sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “Cobaias e portais”, de André Bicudo Larrubia

Livro: Cobaias e Portais
Autor: André Bicudo Larrubia
Paginas: 164
Editora: Editora Plano Paralelo
Resenhado por: Nanda
Comprar: Cultura

Lançado em 2007, o jogo eletrônico Portal, da desenvolvedora Valve, arrebatou centenas de milhares de fãs em todo o mundo. Contudo, sua narrativa deixou muitas questões sem resposta mesmo para quem superou todos os desafios na frente do computador ou do videogame.
O livro digital Cobaia e Portais propõe muitas soluções para estas lacunas e insere outros elementos na cronologia original, incluindo a criação da maldosa inteligência artificial, a invenção da arma de portais, como uma estudante brasileira acabou sequestrada por uma máquina, a saga para sair com vida – ou não – do cativeiro e a resposta para um não menos importante dilema: por que razão havia uma fixação tão grande em relação a bolos?!?
Com toques de paródia sobre o game original, este é um romance de ficção científica com drama e suspense. Além de uma visão aprofundada sobre seus personagens principais e suas motivações, esta publicação independente conta com um discurso ligeiro, como a tomada de decisão da personagem principal, armada principalmente com sua inteligência e força de vontade.

Sabe aquele joguinho de computador da nossa infância – pelo menos da minha – que em cada fase você entrava em uma sala diferente e tinha que usar dois portais (um azul e um laranja) para chegar até a porta que permite que você saia da sala? Foi exatamente esse jogo que inspirou o livro Cobaias e Portais de André Bicudo Larrubia.

No começo do livro somos apresentados a empresa Departure Science: parte de uma das maiore empresas de armamento do mundo, responsável por pesquisas bélicas de ponta.

Depois conhecemos Sheila, uma garota brasileira que perde o pai em um tiroteio. Sua tia a assume e com ela, Sheila começa a ter gosto por matemática e problemas de lógica.

Parecem mundos bem diferentes a princípio, mas eles se encontram. Sheila acaba como cobaia de um dos experimentos da Departure Science.

Tem que ter um pouco de paciência para acompanhar a história – porque o autor vai e volta no tempo para montar todos os quebra-cabeças do livro. E em alguns momentos, a descrição das situações foi corrida ou muito superficial – isso não prejudicou a história no geral, mas fiquei com aquele sentimento de “faltou alguma coisa”, de que o potencial da história não foi completamente explorado e tive a impressão de que não me conectei o suficiente com os personagens.

Gostei bastante como a ideia/estrutura do jogo portal foi incorporada no livro: as salas de teste onde a menina Sheila tinha que usar a arma de portal para superar os obstáculos e desafios de cada “fase” foi legal. Queria que tivesse mais partes das salas, foi bem interessante.

Eu gostei bastante da ideia – tem um pouco de teoria da conspiração e referências bem nerds. O livro é bem fácil e rápido de ler, podia até ser menos corrido.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pelo autor como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

2 comentários

  1. Olá, leitores e equipe do Livros em Série.

    Antes de tudo, agradeço pela análise isenta da Livros em Série e pela resenhista Nanda, que pelo texto publicado fica fácil identificar que leu de ponta a ponta e compartilhou suas impressões fieis.

    As percepções de Nanda me fizeram resgatar as escolhas que fiz lá atrás para contar a história de Cobaia e Portais.

    A produção começou como um conto, que teria talvez quatro pedaços distintos. Conforme estruturava, notei o quanto narrar certos acontecimentos levariam mais tempo – e mais palavras. Ainda assim, impus limites – como o tamanho de capítulos – para que a leitura fosse rápida tanto por quem já conhecia o game, como por quem nunca houvesse atravessado um portal.

    A superficialidade dos personagens – principalmente no em seus aspectos físicos -, assim como os saltos no tempo foram saídas que matutei por um bom tempo para convidar o leitor a preencher lacunas que o livro não resolve e brincar com o mote do jogo. Um texto em prosa não poderia levar um leitor do ponto A ao ponto B – poesia sim, mas não seria o caso aqui. Desta forma, saltos no tempo foi a alternativa que adotei para arremessar o leitor de uma peça deste quebra-cabeça para outra. Como Nanda sugere, tenha paciência, mas recomendo brincar com a narrativa.

    Meu muito obrigado pela equipe do Livros em Série, que além de topar analisar um livro totalmente independente, ainda permitem o autor comentar aqui. :-)

    Aproveito o ensejo para recomendar a livraria virtual Kobo como uma alternativa para comprar a história na versão digital, em http://store.kobobooks.com/en-US/ebook/Cobaia-e-Portais/uPdsE5jJUk2R___J7eVPCg.

    Abraço a todos, André

  2. Oi Andre,

    Nos que agradecemos pela oportunidade!!! Achei muito legal descobrir que o livro era para ser um conto e agradeco todas as observacoes! Como falei, eu gostei bastante da sua ideia e foi bem legal ler o livro inspirado em um dos jogos da minha infancia!!!

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