sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “Garota exemplar”, de Gillian Flynn

Garota exemplarLivro: Garota Exemplar
Autora: Gillian Flynn
Páginas: 448
Editora: Intrínseca
Resenha por: Bru Fernández
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Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza , “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy , Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Eu simplesmente não entendia toda a comoção ao redor desse livro – e vale mencionar aqui que thriller/suspense/mistério é um dos gêneros literários que eu mais gosto. Mesmo depois de ler a sinopse da história não me sentia curiosa o suficiente pra iniciar a leitura. Talvez isso se deva ao título da história. Simplesmente não conseguia imaginar um bom livro de mistério e terror psicológico com um título tão brando quanto Garota Exemplar. Ah, como eu estava errada!

Amy Dunne, desaparece no dia do seu aniversário de cinco anos de casamento. O enredo é dividido entre capítulos com o ponto de vista do seu marido, Nick Dunne – um garoto do interior descrito como belo, jovem, de espírito livre – e capítulos que contém entradas do diário pessoal de Amy. Enquanto o ponto de vista de Nick nos leva através da investigação sendo feita sobre o desaparecimento de Amy, os trechos do diário da mulher desaparecida nos levam de volta no tempo, trechos em que podemos saber mais sobre o relacionamento dos dois, que não parece ter sido tão saudável e feliz quanto ambos acreditavam ser.

Quem lê bastante livros desse gênero ou assiste à seriados policiais sabe que em todo caso de desaparecimento/sequestro, as primeiras 48 horas são cruciais. Porém, ninguém liga pedindo um resgate e, apesar de Amy já ter tido vários perseguidores em sua vida, as pistas encontradas começam a fechar o cerco em Nick, que aos poucos se torna o principal suspeito.

Esse foi o meu primeiro contato com um livro da autora e eu adorei a forma como ela desenvolveu as facetas do casal Amy e Nick, fazendo o leitor mudar e opinião sobre os personagens principais com uma certa frequência, nos fazendo questioná-los a todo momento. Seria o charmoso Nick um assassino frio capaz de jogar o corpo da sua esposa? Por que Amy nunca deixou o cruel marido para trás e voltou para seus pais? De formas inesperadas e traiçoeiras o enredo toma rumos imprevisíveis e chocantes, prendendo o leitor a cada virada de página, deixando a história mais obscura e doentia a cada frase articulada.

Apesar do título sem sal, Garota Exemplar foi um dos livros mais tensos que eu li nesse ano. Agora, preciso correr para o cinema e ver a adaptação com Ben Affleck e Rosamund Pike, torcendo pra ela ser tão boa quanto o livro.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Eu tenho uma relação de amor e ódio com esse livro. Gostei dele, mas ao mesmo tempo não. Pode isso? hehehe
    Acho que de qualquer maneira, valeu a pena a leitura, e gostei mais da capa do filme :)

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