quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “A Conspiração Umbrella”, de S. D. Perry

Livro: A Conspiração Umbrella
Série: Resident Evil
Autora: S. D. Perry
Páginas: 232
Editora: Benvirá
Resenha por: Guilherme
Comprar: Saraiva Submarino Cultura

Raccoon City: uma comunidade remota nas montanhas é subitamente vítima de uma série de assassinatos grotescos, que parecem estar ligados à floresta que cerca a cidade. Rumores bizarros começam a se espalhar, descrevendo ataques de criaturas violentas, algumas humanas… E outras não! As vítimas parecem ter sido parcialmente devoradas.
No epicentro dessas mortes está a sombria mansão que pertence à misteriosa Corporação Umbrella. Durante anos a Umbrella tem conduzido, dentro da propriedade, pesquisas genéticas de alto custo e sem supervisão.

Foi enviado para investigar os estranhos acontecimentos o S.T.A.R.S., uma unidade militar formada por uma variedade de especialistas: o malandro Chris Redfield, a ex-ladra Jill Valentine, o atirador de elite Barry Burton e o enigmático líder de equipe, Albert Wesker. Junto com os outros membros do S.T.A.R.S., ele tem boas razões para considerar-se preparado para qualquer coisa.

Mas o que se revela quando os S.T.A.R.S. adentram pelas portas da mansão é o mais puro terror, muito além dos seus piores pesadelos: criaturas que desafiam as leis da vida e da morte, resultado de experimentos proibidos que saíram desastrosamente errados. Por trás de tudo isso está uma conspiração tão grande e suja em seus planos que os S.T.A.R.S. serão traídos por eles próprios, para assegurar que o mundo nunca descubra os segredos da Umbrella.

Quando o primeiro jogo da franquia Resident Evil foi lançado, em 1997, eu tinha entre 4 e 5 anos. E, como grande parte da geração que nasceu nos anos 90, cresci matando zumbis, revirando os cenários atrás das escassas munições, procurando pelas clássicas máquinas de escrever para salvar meu jogo e aprendendo que TEM QUE MIRAR NA CABEÇA.

Então você pode imaginar o tamanho da minha alegria quando descobri que a franquia ia parar nas telonas. Assim como o tamanho da minha decepção quando vi que o filme não era nada parecido com os jogos. Ele tinha ação, tinha mortes grotescas e tinha zumbis. Mas onde estavam os sustos que me faziam pular no sofá e largar o controle? Onde estava aquele clima de tensão, suspense? Onde estavam as portinhas que abriam devagar, produzindo um rangido de arrepiar, enquanto eu me deslocava de um cenário para outro do jogo?

Quando recebi o livro Resident Evil – A Conspiração Umbrella, pensei que encontraria algo semelhante aos filmes. Os elementos que fizeram parte da minha infância e adolescência estariam ali, mas o clima de tensão que conquistou toda uma geração, não. Comecei a ler sem grande expectativas e, no fim do primeiro capítulo, percebi estava enganado: o que eu tinha em mãos era o bom e velho Resident Evil.

Para dar uma ideia da minha excitação com o livro, eu li a história toda em menos de dois dias. Os meus personagens favoritos estavam lá. Como não ficar animado ao reencontrar Jill Valentine e Chris Redfield, ambos em suas melhores formas, chutando bundas de zumbis e tentando sobreviver em uma cidade infestada de mortos-vivos? E, por falar em cidade, Raccon City ganha vida nas páginas, tão macabra, letal e sombria quanto nos jogos.

Mas o que me conquistou de verdade e me levou a devorar o livro foi o clima de tensão que existe na obra. Mesmo nos jogos mais recentes da franquia, os sustos foram deixados de lado em nome da ação. O que autora, S.D.Perry, faz, é transportar o leitor para os melhores tempos de Resident Evil. E, como ocorria nos primeiros jogos, eu fiquei novamente grudado na cadeira, prendendo a respiração, com medo de virar uma página ao invés de abrir uma porta.

Mas entretenimento é entretenimento, não importa sua forma. Aqueles que não são tão íntimos da história podem achar as páginas um pouco cansativas, mas mesmo assim vão gostar. O livro entrega uma história bem amarrada, com ótimos personagens e começo, meio e fim.

Agora, se você é um fã da franquia (como eu), pode ler sem preocupação nenhuma. Tudo o que amamos em Resident Evil está lá. É só sentar e se preparar para ficar grudado no sofá. A única diferença é que, desta vez, você terá um livro nas mãos, não um controle.

Ah, e não esquece de mirar na cabeça.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Guilherme

Nasceu no Condado de Roseira e foi se perder na cidade grande de São Paulo, onde cursa o terceiro ano de Publicidade e Propaganda na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Viciado em séries, música e livros, prefere passar uma noite de sábado lendo "Sob a Redoma" do que sair para balada. Escreveu um livro que - se tudo sair como deve - será publicado ainda esse ano, talvez em agosto. Vai que dá certo e ele vira um escritor famoso, né.

3 comentários

  1. Tiago Santos

    Nossa eu estava desesperado atrás de uma opinião sobre esse livro, vi a continuação dele na saraiva e até pensei em começar essa coleção, mas realmente pensei q seria uma porcaria igual aos filmes… Agora com essa opinião positiva a respeito vou com ctz comprar… *–*

  2. Como assim ” aprendendo que TEM QUE MIRAR NA CABEÇA.”? KKkkk. Se vc cresceu nos anos 90 não tinha chance nenhuma de mirar na cabeça pra matar um zumbi. Até pq os gráficos da época não permitiam isso. Já começou errado rsrs.

  3. Mariana Moraes

    Cresci assistindo meu irmão jogar, e confesso que sempre amei jogos de zumbis, séries e filmes do gênero. Salvei RE4 e particularmente é o meu favorito, mesmo sendo o único que joguei.
    Ja escrevi até fanfiction baseado no universo de Resident Evil.
    Recentemente comprei esse livro e quando comecei a ler fiquei impressionada em como a historia nos transfere de volta ao mundo dos jogos.
    Parabéns pela resenha.

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