sexta-feira, 22/09/2017
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Resenha:”Marcada para morrer”, de Kim Harrison

Livro: Marcada para morrer (#01)
Série: Hollows
Autora: Kim Harrison
Editora: Pavana
Páginas: 392
Tradução: Frank de Oliveira e Julio Monteiro de Oliveira
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Comprar: Saraiva Cultura Folha

Durante séculos criaturas sobrenaturais viveram lado a lado com os seres humanos sem que estes percebessem seus poderes. Até que um acidente muda tudo. Um vírus letal escapa de um laboratório e aniquila grande parte da população mundial. Os impercebidos, porém, são resistentes à ameaça. Bruxas, fadas, pixies, lóbis e vampiros – todos sobrevivem. E não hesi­tam em aproveitar a oportunidade que o destino lhes oferece de se revelar diante de todos. Em Marcada para morrer, a caça-recompensas Rachel Morgan, uma bruxa atrevida e corajo­sa, tenta manter sob controle um mundo em constante ebulição. Frustrada com seu empre­go, ela pede as contas e passa a trabalhar como autônoma. A decisão intempestiva lhe custa a ira do ex-chefe, que coloca sua cabeça a prêmio. Enquanto tenta proteger a própria vida, Rachel começa a investigar um esquema de tráfico de biodrogas e ganha a ajuda inesperada de Ivy, uma vampira sedutora, e de Jenks, um pixie rabugento mas muito eficiente.

Quando peguei Marcada para morrer para ler, confesso que não esperava muito da história, e, realmente, não me impressionei muito nas primeiras 60 páginas. Mas passado o período de familiarização com o universo criado pela autora – muito mais complexo do que aparenta ser – a história ficou boa e eu simplesmente não conseguia parar de ler.

Ao olhar pro livro você arrisca o palpite de que ele é “somente mais um livro sobre vampiros e bruxas”, mas não é bem assim. A autora criou um universo próprio, se apoderando de criaturas já existentes, mas adaptando à sua história. Temos diferentes tipos de vampiros (vivos e mortos), na história chamados de vamps; os lobisomens são chamados de lóbis; temos também fadas, pixies, bruxos, feiticeiros, entre outros. Todos esses seres sobrenaturais são chamados impercebidos e a existência deles tornou-se conhecida dos seres humanos depois do evento da Virada, que praticamente dizimou a raça humana, e acabou igualando em números a população de impercebidos e humanos, que agora coexistem não-tão-pacificamente.

A protagonista da história é Rachel Morgan, uma bruxa que trabalha como caçadora de recompensas para a SI, uma agência que fiscaliza as atividades dos impercebidos. Seu chefe, Denon, está lhe passando apenas casos pequenos então, frustrada, ela resolve se demitir da SI e trabalhar como autônoma. Nessa empreitada ela acaba ganhando dois parceiros: o engraçado, irritante e inconveniente pixie Jenks, que funciona como escape cômico da história; e a sedutora porém assustadora vamp Ivy, que, apesar de não se alimentar de sangue por um bom tempo, sempre deixa Rachel em estado de alerta. O problema é que ninguém sai da agência e vive por muito tempo para aproveitar. Rachel passa a viver então sob uma constante ameaça de morte, correndo contra o tempo para conseguir comprar a sua liberdade.

O que mais me chamou a atenção foi a forma como a autora conseguiu prender a minha a atenção durante todo o livro. Apesar de alguns probleminhas de continuidade (e outros deslizes de revisão), algumas coisas acontecem rápido demais e você acaba se perdendo na leitura, Harrison atiça a curiosidade do leitor para saber o que vai acontecer aos personagens. A autora, entretanto, não revela tudo de uma vez só. Alguns detalhes misteriosos ficam pairando no ar, e tudo que eu espero é que eles sejam abordados nos próximos volumes.

Uma leitura que começou despretensiosa e acabou me conquistando com seu universo próprio, recheado de personagens cativantes e excêntricos. Se você gosta de histórias sobrenaturais, precisa visitar Hollows e conhecer os impercebidos que moram por lá.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Olá, adorei a resenha. Comprei esse livro por estava barato e pq confundi com outro(com um pé na sepultura). Mas estou gostando. Amo bruxas, tô no inicio, e como vc falou, é mais ou menos. Espero me empolgar mais.

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