segunda-feira, 25/09/2017
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Resenha: “Will & Will”, de John Green e David Levithan

Livro: Will & Will – um nome, um destino
Autores: John Green e David Levithan
Páginas: 352
Editora: Galera Record
Tradução: Raquel Zampil
Resenha por: Bruna
Compre: Saraiva Submarino Cultura

Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra… Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

“Algumas pessoas têm vida, outras têm música.” – pg. 53

Desde que o livro foi lançado, ele entrou pra minha lista de livros para ler, e claro, ter o John Green como co-autor ajudou muito. Mas eu esperava uma coisa, a minha leitura acabou me surpreendendo pois não era nada do que eu esperava. E quer saber? Isso foi incrível!

Will & Will conta a história de dois garotos muito diferentes um do outro e ambos se chamam Will Grayson. A vida dos dois Wills acabam se cruzando e o resultado é uma belíssima história de amizade e amor. Os capítulos do livro são contados, intercaladamente, por um Will de cada vez. Primeiramente conhecemos Will Grayson, cujo melhor antigo amigo no colégio é Tiny Cooper, descrito pelo prórprio Will como “(…) não a pessoa mais gay do mundo, tampouco a maior pessoa do mundo, mas acredito que ele possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande (…)”.

Will e Tiny não poderiam ser mais diferentes um do outro, mas é exatamente isso que torna a amizade dos dois tão legal. Tiny é um personagem natural, espontâneo e animado, que constantemente se enfia em enrrascadas por não ter medo de assumir seus sentimentos e mostrar que se importa, o oposto de Will que segue todas as regras que pode para não se importar demais e nem chamar muita atenção. Regras que vão por água abaixo somente pelo fato de ele ser amigo de Tiny. Já o Outro Will Grayson, que conhecemos no capítulo dois, é completamente retraído, depressivo, problemático e rebelde, e apesar disso tudo, achei o Outro Will Grayson um dos personagens mais carismáticos do livro. Com um senso de humor pra lá de ácido, adorei ver a forma como o personagem cresce ao longo do enredo.

A essência principal do livro não é apenas ser um romance gay, mas sim uma história sobre o amor em geral. Não somente aquele amor entre um casal, seja ele homossexual ou hétero, mas aquele amor que sentimos por um amigo e por nossos pais. Sobre o que é estar em um relacionamento e como lidar com os sentimentos e separações. Mas a premissa mais legal pra mim não foi só o jeito como os autores abordam e lidam com o preconceito em geral, mas a forma como eles quebram o estereótipo que a nossa sociedade criou sobre os gays.

“e não é como se eu fosse assim tão gay. eu odeio a porra da madonna” – pg. 71

Uma história recheada de sabedoria, que passa longe de clichês. Um livro pra rir, pra chorar, pra se identificar, e principalmente, para se aprender. Alguma lição algum dos personagens vai te dar. E com certeza a sua vida vai mudar depois desse livro. Ou não. Mas uma é uma ótima história, com uma ideia original, de dois autores incríveis. Se eu fosse você não perdia mais o meu tempo e conheceria agora mesmo esses personagens tão reais e tão sensacionais.

“Estar em um relacionamento, isso é algo que você escolhe. Ser amigo, isso é simplesmente algo que você é.” – pg. 293


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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