão mais um passo rumo ao sombrio mundo adulto de escolhas e arrependimentos, mais perigoso que qualquer mundo de fantasia jamais criado. Um lugar em que jornadas não implicam achar, mas transformar-se em algo.

Por mais que eu adore quando um livro me surpreende positivamente, eu fico triste quando é o segundo livro da série que faz isso. Eu acredito em crescimento no estilo de escrita do autor, mas sempre fico me perguntado “se você era capaz disso, por que o primeiro livro da série não era assim?”. Porque a verdade é que eu peguei O Rei Mago para ler sem a mínima vontade de o fazer. Era uma leitura por obrigação quase. Felizmente, isso logo mudou.

O segundo livro da saga de Os magos se passa dois anos depois de onde abandonamos Quentin e seus amigos. Ele, Eliot, Janet e Julia são reis e rainhas de Fillory, vivendo cheios de regalias no palácio. Mas Quentin está entediado. Como alguém que foi para Fillory procurando aventuras, uma vida de come-e-dorme no castelo não é exatamente o que ele procurava. E uma aventura é o que ele consegue, a busca pelas sete chaves mágicas de Fillory. Mas eu não acho que esse livro seja sobre o Quentin.

Junto com ele na busca vai Julia. E enquanto as atividades no presente vão desenrolando, a história dela durante os anos que ficou separada de Quentin é contada. E tenho que dizer que é uma história muito mais interessante que a de Quentin. No primeiro livro da série eu tive a impressão de que Grossman não desenvolveu personagens que eram muito mais interessantes do que o principal e que ele quis passar um intervalo de tempo muito grande no livro, o que o deixou corrido. Isso não acontece agora. A história flui de forma bem mais natural e interessante. Eu me senti realmente curiosa sobre o que iria acontecer tanto com a Julia do passado quanto com a do presente junto com o Quentin. Esse é um livro gostoso de se ler.

Infelizmente, nem tudo são flores e o final me deixa preocupada com o resto da série. Quentin continua uma personagem que me irrita (embora ele tenha crescido muito mais nesse livro do que em todos os anos de duração de Os Magos) e, bom, ele é o protagonista da série, o que me faz pensar que vamos continuar a acompanhar a jornada dele. Espero que apareçam personagens secundários tão fortes quanto Julia, que é fantástica.

Embora eu odeie dizer isso, vou ter que. Vale a pena aturar o primeiro livro para chegar nesse segundo, essa, até agora, é uma daquelas séries que “melhora depois”. E mesmo que depois volte pro nível do primeiro livro, esse segundo vale a pena por si só.




4 comentários



1. Déia
25-9-2013 - 19:23:01

Haaa… Eu não estava muito a fim de ler “O Rei Mago” mas depois da tua resenha fiquei super empolgada. Já tenho o livro e está aguardando minha coragem para lê-lo, agora vou me agarrar nele!
Bjoks Lais!!!


2. Malu
1-10-2013 - 19:05:36

Tenho que admitir que esse livro é melhor que o primeiro!
Estou aguardando pelo próximo livro da serie!


2-10-2013 - 14:30:31

Bom eu gostei do primeiro, mas acredite.. o segundo eu parei na metade rs
Apesar de concordar com você, a história da Julia é bem melhor, Quentin foi irrtante no primiero livro e nesse ele continua rs mas vale a pena memso ler os dois.

Beijos


4. Gustavo Godoy
24-6-2014 - 23:19:11

Acabei de ler o primeiro livro, adorei ! Fiquei meio triste porque a Alice morreu….. mas a tristeza fez com que Quentin se torna-se um mago melhor, ele agr é mais forte, assim como Mayakovisk disse que seria quando ele meio que controlasse toda tristeza dentro dele, agr n sei oq esperar do segundo lvrio ( que eu nem sabia que existia) sem a Alice :'(


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