terça-feira, 17/10/2017
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Resenha: “A caverna das maravilhas”, de Matthew J. Kirby

A caverna das maravilhasLivro: A caverna das maravilhas (#05)
Série: Infinity Ring
Autor: Matthew J. Kirby
Páginas: 240
Editora: Seguinte
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Travessa Amazon

Próxima parada: Bagdá, 1258. É para lá que o Anel do Infinito manda Sera, Dak e Riq, com o objetivo de corrigir mais uma falha histórica em sua missão de salvar a humanidade. Em meio a caravanas de mercadores e feiras onde são vendidos perfumes, sedas, tapetes e especiarias, os três aventureiros precisam descobrir um jeito de impedir a destruição de uma das maiores bibliotecas da época. Os mongóis estão cada vez mais perto, e o cerco a Bagdá é inevitável. Pelo que Dak sabe, os invasores vão jogar todos os livros da cidade no rio Tigre, até deixá-lo preto de tanta tinta! Mas a importância dessas páginas vai além da preservação de documentos históricos: sem as informações contidas ali, os três viajantes do tempo não poderão continuar a missão, e tudo o que eles conseguiram até então irá por água abaixo. Agora, os riscos são maiores do que nunca.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“Não consigo entender por que você gosta tando de história.” – p. 14

Esse talvez seja o motivo de eu gostar tanto dessa série (e de The 39 Clues): apesar de serem livros mais juvenis, apresentam um conteúdo diferenciado com a história de vários países diferentes, sem focar sempre nas mesmas culturas de sempre. Com Infity Ring é assim: acompanhamos o trio Dak, Sera e Riq na sua missão de concertar as Fraturas, viajando no tempo e corrigindo a História.

A cultura da vez é a iraniana: os jovens vão parar em Bagdá no ano de 1258, ano no qual ocorreu o Cerco de Bagdá, uma invasão, cerco e saque da cidade de Bagdá, realizado pelos mongóis. Os viajantes do tempo não terão como impedir essa invasão, mas precisam salvar um antigo manuscrito que se encontra na Casa da Sabedoria pelo bem da missão: ele é o único que contém informações sobre a última Fratura. Ou seja, todo o trabalho que eles realizaram até agora de nada adiantará se essa missão atual fracassar.

Os três personagens viajantes já passaram por muitas coisas e cada um possui um problema pessoal que pesa na consciência de cada um. Os pais de Dak continuam viajando pelo tempo também e o jovem garoto não faz a menor ideia de onde eles estejam. Riq “bagunçou” os possíveis encontros de seus ancestrais, que deixa o garoto temeroso em voltar para o presente. Já Sera precisa lidar com a visão que ela teve do fim do mundo, uma visão horrenda que ficou gravada em sua mente. E apesar de tudo, quem parece lidar melhor com esses problemas todos e ainda focar na missão atual é Dak, o mais novo dos três. Os outros dois ficam tão perdidos em seus próprios problemas que nem parecem lembrar que o jovem Dak não faz ideia de onde se encontram seus pais tanto geográfica quanto cronologicamente.

Como vocês devem saber, a série apresenta um novo autor a cada volume, pelo menos até agora, sem repetições e eu nunca tinha lido nenhum livro de Matthew J. Kirby. O autor foi bem em sua participação na série, apesar de mudanças palpáveis: a sua escrta é mais desacelerada, com um enredo sem muita ação.

Faltam apenas dois volumes para o final da série, então também percebemos que a pressão sobre os personagens fica cada vez maior, acumulando a tensão para o grande desfecho. Ambos devem ser lançados aqui no brasil no ano que vem, pela Editora Seguinte.

“Agora vocês entendem como a história é importante, né? Não basta saber que as coisas aconteceram, é preciso entender como nós nos lembramos delas.” – p. 62


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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