quinta-feira, 19/10/2017
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Resenha: “Encantos”, de Aprilynne Pike

Livro: Encantos
Série: Fadas
Autor (a): Aprilynne Pike
Páginas: 307
Editora: Bertrand Brasil
Resenha por: Karol
Comprar: Saraiva Cultura Extra

Em Encantos, o segundo livro da Série Fadas, que teve início com o bestseller mundial Asas, seis meses se passaram desde que Laurel descobriu ser uma fada e salvou o portal de entrada para Avalon. Lá, ela passará o verão estudando para aprimorar suas habilidades e adquirir conhecimentos como fada de outono. No entanto, com o tempo, a hierarquia social do lugar começará a desgastá-la e a fará repensar sua escolha. Apesar de ter descoberto sua verdadeira identidade e de tê-la aceitado, Laurel se recusa a simplesmente deixar para trás sua vida anterior, humana, em especial seu namorado, David. Contudo, apesar de sentir que seu relacionamento está mais sólido, ela se vê em conflito quando pensa em Tamani, o elfo com quem tem uma inegável e poderosa ligação e por quem se sente atraída. Assim, Laurel está confusa, angustiada, sem saber a que mundo de fato pertence. Dessa vez, porém seus problemas aparecem quando ela volta para sua vida humana e descobre que não somente ela mas também sua família e amigos estão em perigo. Ao mesmo tempo, o portal de entrada para Avalon começa a sofrer ataques, e o constante medo da volta de Jeremiah Barnes assombra os piores pesadelos da fada. Com quem ela contará quando chgar o momento de proteger aqueles que ama? Em meio a tudo isso, Laurel recebe um chamado de Avalon e é forçada a fazer uma escolha que poderá partir seu coração.

Eu lembro de ter ficado empolgada quando peguei Encantos nas mãos para ler. Eu conseguia lembrar direitinho da história super bacana que Aprilynne criou sobre uma fada que vivia como humana e da maneira como ela colocou essa descoberta no livro Asas.

Ai, quando tive a oportunidade de começar a ler Encantos fiquei feliz, mas logo nas primeiras páginas eu sentia a sensação de que estava perdida. Será que eu deixei passar alguma coisa do primeiro livro?! Da onde essa relação tão íntima entre Laurel e Tam surgiu mesmo? Cheguei até a me questionar se eu tinha realmente lido o livro todo. Garanto que li! Tudinho, cabo a rabo mas… ainda assim estava perdida. Entrei aqui no site e procurei a minha resenha de Asas para ver se a minha memória seletiva tinha apagado algo sobre o livro para dar espaço a outro. Suponho que isso tenha acontecido. Assim que reli a minha antiga resenha, percebi que eu não tinha curtido tanto assim o primeiro livro como eu imaginava. Mas da onde, então, eu tirei a empolgação para querer o segundo?

A resposta é simples, exatamente do que a minha memória seletiva tinha decidido manter no meu cérebro, o mundo mágico onde fadas são plantas, e a descoberta dolorosa de Laurel que foi amenizada pelo seu único amigo, agora namorado, David. Com o passar das páginas, a sensação de estar perdida continuou, quem afinal tinha atacado Laurel no primeiro livro? A imagem de um moço rude e feio na porta da casa dela querendo comprar a sua antiga casa me voltou a cabeça, mas mesmo assim ainda sentia como se tivesse pulado do primeiro para o terceiro livro.

A narração de Aprilynne continua sem muita emoção, apesar de no final do livro dar uma alavancada. O clichê ‘mocinha entre dois amores’ continua, eu fiquei bem nervosa com Laurel inúmeras vezes e pensei comigo mesma ‘seja sincera, garota!’. Mas ela… não vou dizer se foi ou não! Você vai ter que ler para saber! Haha!

O mundo mágico que me encantou nessa série, aparece mil vezes mais nesse livro. Laurel é convidada a passar um mês em Avalon, reaprendendo e conhecendo o mundo que um dia ela fez parte mas não se lembrava. A descrição de tudo é linda! Você consegue imaginar até o brilho das coisas por causa dos detalhes. A magia acaba quando ela volta para casa, e para seus pais adotivos que agora sabem da sua verdadeira identidade. E é ai, que começa a parte de conflitos, brigas e confrontos que eu, particularmente, não acho que seja o forte da autora.

Quero saber a opinião de vocês! Só eu tive esse lapso de memória? É a idade chegando?! Hahaha.

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Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

2 comentários

  1. Tbm fiquei meio perdida nesse livro, com sensação de que tinha lido errado. Cheguei a pensar que o meu Asas veio com páginas faltando.
    O que mais detestei nesse livro foi uma coisa que ocorre em muitas outras sagas: a mudança de personalidade dos personagens.
    O David está meio mesquinho e egoísta e ele não era assim no começo. O Tamani, que nunca gostei, tbm ficou diferente e a Laurel, de repente, decidiu ser muito “Fada” de uma hora para outra. Quer dizer, ela sempre foi “humana” e o mundo fada era muito novo para ela, então, ela tinha que se acostumar aos poucos. Mas a forma como aconteceu no livro, parecia que ela tinha desistido de ser humana e que ser fada era bem mais legal e agia de forma estranha por ser “humana”. Enfim, achei que a mudança de personalidade foi bem nítida nesse livro. Não gostei disso e fiquei um pouco desanimada com as continuações.

  2. É… eu pensei que tinha pulado pro terceiro livro até!! hahahaha

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