domingo, 15/10/2017
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Resenha: “Popular”, de Maya Van Wagenen

Livro: Popular – Dicas vintage para ser uma garota descolada
Autora: Maya Van Wagenen
Páginas: 208
Editora: Globo Livros
Resenha por: Monique Marie
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Travessa Amazon

Maya nunca foi uma garota popular. Na verdade, ela era a menina invisível da escola. E para completar, os óculos e uma fascinação por Guerra nas estrelas e O senhor dos anéis não ajudavam em nada sua ascensão na escala da popularidade. Só que tudo isso estava prestes a mudar. Um pouco antes do início das aulas, Maya achou na biblioteca de seu pai um exemplar empoeirado de O guia da popularidade de Betty Cornell, um livro escrito por uma ex-modelo adolescente super glamorosa… Da década de 1950!

Apesar das ideias um tanto antiquadas, Maya aceita o desafio proposto pela sua mãe e decide seguir durante todo o ano letivo os conselhos escritos para meninas que podiam ter sido amigas de sua avó. Então a mágica acontece!

Os resultados da experiência de Maya são divertidos, engraçados e emocionantes, sem deixar de lado os micos, as tristezas e as pequenas desilusões que fazem parte da vida de qualquer adolescente. Com bom humor e presença de espírito incansáveis, Maya conquista amigos, muda seu visual e ganha autoconfiança até finalmente descobrir o que realmente significa ser popular.

 

“Para todos aqueles que já ficaram sentados sozinhos no fundo da sala. Este livro é para vocês”. Sim, foi exatamente essa frase que me fez querer ler o livro. Eu fui uma garota estranha sozinha no fundo da sala.

Já aviso antes de começar a resenha que ela será um tanto quanto comprida e peço desculpa desde já que será a com maior conteúdo pessoal que já fiz e que acredito não farei outra assim tão cedo.

Falando um pouco sobre o básico, é um livro de leitura fácil, foi escrito por Maya em sua adolescência, o que deixa claro que não encontraremos qualquer dificuldade para compreensão. Ele foi escrito como um diário mas não imaginem nada como “querido diário, hoje ele sorriu para mim”, não, ele definitivamente não é assim. Maya é a personagem central e ela nos convida para entrar em seu mundo de uma forma única: conhecendo exatamente todas as suas fraquezas.

Muitos outros personagens são citados no livro, pois o ambiente principal é a escola. Tomem nota de Kenzie, Ethan, Sr. Lawrence, a família Wagenen e claro Betty Cornell. Eles têm fundamental importância para entender o que se passa com Maya e como ela lidou com todos os problemas que apareceram no seu caminho.

Poderia resumir facilmente a história de Popular se ela não tivesse se tornado tão pessoal para mim. Ponto de vista de uma Monique alheia aos fatos: é um livro/diário de uma adolescente de 13 anos que sofre bullying na escola (e porque não na vida), que encontra nos objetos guardados de seu pai um velho livro chamado “Guia de popularidade para adolescentes” datado de 1951 e resolve aplicá-lo em sua vida para então conseguir o seu grande sonho: ser popular. Maya relata nos capítulos todo o processo que, com muita dificuldade, ela consegue cumprir todos os passos e enfim sobrevive a escola e todos os perigos que ela oferece ao psicológico de uma pessoa. Como não é um livro no qual o final tem que ser algo surpreendente, não tem nenhum problema em relatar que da sua maneira ela conseguiu o que queria.

Ponto de vista de uma Monique que terminou o livro literalmente chorando: Maya, eu quero te abraçar. Acredito que este livro poderia até entrar para algum tipo engraçadinho de auto ajuda, estou falando sério. Se você está na fase tensa da escola e não sabe mais o que fazer para conseguir se enturmar ou simplesmente parar de sofrer com piadinhas que machucam ele é um ótimo passo a passo de como sair dessa. O que acho interessante é que ele quebra essa barreira de ser somente para adolescentes: quem aí já se sentiu totalmente deslocado na faculdade? Geralmente nessa idade nos importamos um pouco menos com o fato de ser socialmente aceito mas lá no fundo dói, acho que todos querem pertencer a algum lugar.

Maya levou o termo “Popular” a outro nível. Não estamos falando apenas de ser uma garota (ou garoto porque não?) que quer se destacar, chamar a atenção dos rapazes (ou daquele em especial) e ser o centro das atenções, mas sim de deixar sua marca no mundo, saber que anos vão se passar e quando falarem no seu nome vão pensar em “poxa, essa não é aquela pessoa que foi responsável pela melhoria no refeitório?”. Com o tempo Maya percebeu que era exatamente isso que ela queria.

