segunda-feira, 06/12/2021
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Crítica do filme: “A culpa é das estrelas”

Finalmente o dia que muitos aguardavam com tanta ânsia chegou: hoje é a pré-estreia da adaptação cinematográfica de A Culpa é das Estrelas, livro sucesso de vendas do querido autor americano John Green.

Aqui no Livros em Série tivemos a honra de sermos convidadas pela Editora Intrínseca para uma sessão antecipada do filme, realizada pela Fox Filmes, na sessão Pequenos Infinitos e pra você que leu o livro, a gente pode adiantar: a adaptação ficou perfeita.

Entretanto, se você mora debaixo de uma pedra ou vive como um ermitão não leu o livro e nunca ouviu falar da história, nós te apresentamos: A culpa é das estrelas conta a história de Hazel Grace Lancaster, uma adolescente diagnosticada com câncer desde seus 13 anos. Por insistência de sua mãe ela passa a frequentar um grupo de apoio para pessoas com câncer, e lá ela conhece Isaac, um grande amigo e apaixonado incorrigível, e seu amigo Augustus Waters, um grande amante das metáforas.

A história então gira em torno do relacionamento/não-relacionamento entre Hazel e Gus, mas não somente disso. O filme (e o livro) ressalta ainda a relação de cada um deles com a doença, com as pessoas ao seu redor e até com a própria morte. Cada pequena interação chega a ser profunda e transformadora de alguma forma, essa é uma história que tem o poder de mudar as pessoas.

É visível que todos os atores foram escolhidos a dedo para dar vida a personagens tão queridos; a química entre Shailene Woodley (Hazel) e Ansel Elgort (Gus) é de arrepiar. Nat Wolff – já escalado para a adaptação de Cidades de Papel, também de John Green – encarna com perfeição Isaac, completando muito bem o elenco jovem do filme. Já os atores escalados para interpretarem os pais de Hazel (Laura Dern e Sam Trammell) são um show a parte e caem como luvas em seus personagens. Para os leitores mais fanáticos é possível reconhecer muitas das falas dos personagens como se elas estivessem sendo declamadas na frente das câmeras. Perdi a conta de quantas vezes me peguei falando junto com os personagens na telona e era apenas a primeira vez que eu estava assistindo ao filme.

Entre no cinema preparado para rir, chorar, se emocionar, refletir e aprender com esse trio de jovens adolescentes. Meninas, esqueçam a maquiagem e levem (muitos!) lencinhos. Meninos, não tenham medo de deixar as lágrimas rolarem.

Okay? Okay.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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