quinta-feira, 12/10/2017
Últimas do LeS:
Capa » Resenhas Fora de Série » Resenha: “Replay” de Marc Levy

Resenha: “Replay” de Marc Levy

Livro: Replay
Autor: Marc Levy
Editora: Suma de Letras
Páginas: 240
Resenhado por: Monique Marie
Comprar: Saraiva Submarino E-Book

Tudo que Andrew Stilman queria era uma segunda chance. Após partir o coração da mulher que amava, seu maior desejo era voltar no tempo e consertar os erros, mas isso é impossível – ou, ao menos, era o que ele pensava. Na manhã do dia 9 de julho de 2012, durante sua caminhada matinal às margens do Rio Hudson, o prestigioso repórter Andrew Stilman é violentamente atacado, sem conseguir ver o criminoso. Após sua morte, o inesperado acontece. O jornalista não vê uma luz no fim do túnel, nem muito menos abre os olhos no céu, mas acorda dois meses antes de seu assassinato. Quando acorda, Andrew está de volta ao dia 9 de maio do mesmo ano. Ele vai reviver os dois próximos meses atento a qualquer detalhe que possa ajudá-lo a descobrir quem o agrediu – ou melhor, irá agredi-lo – dois meses depois. Do coração de Nova York até as ruas de Buenos Aires, Andrew vive uma aventura repleta de reviravoltas, enquanto tenta salvar a própria pele e não decepcionar seu grande amor mais uma vez. O protagonista de Replay, best-seller de Marc Levy, além de consertar os erros que cometeu, terá de correr contra o tempo para tentar evitar sua morte e encontrar seus possíveis assassinos.

Replay me chamou atenção no momento que li a sinopse, fiquei intrigada para saber como o autor desenvolveria essa “ressurreição” de uma forma que prendesse qualquer leitor. Não dá para contar muitos acontecimentos fora da sinopse sem que vire um spoiler ou que perca a graça da leitura. Andrew é o personagem central, tem 39 anos, até então solteiro e bom vivant, é o típico jornalista arrogante que não confia em ninguém e tem mais inimigos do que pensa.

Simon é o melhor amigo de Andrew e seu personagem cresce a cada página, poderia até colocar que ele fica mais interessante na segunda parte do livro. Nada me assustaria que ele seja o escolhido como personagem preferido da maioria dos leitores, ele é o meu. Além de ser peça fundamental na busca de Andrew pelo seu assassino. Valérie é a paixão de infância de Andrew e a vida, por um encontro inesperado, faz com que ela seja sua mulher. Creio que ela cumpriu o que tinha que ser feito na estória mas eu esperava um pouco mais, principalmente na parte em que ele volta no tempo para antes do ataque.

Seu companheiro de trabalho, Freddy Olson, é o perfeito idiota que você vai odiar desde o primeiro contato, mas é essencial para entender muita coisa que se passa dentro do grande jornal The New York Times. Muitos personagens aparecem e é bom prestar atenção no nome de todos para que o fim do livro realmente faça sentido.

A narrativa é bem feita, o livro começa com os acontecimentos sendo passados ao leitor muito rapidamente e até de uma forma superficial, algo como “este é Andrew, que reencontra seu primeiro amor, resolve casar, viaja para a Argentina, volta, acaba o casamento, morre e acorda 2 meses antes da sua morte”, então tudo muda e você passa a entender melhor o que aconteceu desde a primeira página. Detalhes são dados e é bom prestar atenção em todos, nada de preguiça, principalmente nas cartas e nas anotações de Andrew, se o leitor pular algo tenha certeza que fará falta nas últimas páginas do livro.

O cenário conta basicamente com duas cidades e é muito bem descrito. Ele conta com o fato de que quase todas as pessoas já viram ou leram algo sobre Nova Iorque. O autor foi muito sensível ao conseguir descrever Buenos Aires de uma forma diferente, ao mesmo tempo que ele narra o que os personagens vivem, o leitor consegue visualizar o local com perfeição.

Os personagens cumpriram com os seus papéis e o autor se aprofundou naqueles que realmente eram necessários, nada de deixar a árvore genealógica imensa sem necessidade. A linguagem usada é simples, qualquer pessoa que se interesse por um leve suspense e um pouco de investigação policial vai gostar muito.

O livro me surpreendeu de uma forma positiva e o final é algo que eu realmente não esperava. Passei as últimas 15 páginas com a boca quase colada no livro e desacreditando de quão esperto Marc Levy foi ao pensar naquilo. O único ponto negativo, para mim, fica por conta de não saber qual é o final de Anne (leiam para saber de quem estou falando!). Acho que ele ficou devendo essa.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

5 comentários

  1. Ótima resenha, Monique. Ainda não li Marc Levy, mas tenho vontade há anos já. Fiquei especialmente curiosa com seu comentário a respeito dele ter descrito Buenos Aires de uma forma diferenciada. Gosto muito de histórias que se passam em vários lugares, e achei a premissa do livro bem interessante. Ainda que não pareça ser algo espetacularmente novo (essa história de voltar no tempo para corrigir os erros e descobrir coisas já foi e é bastante usada), tenho a impressão de que Levy sabe conduzir a história de um jeito inesperado, como você mesma disse.

    Um beijo, Livro Lab

  2. Eu li do Marc Levy o livro “Tudo aquilo que nunca foi dito” e o livro é bom, mas faltou alguma coisa, algum fato, alguma fala para que eu pudesse me emocionar ao ler o livro. Porém, eu gostei dessa sinopse e da sua resenha. Acho que darei uma nova chance a ele :)

  3. Monique Marie

    Isa, acho que você deveria dar ao Levy uma nova chance neste livro, a melhor parte é que o final é algo que você não espera, mas como disse, um personagem fica no ar.
    Aline, obrigada pelo elogio, eu gostei de como ele descreveu essa viagem a Argentina e eu pude imaginar com perfeição os locais, e olha que fui a B.A. quando tinha 9 anos!
    Se as duas derem essa chance ao livro não esqueçam de nos contar o que acharam!
    Beijos!!!

  4. Oi Monique,
    vou começar ler Replay e ai te conto o que achei, seu blog me deu a certeza para compra-lo :) um beijo

  5. Monique Marie

    Oi Amanda tudo bem?
    Fiquei feliz que minha resenha te deu vontade para ler o livro, volta aqui e conta o que achou, espero que goste na mesma intensidade que gostei =D

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*