Maya percebeu que para ser aceita por outros você tem que se aceitar. Okay, isso parece um tanto quanto óbvio, mas ela mostra que são coisas tão pequenas que precisamos fazer e não temos a menor noção que fazendo do jeito que ela “ensina” o final pode ser um tanto quanto surpreendente. Maya nos apresentou o papel fundamental da família, não adianta, por mais que a mudança e o primeiro passo tenham que ser nossos, nós precisamos de uma retaguarda forte, precisamos ter aquele porto seguro, aquele colo quentinho que podemos chegar em casa e chorar quando o menino que você sempre gostou demonstrou interesse naquela garota que você também acha legal e não consegue sentir raiva dela.
É normal se achar estranha, é normal se achar feia, se achar gorda, é permitido usar todos os meios que alguma pessoa muito inteligente criou para disfarçar as imperfeições que todos temos e também é normal achar tudo isso sem o menor sentido e mesmo assim fazê-lo. Ser popular é querer ajudar, é querer o bem daquela pessoa que você vê em dificuldade, que também se sente deslocada assim como você.
E como posso deixar de falar de Kenzie, ah Kenzie! Você representa todas as nossas amigas que são verdadeiramente amigas, aquelas que olham para sua maquiagem e perguntam: “o que você tinha na cabeça quando resolveu colocar isso no seu rosto”? Ela é aquela pessoa que acha que sua atitude será um suicídio mas ela estará lá com você, nem que seja para sentar no chão e te ajudar a rir da sua própria desgraça.

Eu fui uma Maya! Eu fui a garota do fundo da sala. Eu fui a garota que chegou a levar um chute no estômago sem qualquer motivo. Eu fui a garota deixada de lado no bailinho porque era gorda demais. Eu fui a garota que tentou ser do grupo de vôlei da escola mesmo com menos de um metro e cinquenta. Eu fui a garota de 17 anos que teve o nome esquecido de ser chamado em plena colação de grau. Eu fui totalmente frustrada. Mas (oi lágrimas!), mais uma vez meu muito obrigada a Maya, você me fez perceber que eu também sou a garota que peitou a diretoria para ser a primeira a usar o cabelo da cor vermelha, fui aquela que arrumou um grupo de pessoas para fazer recreação com crianças de um orfanato quando ninguém mais queria, fui aquela que fez parte do único ano do coral da escola, fui aquela que ajudou a não ser obrigatório a presença na missa para os não católicos. Sim, eu deixei a minha marca.

A verdadeira popularidade está em reservar um tempinho para amar os outros, entrar em contato com as pessoas e nunca ter medo de ser a primeira a dançar… A popularidade é mais do que parece. Não tem nada a ver com roupas, cabelo ou até mesmo dinheiro. Quando a gente abandona esses rótulos, vemos o quão insignificantes e relativos eles realmente são. A verdadeira popularidade está na gentileza e na aceitação. Tem a ver com saber quem você é e como você trata os outros” – p. 267

Mães: comprem esse livro para suas filhas adolescentes que querem se encaixar. Meninas: deem uma chance ao livro, ele vai te ajudar. Adultos: também leiam, uma hora ou outra ele fará todo o sentido.
Maya, você teve a sorte de conhecer Betty e agradecê-la pelo seu processo e queria eu ter a chance de entrar em contato com você para poder agradecê-la, você me fez entender que não fui esse desastre todo, você conseguiu que somente agora com trinta anos de idade eu conseguisse tirar esse buraco de dentro de mim e olhar para essa época da minha vida de uma outra forma. Eu tive coragem, eu fui popular de alguma maneira.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.
 

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

8 comentários

  1. Oi linda ,Então eu queria este livro ,Será se tem como você me presentear? sou sua fã ,Amo Ler. <3 Um Abraço.

  2. Nossa o livro me chamou muita atenção a resenha esta ótima porem muito descritiva mas amo ler e adoro coisas descritivas

  3. Monique Marie

    Oi Katia tudo bem?
    Infelizmente não recebemos um exemplar a mais deste livro, fico te devendo essa. Beijo grande para você!

    Oi Stéfane!
    Tentei dar o meu melhor nessa resenha pois o livro significou bastante para mim. Fico feliz que o livro tenha chamado sua atenção, dê uma chance para ele! Você vai gostar muito.
    Beijão

  4. Já ouvi fala Muito desse livro , e por acaso tive a chace de ler so o começo dele , mais não tinha o resto escrito no lugar onde achei , então eu queria muito ler ele , mais não sei onde acha ! você pode me dar uma dica por favor , Moro em Campina Grande – PB .

  5. Só tenho 11 Anos , sei que ainda sou muito nova pra se preocupar com isso , mais presciso muito ler esse livro , pois sou gordinha , sem peitos , e cabelo um pouco afuasado .. então presciso muito de ajuda !! por favor me de uma dica .

  6. Thalyta, você pode comprar o livro em várias livrarias:

    Nossas indicações são:
    Saraiva: http://oferta.vc/5Pfz
    Submarino: http://oferta.vc/5PfA
    Cultura: http://oferta.vc/5PfE
    Folha: http://oferta.vc/5PfB
    Amazon: http://bit.ly/12AC500

    ;)

  7. Monique Marie

    Manuelly!
    Oi querida tudo bem? Sei bem como você se sente mas acredito que com 11 anos o seu corpo ainda sofrerá inúmeras mudanças, ainda tá em tempo de conversar com seus pais e procurar uma alimentação balanceada e saudável como também fazer exercícios (e olha que eu sou um ser sedentário hoje em dia!).
    Já fiz loucuras para emagrecer e digo com a maior sinceridade do mundo: 1- não vale a pena, faça a mudança do jeito certo :D
    Aproveita o post da Kinina com os links de onde comprar o livro e da uma lida, você vai se sentir melhor <3 Beijao

  8. Olá. Também fiz uma resenha desse livro, lá no meu canal!
    Vem ver!

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