domingo, 16/12/2018
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Crítica de filme: “A menina que roubava livros”

Na nossa coluna Fora de Série de hoje trazemos pra vocês um novo formato de crítica de filme! Como algumas pessoas da equipe que já assistiram o filme leram o livro e outras não, achamos que montar uma crítica com opiniões de pessoas diferentes resultaria em uma crítica mais rica. Esperamos que vocês gostem!

Karol: Uma das adaptações mais esperadas desse ano finalmente estreia nessa sexta (31/01), e nós vamos te dizer se vale a pena gastar seu dinheiro indo ver a adaptação: A menina que roubava livros. Se você realmente está esperando nosso ‘OK’ para desligar o computador e ir ao cinema, então, CORRE! Não, espera. O filme é realmente maravilhoso, mas termine essa resenha antes, ok?! Para aguçar ainda mais a sua vontade, deixa a gente te dizer o que tivemos o prazer de assistir no último dia 24/01.

Cine: A menina que roubava livros é um dos meus livros favoritos, e eu já sabia desde o primeiro momento em que foi anunciado a sua adaptação, que muito da emoção que ele possui não seria transmitida em um filme, mas ele acabou me surpreendendo da melhor maneira possível. A forma como os roteristas e diretor do filme mostraram a batalha de Liesel pelo conhecimento com a ignorância das outras pessoas ao seu redor – ignorância essa que fez com que os nazistas se espalhassem com tanta facilidade naquela época – foi muito bem feita e fiel ao livro.

Karol: Liesel é uma garotinha que já começa o filme sofrendo. Ela, sua mãe e seu irmão estão em um trem quando seu irmão morre. Alguns minutos depois a gente percebe que Liesel e seu irmão seriam adotados por um casal em Munique, mas agora ela estava sozinha. Com o coração partido por ser abandonada por sua mãe, ela encontra conforto em seu pai adotivo, que e é uma das poucas pessoas que se mantém fora do exército nazista, e faz de tudo para deixar ela um pouco feliz.

Cine: Aliás, muitas críticas feitas para o filme foram em relação de como a presença nazista foi mostrada de uma forma meio suave, mas a verdade é que não poderia ser de outra maneira, já que estamos vendo a história pelos olhos de uma criança inocente, que até então, não tinha ideia do que estava acontecendo. A maneira como a guerra foi apresentada foi super fiel ao livro, quando primeiro temos a conciência de uma guerra acontecendo longe, mas a vida segue na cidade de Liesel, até que os nazistas finalmente chegam lá e tudo começa a mudar.

Bruna: Não li o livro e, inclusive, comentamos durante o filme como achamos incrível a ideia da história se passar durante a SGM e não dar o enfoque para a guerra como a maioria dos filmes já faz, mas sim para os personagens e como era o dia a dia de viver nesse período. Pra mim foi um toque especial que fez toda a diferença.

Karol: Exatamente, o filme conta um pouco sobre essa parte horrível da história mundial do ponto de vista dos cidadãos alemães. Ser alemão não faz deles nazistas, e é essa uma das coisas mais bonitas do filme, mostrar como a guerra também foi muito ruim para inúmeros alemães e não só pintar eles como os grandes vilões.

Cine: Algumas coisas do livro não funcionariam de jeito nenhum no filme, então tiveram que ser mudadas, mas foram mínimos detalhes que de jeito nenhum prejudicaram a história que é contada em A menina que roubava livros. A mensagem principal continua ali: o drama familiar em uma época de desespero, a busca pela esperança, a importância da amizade, o medo e também, a coragem.

Cine: Se você curtiu o filme e o achou emocionante mas ainda não leu o livro, sugiro que corra para a livraria mais próxima para comprá-lo e também já pegue alguns lencinhos, porque a emoção transmitida no livro é muito mais forte do que qualquer filme possa mostrar.

Bruna: Foi a primeira vez que fui ao cinema e sai sem a menor vontade de ler o livro, de tanto que os personagens na telona e o roteiro me conquistaram. Mas sabendo que foi uma adaptação fiel e que o livro é muito mais emotivo, acho que vou comprá-lo pra poder reviver a história de Liesel com mais detalhes.

Karol: Posso dizer que é um dos filmes mais bonitos que já vi. Agora vocês estão liberados, CORRAM PARA OS CINEMAS!

A menina que roubava livros estreia nos cinemas de todo o Brasil na próxima sexta-feira, 31/01.

Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

2 comentários

  1. Ainda não li o livro, mas olha, o filme me surpreendeu, foi bem melhor do que eu esperava. A menina Sophie Nélisse é fantástica! E gostei demais da delicadeza da história toda. =)

    Um beijo, Livro Lab

  2. Fernanda Bianchi

    A menina que roubava livros é um dos meus livros favoritos, inclusive foi ele que me envolveu no mundo dos livros. Não vejo a hora de assistir o filme.

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