quarta-feira, 20/11/2019
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Resenha: “A coisa”, de Stephen King

Livro: A Coisa
Autor: Stephen King
Páginas: 1102
Editora: Suma de Letras
Tradução: Regiane Winarski
Resenha por: Guilherme Ferreira
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Nesse romance o mestre do terror nos leva de volta ao tempo em que acreditávamos mais em nossa imaginação, em nossos sonhos e também em nossos pesadelos…

Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do amor, da união. época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças.

Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa.

Como um fã de carteirinha declarado de Stephen King, eu estava mais do que ansioso para ler “A Coisa”. Quase dei pulos de alegria quando soube que a Suma das Letras iria relançar o livro – eu não conseguia encontrar a edição antiga em lugar nenhum – e, assim que a pré-venda abriu, pedi logo o meu. Os dias que a encomenda levou para chegar não foram assim tão ruins: depois de quatro anos procurando a obra, eu meio que aprendi a ter paciência.

No final, valeu cada minuto de espera. Devorei as mais de mil páginas do livro – como sempre, King sofre do que ele próprio chama de “elefantíase literária”, não poupando palavras para contar suas histórias – em menos de duas semanas. Quando terminei, entendi porque a “A Coisa” é tão cultuada não somente entre os fãs do autor, mas também entre os amantes dos bons livros, independentemente do gênero.

A obra conta a história de Big Bill, Eddie, Stan, Ben, Bev, Mike e Richie – os protagonistas que, quando crianças, lutaram e venceram o terror nos esgotos de Derry, a cidade onde a Coisa se alimentava. Quando os assassinatos recomeçam, 27 anos depois, os amigos devem voltar à Derry, enfrentar os fantasmas do passado e impedir o monstro – desta vez, matá-lo para sempre.

Stephen King traz tudo o que você espera dele: monstros, medo, terror, uma escrita viciante e a habilidade de manter o leitor com o coração disparado o tempo todo, sem deixar a peteca cair em nenhum momento do tijolo que é “A Coisa”. No entanto, é ao desenvolver os personagens que King faz o que só ele sabe fazer: faz você se apaixonar por todos os protagonistas. Não dá para escolher um favorito, porque cada um é amável ao seu estilo. Se criar um único personagem crível, vivo e com o qual o leitor se importe é difícil, imagine sete. Não é à toa que King é considerado um dos maiores e melhores autores da atualidade.

Leia “A Coisa”. Não importa se você é fã de terror ou não. Tampouco se você é fã de King e sua prolixidade e talento. Leia “A Coisa” pelos momentos de frio na barriga que o livro causa; pelas horas a fio que você vai passar mergulhado na história, sem nem ver as páginas passando. Leia “A Coisa” pelos sorrisos e caretas que a obra vai colocar no seu rosto e pelas mensagens que, eu tenho certeza, vão ajudar você a superar seus próprios medos. Leia “A Coisa” pela lição de amor e amizade que ela traz.

Enfim: leia “A Coisa”.


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Guilherme

Nasceu no Condado de Roseira e foi se perder na cidade grande de São Paulo, onde cursa o terceiro ano de Publicidade e Propaganda na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Viciado em séries, música e livros, prefere passar uma noite de sábado lendo "Sob a Redoma" do que sair para balada. Escreveu um livro que - se tudo sair como deve - será publicado ainda esse ano, talvez em agosto. Vai que dá certo e ele vira um escritor famoso, né.

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