segunda-feira, 16/10/2017
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Resenha: “Estudo Independente”, de Joelle Charbonneau

Livro: Estudo Independente
Série: Teste, O
Autora: Joelle Chabonneau
Páginas: 320
Editora: Única
Resenha por: Bruna Fernández
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Cia Vale tem dezessete anos e tem tudo o que sempre sonhou: um amor perfeito, um lugar na universidade e um futuro como uma das líderes da Comunidade das Nações Unificadas. No entanto, apesar de todos os esforços do governo para apagar a memória de Cia, ela ainda lembra o que aconteceu. Ela precisa escolher entre ficar em silêncio e proteger a si mesmae as pessoas que ama ou expor o Teste e o que ele na verdade é, um programa assassino que deve ser impedido. O futuro da Comunidade depende dela.
No segundo volume da saga de Joelle Charbonneau, a chance de fazer parte da revitalização de uma civilização pós-guerra colide com o desejo de fazer oque o coração manda.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Estudo Independente é o segundo livro da trilogia O Teste e confesso que fiquei um pouco em cima do muro em relação a ele: não achei tão bom quanto o primeiro (mas também, a maioria dos segundos livros de trilogias são mais fracos, salvas raras exceções), mas também não o achei tão ruim a ponto de querer desistir da série, que tem o seu desfecho em A Formatura, já lançado aqui no Brasil pela editora.

Depois de sobreviver ao Teste, os alunos sobreviventes realizam um prova de conhecimentos gerais, estilo vestibular, para saber para qual “curso” eles irão: Engenharia, Biologia/Medicina, Governo, etc., e ao final da prova cada aluno deve escrever uma dissertação convencendo os professores e o Dr. Barnes (cientista que conduz todo o Teste e estadia dos estudantes na universidade) que serão a escolha certa para esse curso. A escolha de Cia é Engenharia, então ela tem uma enorme surpresa ao descobrir que foi escolhida para outro curso/estágio.

E a matança não chegou ao fim: alguns alunos não conseguem sobreviver o primeiro teste da universidade e os que não se adaptarem à vida universitária e aos seus respectivos estágios, serão redirecionados… os famosos alunos dos quais as pessoas nunca mais ouvem falar e acabam acreditando, pela falta de uma comunicação eficiente, que eles estão em alguma colônia distante, trabalhando em projetos menores. Doce ilusão.

“O fato de a gente pensar que uma coisa é verdadeira não faz com que ela seja. A percepção é quase tão importante quanto a realidade.” p. – 20

Não há um crescimento ou evolução perceptível dos personagens e isso me incomodou um pouco, mas não faz grande diferença no enredo, é uma implicância pessoal minha. Uma coisa que todo mundo que eu conheço reclamou bastante é o fato a autora insistentemente reafirmar, a cada página virada, o poder intelectual da protagonista. Ok, nós entendemos que ela é incrivelmente inteligente para alguém que não é de Tosu City e não tem conexões de alto escalão, não precisa repetir a mesma coisa a todo instante.

Fora isso, o segundo volume da série segue a linha do primeiro, porém, com menos mortes. Porém, as perdas nesse livro são de certa forma mais significativas. Apesar de ouvir de seu pai que não deveria confiar em ninguém, Cia acaba tendo que se arriscar e isso acaba gerando reviravoltas no enredo. Porém, ao contrário do primeiro livro, aqui eu senti que a história foi bruscamente cortada. A hora que as coisas começam a engrenar e atingem o clímax, o livro acaba. Pelo menos o terceiro e último livro já pode ser encontrado nas livrarias! Apesar de ter desanimado um pouco com a série, mal posso esperar para ler o desfecho que Joelle preparou para nós. Espero que seja arrebatador e, novamente, que o livro tenha uma revisão mais cuidadosa.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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