sábado, 14/10/2017
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“Hora morta”, de Anne Cassidy

Livro: Hora morta (#01)
Série: The Murder Notebooks
Anne Cassidy (@annecassidy6)
Páginas: 320
Editora: Rocco
Tradução: Viviane Diniz
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Travessa

O sumiço dos pais de dois adolescentes é o fio condutor de Hora morta, primeiro livro da série The Murder Notebooks, da britânica Anne Cassidy, cujas histórias fazem sucesso ao redor do mundo. Como num intrincado quebra-cabeça, a autora prende o leitor numa teia de suspense e conspirações, ação e romance da qual ele não conseguirá sair enquanto não encaixar a última peça. O livro tem todos os atributos de um suspense eletrizante, gênero que tem se destacado como nova aposta do segmento juvenil nas feiras e eventos internacionais do mercado editorial.

Uma das maiores apostas da editora Rocco para esse ano foi o início da publicação da série The Murder Notebooks, da autora inglesa Anne Cassidy. Livros policiais e de suspense acabam quase sempre parando na minha mão para resenhar pra vocês e dessa vez não foi diferente. Estava com impressões divergentes sobre esse livro: ao mesmo tempo que o título e a capa me instigavam, tinha receio de que a história fosse infantil demais e acabasse decepcionando.

Hora Morta, primeiro livro da série, nos apresenta a protagonista Rose, uma adolescente que mora com a sua avó (Anna) depois que sua mãe (Katherine) e seu namorado desapareceram. Já se passaram cinco anos do sumiço de Katherine e Brendan, ambos policiais, e a polícia não tem nenhum avanço no caso, o que faz todos pensarem que ambos estão mortos.

A relação de Rose com a sua avó materna, Anna, não é das melhores; Anna inclusive enviou Rose para estudar em um internato. Uma não sabia da existência da outra até o trágico sumiço de Katherine – que saiu cedo de casa por não querer seguir as regras de vida impostas pela mãe. Impossível não comparar relação entre as três personagens ao trio de Lorelais da série de TV Gilmore Girls, claro, com uma pitada a mais de drama e nem menos cômico. Anna é descrita por Rose como fria e distante, mas em muitos momentos o leitor se pergunta se o problema não pode ser também a protagonista, que não é lá muito agradável na sua interação com outros personagens.

“– Posso ser uma vaca arrogante, mas não volto atrás quando dou minha palavra – disse Rose.”

Nesses cinco anos Rose também foi afastada de seu “meio-irmão” Joshua, quatro anos mais velho que ela e filho de Brendan, namorado de sua mãe, também desaparecido. Joshua foi morar com um tio em outra cidade, mas volta para Londres para estudar e os dois voltam a ter contato, algo que a avó de Rose não aprova. Joshua é mais apegado ao sumiço de seu pai e Katherine e, com a ajuda de um amigo nerd – Skeggsie – montou alguns sites para ajudar a obter informações sobre o dia em que Kathy e Brendan sumiram. Rose age com indiferença sobre o assunto por não querer criar falsas esperanças em relação à sua família.

Em meio a essa busca por informações sobre o paradeiro de seus pais, Rose ainda precisa lidar com um outro drama em paralelo: um de seus colegas de escola, Ricky Harris, é assassinado em uma estação de trem a poucos metros de Rose. Ela não se importa muito pois não gostava do garoto, porém, a história fica cada vez mais complicada quando mais um colega de escolha aparece morto e Rose tenta desvendar o mistério por trás das mortes.

O tempo todo esperava que as duas histórias paralelas se encontrassem em algum ponto, para a história poder progredir e a autora não decepcionou. Os mistérios ao redor das mortes dos colegas de Rosie são totalmente esclarecidos e a busca pela verdade sobre o que aconteceu aos seus pais dá uma bela guinada algumas páginas antes do final do livro.

Uma história boa que superou as minhas expectativas (que não eram muito altas).


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Eu adorei o livro e estou ansiosa para os outros!

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