segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “Separados”, de Pauline Alphen

Livro: Separados (#02)
Autora: Pauline Alphen
Série: Crônicas de Salicanda, As
Páginas: 255
Editora: Seguinte
Tradutora: Dorothée de Bruchard
Resenha por: Nanda
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No aniversário de treze luadas dos gêmeos Jad e Claris, o castelo de Salicanda estava em chamas. Por sorte, Jad conseguiu escapar do incêndio junto com seu amigo Ugh. E Claris, que tinha saído de casa, retornou a tempo de presenciar a catástrofe, mas não de encontrar Jad.
Pela primeira vez separados naquele mundo quase medieval, sem tecnologia mas permeado de magia, no segundo volume da série Crônicas de Salicanda os gêmeos trilham caminhos diferentes, sem saber se um dia se reencontrarão. Enquanto Jad entra em contato com vibrações, cores e sons até então desconhecidos, Claris peregrina por cavernas e florestas e aprende uma nova forma de comunicação. Assim, cada um a seu modo, eles dão início ao aperfeiçoamento de seus talentos e se distanciam cada vez mais daquele tempo chamado infância.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

No Segundo livro da série As Crônicas de Salicanda, os gêmeos Jad e Claris estão separados- como diz o título do livro. Depois dos acontecimentos do final do primeiro livro (Os Gêmeos), desencadeados pelo Jogo de Mil Caminhos (minha parte favorita do livro até agora), somos informados de que alguns personagens morreram e outros encontram-se desaparecidos.

O livro se desenvolve em três vertentes: o que aconteceu com Jad, o que aconteceu com Claris e o que aconteceu com aqueles que Salicanda que não participaram do torneiro ou não estavam presentes.
Jad está com Ugh em uma dimensão diferente – ligado ao seu corpo por um fio prateado, um vínculo simbólico e não muito forte (mas que existe e comprova que eles não estão mortos). Nessa dimensão, encontram Gabriel – o anjo – e os dois devem tomar decisões importantes sobre suas habilidades e destinos. A inserção dos anjos na história não foi um dos meus momentos favoritos.

Claris começa o livro vagando, muito triste por ter perdido o pai e o irmão (ela não sabe que Jad está vivo) – ela fica bem moribunda e se fecha em relação às suas memórias por ser dolorido demais. Ela é protegida pelos Elementais (criaturas mágicas que cuidam do planeta) enquanto vaga por uma gruta, cachoeiras e depois ela vai parar em uma ilha com uma cultura diferente, sem muita dependência na fala – essa é minha parte favorita do livro, na qual ela reaprende a apreciar o mundo e a ter vontade de viver. O pessoal da tribo é muito interessante, adoram a natureza, apreciam as cores e são muito extrovertidos, mesmo se comunicando mais por gestos e danças. Por mim ela ficaria lá para sempre… mas claro que ela tem que lembrar quem é e cumprir a missão a qual está destinada. Enquanto isso, os adultos – Maya e Blaise principalmente, tentam descobrir se há alguma ligação entre os desaparecimentos, o Tempo de Antes e os poderes das pessoas.

Eu acredito que a história tenha partido de uma ideia bem legal. Adoro a interação dos gêmeos, mas gosto principalmente de como os personagens confrontam esse novo tempo em que vivem com o tempo que estamos vivendo (que eles chamam de Tempo de Antes) – é uma crítica muito interessante a sociedade dependente da tecnologia, querendo sempre explorar uns aos outros até se auto-destruir.

No entanto, o ritmo da história é bem menos atraente. Infelizmente, o livro me cansou bastante. A autora tenta fazer descrições minuciosamente detalhadas de cada coisa com um vocabulário mais rebuscado – com palavras mais difíceis, e no final das contas o livro se desenvolveu sem muitas respostas/acontecimentos interessantes.

O lado positivo da forma como a autora escreve é que ela explora bem os personagens principais da série e até alguns secundários – nesse livro, descreveu os sentimentos por quais eles passavam, os locais onde estavam e assim por diante. Deu para definir com certeza quais personagens tenho mais afinidades: Claris, Maya e o pequeno Merlin são meus favoritos.

Ainda não sei se gosto dessa série – ela tem pontos positivos e negativos. Espero sinceramente que a sequência da história seja mais emocionante e que os fatos se desenrolem sem muita enrolação.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

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