segunda-feira, 16/10/2017
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Resenha: “O alçapão”, de Lisa McMann

Livro: O alçapão
Série: Infinity Ring
Autora: Lisa McMann
Páginas: 224
Editora: Seguinte
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Travessa Fnac

Depois de lutarem ao lado de guerreiros medievais para corrigir mais uma Fratura, Dak, Sera e Riq retornam aos Estados Unidos e logo se envolvem em uma armadilha mortal. O ano é 1850, um pouco antes da Guerra Civil, quando o país está dividido em relação à escravidão. Nesses tempos sombrios, a Ferrovia Subterrânea é a única esperança de muitos escravos, que conseguem escapar por essa rota secreta. Mas a SQ aos poucos está tomando o controle dos trilhos, colocando a vida de muitos fugitivos em perigo e ameaçando apagar aquela ferrovia da história. Riq é forçado a se separar do grupo e encontrará dificuldades que o levarão a enfrentar seu próprio passado. Dak e Sera, por outro lado, tentam descobrir em quem podem confiar e o que precisa ser feito para consertar mais uma Fratura.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro de uma série e pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Mais um volume da série Infinity Ring chegou às estantes brasileiras e confesso que não estava nem um pouco animada com esse volume. Não por conta da história em si, mas pela autora Lisa McMann. Tentei ler Wake, o primeiro livro da série homônima dessa autora e não consegui passar das primeiras 10 páginas, logo, fiquei com um pé atrás quando soube que o terceiro volume tinha sido escrito por ela.

Em O alcapão Dak, Sera e Riq voltam aos Estados Unidos, seu país de origem, mas no ano 1850, época em que a sociedade norte-americana está em polvorosa por conta da nova lei que permite “Patrulhadores de escravos”, compostos majoritariamente de brancos pobres, tinham a autoridade de parar, revistar, torturar e até matar escravos que violassem os códigos do escravo americano. Tudo isso, claro, movidos pela possibilidade de ganhar dinheiro.

Por conta do tom de pele de Riq, ele acaba sendo confundido com um escravo e é levado pelos patrulhadores e acaba se separando de Dak e Sera e aprende, da maneira mais dura possível, que essa nova Fratura que eles devem corrigir está intensamente ligada à história de sua própria família, o que acaba tornando o livro intenso e emocionante para o personagem. Esse terceiro volume acaba se voltando muito para o personagem de Riq e isso foi uma agradável surpresa, já que o garoto poliglota designado para acompanhar os amigos pela história sempre ficava em segundo plano.

Além desse destaque de Riq, podemos acompanhar melhor também a dinâmica entre Dak e Sera, que aos poucos vai mudando. Ambos cresceram muito desde que a aventura começou e isso fica bem visível nesse volume, com algumas implicâncias infantis sendo colocadas de lado.

Gostei muito do livro pela mudança de foco dos personagens e por aprendermos mais sobre Riq e sua família, além de acompanhar as cruéis decisões que ele precisa tomar, mas achei que o livro ficou devendo. Alguns alívios cômicos fora de hora me incomodaram, e também senti uma leitura mais truncada, não achei o enredo tão fluído como nos volumes anteriores. Mas claro, isso pode ser uma característica da escrita da Lisa, que não me agrada muito. No geral é uma história interessante, com um ritmo mais lento e sem grandes batalhas acontecendo como em Dividir e Conquistar.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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