segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “A formatura”, de Joelle Charbonneau

Livro: A formatura
Série: O Teste
Autores: Joelle Charbonneau
Páginas: 320
Editora: Única
Resenha por: Bruna Fernández
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O futuro nunca foi tão incerto e desesperador. Cia Vale jamais imaginaria que as coisas pudessem chegar a esse ponto. Ela tem uma importante missão: liderar as ações para a verdadeira reconstrução do mundo pós-guerra, um caminho sem volta. Agora, ela é a peça-chave para concretizar o plano de pôr fim ao Teste, para o bem das pessoas.
Diante de um horizonte cheio de cicatrizes brutais, uma guerra prestes a começar e um governo cruel e corrompido, Cia não tem escolha a não ser se preparar para chegar às últimas consequências – se for preciso.

Será que seus colegas a seguirão para a batalha final? O amor de Tomas será forte o suficiente para aceitar e sobreviver à prova mais difícil de suas vidas? Os riscos são maiores do que nunca, e para Cia só resta confiar nos próprios instintos.

A formatura, o desfecho da distopia que nos fez perder o fôlego!

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“Na mitologia, o raio representa perda da ignorância ou punição para aqueles que ultrapassam seus limites. Usei dois raios, uma vez que pretendemos fazer as duas coisas.” – p. 161

A Formatura é o último da trilogia distópica da Joelle Charbonneau e o momento que nós todos esperávamos está finalmente chegando: a derradeira luta de Cia contra o Teste. O tema central do enredo gira em torno de liderança. O que uma pessoa precisa ter para ser/se tornar um líder. Constantemente vemos Cia analisando essa ideia e o leitor acaba se sentindo tão confuso quanto a personagem em alguns momentos.

Cia vai constantemente contra o único conselho que seu pai lhe deu lá no primeiro livro: “Não confie em ninguém!” neste livro também. Primeiro com Raffe, apesar de tê-la ajudado com Damone, ele é de Tosu City e ela não tem como saber se ele realmente deseja acabar com o Teste, assim como ela quer. Porém, é um risco que ela se mostra disposta a correr. Ela agora tem um estágio com a Presidente Collindar e, apesar de simpatizar com ela e algumas de suas atitudes, Cia não tem certeza se pode ou não confiar nela. Entretanto, mais uma vez, ela segue seu instinto de ir contra o conselho de seu pai e confidencia para Collindar suas descobertas (e de Raffe) sobre o Teste e os professores que estão envolvidos, além do Doutor Barnes. A Presidente então apresenta um plano para acabar com o Teste e pede a ajuda de Cia. Só que o plano pode não ser tão simples assim… alianças são feitas, porém, elas são frágeis e podem quebrar a qualquer momento.

Vemos muitas reflexões internas de Cia. Por conta de seu amadurecimento – e da tarefa que a Presidente apresenta a ela – ela passa a refletir sobre certo e errado, bem e mal. Questões éticas são apresentadas e o leitor se pega pensando e analisando a situação junto com a personagem.

Um ponto do enredo que trouxe uma lufada de ar fresco para a história foi a volta de Zeen, irmão de Cia, que agora está junto com os rebeldes, pronto para atacar a universidade e render os responsáveis pelo Teste. Zeen se comunica com a irmã constantemente por rádio e isso ajudou muito Cia a se tornar mais determinada e claro, ter um contato alguém da sua família, que ela achava que nunca mais ia voltar a ver.

Como a maioria das trilogias distópicas, Joelle construiu seu mundo nos dois primeiros, para que a personagem principal o destruísse no volume final. Uma vez que o plano é colocado em ação, não há como voltar atrás e o leitor se vê virando as páginas com avidez, apenas para se deparar com reviravoltas na história, envoltas em conspirações políticas e espionagens.

A formatura é um divisor de águas. Muitos leitores adoraram, outros já acharam um final fraco. Eu achei que foi um final digno. O problema com desfechos de série é que nunca dá pra agradar a todos. Por gostar muito dos primeiros livros acabamos criando expectativa e geralmente o tiro sai pela culatra. O segredo é tentar segurar os ânimos, se possível. No geral é uma série muito boa que eu indico para todos os leitores que curtem o gênero. Vale a pena conhecer o mundo de O Teste.

“Analiso a angústia e a decisão no seu rosto. Vi a mesma expressão no espelho. É o olhar de uma pessoa que chegou a uma encruzilhada e escolheu o caminho mais difícil.” – p. 159


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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