terça-feira, 17/10/2017
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Resenha: “Dividir e conquistar”, de Carrie Ryan

Livro: Dividir e conquistar
Série: Infinity Ring
Autor: Carrie Ryan
Páginas: 300
Editora: Seguinte
Resenha por: Bruna
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Depois de garantirem que Colombo descobrisse a América e que a Revolução Francesa fosse um sucesso, Dak, Riq e Sera viajam com o Anel do Infinito para tentar corrigir mais uma falha histórica e salvar a humanidade. O cenário agora é a Paris medieval, e centenas de navios tripulados por guerreiros vikings estão cercando a região, prontos para exigir que a população se renda. Sem saber ao certo que caminho tomar, os três jovens acabam causando uma guerra entre os parisienses e os nórdicos invasores, e se preparam para defender a cidade. Mas a situação se complica quando Dak é capturado e forçado a lutar junto ao exército adversário. Em meio a chuvas de flechas, jatos de óleo quente e ataques de catapultas, os três viajantes só conseguirão sair vivos – e continuar sua missão de restituir a ordem do mundo – se encontrarem um aliado entre os soldados inimigos mais ferozes da história.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Depois de um ótimo livro escrito por James Dashner que deu início à série, chega às livrarias o segundo livro da série Infinity Ring: Dividir e conquistar. O novo volume da série foi escrito pela Carrie Ryan e isso me deixou um pouco apreensiva pois nunca tinha lido nada escrito pela autora. Adoro essas séries escritas por vários autores diferentes, mas sempre ficamos na apreensão, sem saber como o estilo da narrativa do novo autor. Mas a Carrie não decepcionou.

Dividir e conquistar começa exatamente onde a história parou em Um motim no tempo: Dak, Sera e Riq vão parar no mesmo lugar, França, mas alguns anos atrás, em uma época medieval, com uma guerra eminente entre os parisienses e os vikings.

“- Outra guerra – ele disse, desanimado. Que ótimo.” – pág. 144

Se a reação do personagem de Dak acima, que é um garoto viciado em História, é tão desanimadora assim ao se topar com outro conflito a ser resolvido, imagina o leitor. Eu mesma me senti assim quando outra guerra foi mencionada, mas a autora conseguiu focar mais nos persongens do que na história em si e isso acabou deixando a leitura mais leve. Outra coisa legal nesse segundo livro da série é nós podemos ver os personagens agindo sozinhos, em um momento em que eles acabam se separando. É interessante ver como eles agem quando estão longe um do outro, revelando seus medos e segredos.

A qualidade da escrita não caiu e a Carrie trouxe um enredo coerente (tanto quanto uma história sobre viagem no tempo consegue ser coerente) e um fato curioso sobre esse livro foi a forma como a autora estruturou o seu enredo. Quem conhece séries nesse estilo como Infinity Ring e The 39 Clues, sabe que os livros tendem a seguir uma estrutura padrão de acontecimentos, apenas mudando detalhes da história como a sua localização, por exemplo. Felizmente isso não aconteceu com Infinity Ring. Ryan surpreendeu a dar rumos e reviravoltas que eu não esperava ver tão cedo na série, colocando algumas complicações em relação a correção das Fraturas nas mãos dos jovens personagens que eu espero que os próximos autores aproveitem em seus enredos.

Mas o que eu mais gostei mesmo nesse livro foi a abordagem sobre os vikings. A autora questiona o quão pouco nós sabemos sobre esse povo – e o pouco que sabemos é uma visão errônea, vide os elmos com chifres. A autora ainda esclarece ao leitor que não conhecemos tanto sobre os viking pois eles tinham a tradição de passar as histórias adiante oralmente, por isso não existem arquivos históricos. Aí já sabe né… quem conta um conto aumenta um ponto.

O próximo volume da série, O alcapão, foi escrito por Lisa McMann (Wake) e está previsto para ser lançado em janeiro de 2014 aqui no Brasil.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Legal ler sua resenha do segundo livro. Quando soube do primeiro, fiquei apreensiva dele ser muito parecido com a série O Livro do Tempo e soar repetitivo. Vou dar uma nova olhada nele rs

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