quinta-feira, 19/10/2017
Últimas do LeS:
Capa » Resenhas de Série » “Pietr, o letão”, de Georges Simenon

“Pietr, o letão”, de Georges Simenon

Livro: Pietr, o letão
Série: Comissário Maigret
Autora: Georges Simenon
Páginas: 162
Tradução: André Telles
Editora: Companhia das Letras
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Travessa

Pietr, o letão é o primeiro romance protagonizado pelo comissário Maigret. Após um corpo ser encontrado no banheiro de um trem, o detetive é levado de bares sombrios a hotéis de luxo enquanto investiga a verdadeira identidade de Pietr, o letão suspeito do crime.

Quem acompanha as minhas resenhas sabe que eu sou uma grande fã da literatura policial, então soa até absurdo eu afirmar que nunca tinha lido nada do belga Georges Simenon. Seu personagem Maigret, que aparece pela primeira vez em Pietr, o letão, em 1931, é super famoso e aparece em 75 novelas e 28 contos.

O livro começa com um recado da Interpol avisando que em um trem que se aproxima viaja Pietr, um procurado pela polícia internacional. Maigret vai até a estação, vê Pietr descer, mas é surpreendido ao descobrir que houve um assassinato no trem – e a vítima se parece muito com o letão. Seguimos o caso com Maigret, até que, em um porto na região de Fécamp, ele encontra um russo bêbado chamado Swann que se parece muito com – isso mesmo, acertou – Pietr. Em um breve momento do livro senti que ele foi a inspiração pra série Orphan Black, com tantos personagens parecidos!

O personagem principal, Maigret, é descrito como um homem grande, musculoso e extremamente inteligente, sem manias e metodismos, pelo menos nesse volume. Não é exatamente o que temos em mente quando se trata de um grande detetive literário, não é mesmo? Pelo menos eu estou que estou acostumada com Poirot e Sherlock. Uma das grandes sacadas de Simenon é que nem sempre sabemos o que está passando pela cabeça de Maigret, que mostra ser um tanto quanto enigmático, deixando a resolução do caso somente para o final.

A história tem um ar excêntrico, principalmente para nós brasileiros, já que aborda países europeus menos mencionados na literatura (e nos noticiários) e etnias com as quais não estamos acostumados a nos deparar nas páginas de um livro ocidental: letões, poloneses, russos e ucranianos. O enredo é simples e claro, sem rodeios e floreios – assim como o desfecho do caso. Um livro perfeito para ler inteiro em um dia livre, debaixo das cobertas ou deitada no parque.

Um detalhe que me chamou muito a atenção foi o fato usar quase que excessivamente o ponto de exclamação. Me identifiquei tanto! Já fui muito repreendida nessa vida por exagerar nas exclamações que me policio muito, e confesso, até cheguei a estranhar (bem pouquinho!) a quantidade usada pelo autor.

Para quem curte literatura policial, é imprescindível ler pelo menos uma obra de Georges Simenon.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Fica o convite para conhecer o Clube do Crime, página dedicada ao catálogo policial da Companhia das Letras, que está republicando a obra de Georges Simenon no Brasil!

    Site: http://www.clubedocrime.com.br/
    Facebook: https://www.facebook.com/clubedocrime

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*