segunda-feira, 20/11/2017
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Resenha: “Desventuras em série: O lago de sanguessugas”, de Lemony Snicket

Livro: O Lago das Sanguessugas
Série: Desventuras em série
Autor (a): Lemony Snicket
Páginas: 184
Editora: Companhia das Letras
Resenha por: Nanda
Compre: Saraiva Submarino Cultura

O misterioso autor das Desventuras em Série não só alcançou a lista de best-sellers infanto-juvenis do New York Times, como conseguiu entrar em todas as outras principais referências de vendagem americanas. Com sua estranha franqueza, na contracapa deste livro ele manda um recado a seus possíveis leitores: “Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores”. Respeitosamente.
Lemony Snicket.

Os irmãos Baudelaire mais uma vez partem em rumo a uma desafortunada história, dessa vez em O Lago das Sanguessugas.

Dessa vez, eles são levados para uma cidadezinha portuária para ficaram aos cuidados de Tia Josephine, uma viúva que é fanática por gramática e tem medo de quase tudo, mas mora em uma casa no topo da colina, caindo aos pedaços. Dessa vez, Conde Olaf aparece como capitão de um navio, disposto a flertar com a tia Josephine, para depois armar a morte dela e fazê-la deixar as crianças com ele.

É um dos livros que eu mais gosto da série, com mais reviravoltas. A todo o momento você fica sem saber se os irmãos falharam e serão levados pelo Conde Olaf ou se eles conseguirão ficar juntos longe do vilão. Tem enigmas, fugas e um final triste, só para completar. Pelo menos o triste não é nas mãos do Olaf, que mais uma vez foge.

Mais uma vez, o livro ressalta como os adultos não escutam as crianças. Na verdade, nesse, nem com pistas, os Baudelaires conseguem ser ouvidos.

E nesse livro recebemos uma lição de gramática indiretamente. A todo momento, a Tia Josephine aproveita para corrigir erros gramaticais e o enigma é uma mensagem codificada dentro de uma carta com alguns errinhos. Dá para praticar o português de uma maneira agradável!

De todas as histórias que aparecem no filme (O Mau Começo, A Sala dos Répteis e essa), conseguiram retratar bem fielmente a Tia Josephine e praticamente toda a história desse terceiro volume, mas a parte da casa caindo não foi mais emocionante no filme.

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Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

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