quarta-feira, 11/10/2017
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Resenha: “Os doze”, de Justin Cronin

Livro: Os Doze (#02)
Série: A passagem
Autor: Justin Cronin
Páginas: 592
Editora: Arqueiro
Tradução: x
Resenha por: Guilherme
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Americanas

Dando continuação à trilogia originada com A Passagem, chega Os Doze, o segundo episódio da saga sobre um apocalipse vampiro, criada por Justin Cronin. O segundo livro começa 5 anos após os acontecimentos de seu antecessor. O grupo de Peter está separado, cada um seguindo o seu caminho, cada um lutando ao seu próprio modo contra a ameaça que assola o mundo. Enquanto isso, Fanning, o Zero, a gênese do apocalipse, põe em prática seus planos para refazer o grupo dos Doze, que fora quebrado no final do primeiro livro com a morte de Décimo dos Doze.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

O livro divide-se em duas partes: a primeira parte conta ao leitor os acontecimentos do Ano Zero, o ano em que o mundo foi destruído pelo vírus vampiro, e nos apresenta a personagens novos. Essas primeiras duzentas e sessenta páginas dominam você de tal forma, que você vai querer lê-las de uma vez só. Os novos personagens apresentados (Peter e o grupo encontram-se cem anos à frente) são absolutamente encantadores. Tanto protagonistas quanto vilões são tão bem construídos que parecem sair do mundo real, fazendo com que o leitor se se sinta intimo de cada um deles. Não serão poucas as vezes em que você vai querer poder estender uma mão para eles, ajuda-los ao longo das páginas.

A segunda parte traz de volta os personagens com o qual o leitor já está acostumado. Peter, Amy (mais encantadora do que nunca), Alicia, Michael, a gangue completa. Daí para frente é segurar o fôlego e o coração. A segunda parte desenrola-se feito um carro em alta velocidade, e Cronin não pisa no freio em momento algum. São passagens de pura adrenalina (a batalha final contra Os Doze é, com certeza, um dos capítulos mais eletrizantes já escritos em livros do gênero) alternadas com passagens emocionantes e humanas, de mexer com coração de qualquer um. E o autor não dá ponto sem nó: no final, quando a primeira parte de livro encontra-se com a segunda, tudo se enlaça com elegância. Aí, fica evidente como cada personagem foi pensado, ponderado, construído com cuidado – cada um tem uma importância vital para a trama.

Justin Cronin entrega ao leito tudo aquilo que conquistou milhões de fãs em A Passagem, só que com tudo melhorado. Grande parte da mágica reside nos personagens: é impossível não se importar com cada um deles. Mas não é só isso: Os Doze é um livro explosivo, eletrizante, ao mesmo tempo em que consegue ser íntimo, humano, cativante. Se em uma página você está com o coração disparado enquanto lê sobre vampiros rasgando pessoas ao meio, na outra você está diante de uma passagem sensível, de trazer lágrimas aos olhos. É algo que vai muito além do que um apocalipse viral: Justin Cronin lida com temas como fé, amor, amizade, esperança, de uma forma rara, bonita. Se for para definir Os Doze em uma palavra, seria: encantador.

Sobre Guilherme

Nasceu no Condado de Roseira e foi se perder na cidade grande de São Paulo, onde cursa o terceiro ano de Publicidade e Propaganda na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Viciado em séries, música e livros, prefere passar uma noite de sábado lendo "Sob a Redoma" do que sair para balada. Escreveu um livro que - se tudo sair como deve - será publicado ainda esse ano, talvez em agosto. Vai que dá certo e ele vira um escritor famoso, né.

2 comentários

  1. Ahhh vou te contar…gostei mais de A Passagem..não que não tenha gostado desse mas fiquei confusa em muitos momentos e em outros “perdi o tesão”..rsr só não abandonei pq fique bem curiosa pra saber o q aconteceria mais pra frente e confesso que gostei mais da primeira parte…o ruim é esperar mais 2 anos pelo terceiro e último (assim espero!.rsrs) livro da série…até lá vou ter q começar a ler tudo denovo pq ñ vou me lembrar de mais ninguém! huhuahauaaa

  2. terminei de ler agora, e fiquei curioso pra saber o que houve com alguns personagens da primeira parte do livro (o motorista do ônibus, a garota que ficou gravida do cara que era como a ultima resistência de Denver), não sei se perdi algo sobre eles no livro, mas se não, o modo como eles desapareceram da historia foi bem tosco. Fora isso gostei bastante do livro ( não mais que o primeiro livro). Rumo ao 3o livro!!

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