quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “Mentirosos”, de E. Lockhart

Livro: Mentirosos
Autora: E. Lockhart
Páginas: 272
Editora: Seguinte
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Na família Sinclair, ninguém é carente, criminoso, viciado ou fracassado. Mas talvez isso seja mentira.

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence – neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.

Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

Todos os anos a família tradicional e antiga família Sinclar se reúne em Beechwood, uma ilha partilhar com quatro casas: a casa principal dos avós e uma para casa filha do casal e suas famílias. Cadence é a neta mais velha e nos verões sempre se encontra na ilha com seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat. Os quatros se tornam “Os Mentirosos”.

“Johnny é estalo, iniciativa e sarcasmo.
Mirren é açúca, curiosidade e chuva.
Gat é contemplação e entusiasmo. Ambição e café forte.”

No verão dos 15 anos, Cady sofre um acidente do qual não se lembra e dois anos depois volta para a ilha tentar descobrir o que aconteceu. Mas ninguém facilita para ela, ninguém pode nem quer falar sobre o assunto.

“Na ilha talvez ela consiga se curar.” – pag. 243

O livro é divido em cinco partes, definindo bem cada momento da historia: sobre a família, o acidente, a volta de Cady à ilha (o verão dos 17), como tudo aconteceu e, por último, a verdade, que me pegou de surpresa e até fez uma lágrima escorrer. A história começa um pouco devagar, mas a leitura flui. O modo que a personagem conta a história te envolve, palavras simples e frases curtas, deixando a leitura leve e rápida.

No início do livro tem o mapa de Beeckwood para você ter ideia de como é a ilha e caso você se perca nas descrições de Cady. Tem também uma árvore genealógica com informações extras: além de mostras as ligações entre as pessoas tem o nome das casas de cada família e que são mencionadas o tempo todo.

O que mais gostei do livro foi, depois de tanto tempo, ter lido uma historia sóbria, simples e real, sem vampiros, zumbis ou fantasias eróticas malucas. Dramático. Crítico. Romântico na medida ideal.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

Um comentário

  1. Eu estou bem curiosa em relação a esse livro. A única coisa que tá me deixando com o pé atrás, é que me falaram que ele tem um formato de prosa lírica né? Não sei se vou gostar mto. Mas o assunto me parece interessante, eu to pensando em ler.
    Bjos!

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