domingo, 15/10/2017
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Resenha: “O olho do mundo”, de Robert Jordan

Livro: O olho do mundo
Série: Roda do Tempo, A
Autor: Robert Jordan
Páginas: 798
Editora: Intrínseca
Resenha por: Nanda
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Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará.

Nesse cenário em que trevas e redenção são igualmente temidas, vive Rand al’Thor, um jovem de uma vila pacata na região dos Dois Rios. É a época dos festejos de final de inverno – o mais rigoroso das últimas décadas -, e mesmo na agitação que antecipa o festival, chama a atenção a chegada de uma misteriosa forasteira.

Quando a vila é invadida por bestas que para a maioria dos homens pertenciam apenas ao universo das lendas, a mulher não só ajuda Rand e seus amigos a escapar dali, como os conduz àquela que será a maior de todas as jornadas. A desconhecida é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido – aquele que poderá salvar ou destruir o mundo.

Três amigos dos Dois Rios – Rand, Mat e Perrin – estavam bem ansiosos pelo Bel Tine, o festival para comemorar a chegada da primavera, que estava demorando mais do que o normal naquele ano.

Além do inverno fora do comum, a chegada de notícias das outras terras deixaram a aldeia dos Dois Rios um pouco agitada. Havia a possibilidade de uma nova grande guerra, com o surgimento de uma pessoa que declarava ser o Dragão, um homem com a capacidade de causar uma ruptura no mundo – que seria o fim da sociedade.

Mesmo inquietos, todos voltam a suas casas. No entanto, um ataque de Trollocs, criaturas grotescas, deixa ainda mais claro que tudo está diferente naquele ano e profecias podem se cumprir.

Moraine, uma Aes Sedai – mulher que consegue canalizar poderes e usá-los nos elementos a seu redor -, acompanhada do guardião Lan, avisa aos meninos que é bem provável que não só os Trollocs, como também outras criaturas, ainda mais sombrias.

Os três devem partir e mais alguns decidem acompanhá-los – sendo um deles um artista (menestrel) e uma garota amiga deles, Egwene. Começa assim uma jornada cheia de obstáculos, com o objetivo de levar os três garotos a Tar Valon, uma cidade cheia de Aes Sedai, na qual eles ficarão protegidos do que quer que seja que esteja atrás deles.

Durante a jornada, os rapazes têm seus sonhos povoados por um homem aterrorizante, mais uma pessoa se junta ao grupo (a Sabedoria Nynaeve), eles encontram mais criaturas, entram em uma cidade abandonada bem obscura, se separam, encontram pessoas sem saber se elas são amigas ou inimigas, são obrigados a deixarem coisas para trás, descobrem habilidades (minha favorita é que um dos três consegue se comunicar com lobos)… Quando se reencontram, tanto você quanto eles ficam um pouco mais aliviados. Eles descobrem que o destino do mundo está sendo traçado a partir deles e das pessoas que os acompanham e que desvios são necessários, que ao invés de ir a Tar Valon, eles primeiro devem ir a Praga – que é um lugar bem desagradável, tomado por uma doença, como o próprio nome diz, que deixa o ambiente bem horripilante, no qual tudo parece doente e quer que você adoeça junto – atrás do Olho do Mundo e do Homem Verde para tentarem ganhar alguma vantagem ante as forças do mal. Mais batalhas serão enfrentadas e eles terão muitos mais problemas a frente, uma vez que um dos três amigos é na verdade o Dragão renascido.

Eu não só mergulhei, como afundei no mundo de Robert Jordan. Por mais que seja um livro grande, cheio de descrições minuciosas de cada elemento que aparece ao longo da história e tenha algumas palavras que eu desconhecia, você se prende em cada letra do livro e consegue visualizar perfeitamente cada cidade, aldeia, personagem e criatura.

A narrativa do autor pode ser minuciosa, mas é contínua – você não se perde dentre alguns pontos de vistas diferentes, o autor não faz com que percamos a noção do tempo, nem há rodeios demais. O livro é muito bem escrito e cheio de palavras novas/desconhecidas, o que fez com que eu corresse atrás de um dicionário para ter certeza de que eu estava entendendo cada palavra – adoro livros que me fazem aprender coisas novas e certamente aprendi muitas palavras novas em O Olho do Mundo!

O autor também conseguiu fazer com que eu me simpatizasse com praticamente todos os personagens – mesmo sem ter certeza ainda se são bons ou maus. E por cada lugar que um dos personagens passava, havia mais personagens para se conhecer e gostar. Eu me simpatizei principalmente com os três meninos dos Dois Rios, que foram obrigados a deixar suas casas e famílias para partir rumo ao desconhecido, sem nem saber porquê estavam partindo, sem nem saber se chegariam ao destino final, sem saber o que enfrentariam ao longo do caminho e pior de tudo, sem saber se algum dia voltariam para casa. Eu fiquei torcendo o tempo todo para os três ficarem bem, apesar dos obstáculos, agoniada com os perigos que corriam.

Robert Jordan criou uma atmosfera que lembra bastante os livros de O Senhor dos Anéis, tanto por se tratar de uma jornada quanto pelo ambiente de fantasia e também pelas referências a línguas novas e pela invenção de um ambiente e criaturas inspiradas na mitologia, mas confesso que o livro de Robert Jordan é bem menos cansativo que os livros de Tolkien.

Mesmo tendo sido essas somente as (muitas) 800 primeiras páginas da série, eu estou super bem disposta a ler os outros 13 livros, afinal a Roda do Tempo é daqueles livros que podem ser lidos por gerações e gerações, encantando todo mundo a cada página.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

2 comentários

  1. José Paulo Neto

    Parabéns pela resenha me deixou super ansioso parsler logo o livro, tenho ele aqui parado na fila mas depois dessa resenha vou passar ele na frente dos outros. Obrigado e parabéns novamente

  2. Oi!
    Lendo sua resenha tive a sensação que o livro é uma mistura de Eragon e Harry Potter… Agora a série já tem 13 livros? Uauuuu
    Parece ser realmente um livro intenso, provavelmente vou querer ler ele depois de ler a série de Eragon.
    Abraço!

    http://kelenvasconcelos.blogspot.com.br/

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