sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “Hotelles, quarto 1”, de Emma Mars

Livro: Hotelles, Quarto 1
Série: Hotelles
Autor: Emma Mars (@Emma_Mars)
Páginas: 496
Editora: Rocco
Tradução: Rejane Janowitzer
Resenha por: Nina
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Um quarto de hotel no meio da tarde, na sempre sedutora Paris, é o cenário escolhido pela escritora francesa Emma Mars para contar a história de Annabelle, jovem jornalista que trabalha esporadicamente como acompanhante de luxo. É no Hôtel des Charmes que ela conhece o atraente David Barlet, um magnata da mídia com quem engrena um relacionamento, sem deixar de manter encontros com outros clientes. Presa a um arriscado e excitante jogo sexual, Annabelle protagoniza uma história rica em detalhes picantes, sem cair na vulgaridade. Espécie de versão contemporânea do clássico Bela da tarde, Hotelles – Quarto 1 é o primeiro de uma trilogia que mistura romance, mistério e intrigas, temperada com uma boa dose de sensualidade.

Mas nem tudo é um mar de rosas, pois entre eles há um segredo. Quem será o enigmático homem enviando a Elle mensagens que parecem adivinhar seus desejos mais secretos? Por que ela se submete a suas instruções e se deixa atrair novamente até o hotel, tornando-se prisioneira desse arriscado jogo sexual?

Acompanhe Elle na descoberta de suas fantasias e deixe-se levar também por essa história rica em detalhes, com uma mescla bem dosada de erotismo, suspense e mistério.

Quem nunca julgou um livro pela capa, que atire o primeiro marcador de páginas. Essa fui eu, inundada de expectativas com a chegada de Hotelles na minha casa. O livro tem essa promessa de uma pegada sensual, romântica e cheia de mistérios, mas a história não é bem essa…

O caso é que Hotelles não foi uma história que me prendeu. Particularmente, gosto de livros que tenham uma escrita mais fluida, que o enredo se desenrole num ritmo mais rápido e me poupe de encheção de linguiça. O fato é que, com tantas páginas, não teria como a história de Elle ser uma grande enrolação, contando dados desnecessários à história, incorporando detalhes mínimos que não fazem a menor diferença no fim das contas. Há elementos que foram introduzidos no decorrer da história que, mesmo depois do fim desse primeiro volume da trilogia, ainda não entendi qual o seu propósito. Outra coisa me dá uma certa preguiça em algumas histórias é quando o autor tenta introduzir um trecho de música no meio da história, com o objetivo mesmo de trazer o leitor pro clima da cena e acaba falhando. No caso de Hotelles, especificamente, eu ficava pulando os trechos que eram citações de música pra tentar fazer a cena acontecer na minha cabeça, e acabei falhando algumas vezes.

Eu não entendi bem a protagonista. Não entendi se era feia, bonita, gorda, magra. Era sempre descrita como exótica e de curvas generosas, dotada de seios fartos e lábios carnudos. Na minha cabeça, era uma versão bem nutrida das Bratz. A única parte que consegui captar dela de verdade era sua preferência por homens mais maduros – um certo complexo de Édipo, pela ausência paterna. Outra parte que me chamou atenção foi o seu desapego com a mãe, doente de câncer. Achei que a personagem deixava a mãe muito em segundo plano – que eu faço lembrar, era paciente terminal de câncer – para viver suas aventuras sexuais.

Acho que a personagem tem algumas características que causam empatia, como o estado de sáude da mãe e a falta de dinheiro pra ajudar, a dificuldade de se colocar no mercado depois da graduação, e o desejo de se descobrir tanto no âmbito pessoal, quanto sexualmente. Mas ainda assim, acho muito incoerentes as atitudes em relação aos acontecimentos, de como ela se submete às investidas de um desconhecido, e como da metade pra frente, a coisa fica muita louca, o mistério vai se desfazendo e ao invés de deixar às claras, ela abaixa a cabeça e passa a ser conivente com a insanidade da situação.

Enfim, foi, basicamente, um livro um tanto cansativo de se ler. Apesar de ter boas cenas eróticas – um tanto criativas, inesperadas e bem escritas – as outras cenas são longas cheias de reflexões carregadas de drama adolescente por parte da personagem principal, e nem seus passeios por Paris me fizeram suspirar mais pela história. Acho que, do proposto, a parte romântica deixou a desejar, porque não há cenas românticas.

Eu espero muito sinceramente que o próximo livro seja melhor, com menos enrolação e mais romance.

“Reflexão bruta: o sexo o amor físico, aquele que nos arranca das contigências terrenas, que nos arrebata e faz esquecer de tudo, nunca é apenas uma questão de sexo, de dois corpos fugazmente aproximados. O único sexo que realmente nos encanta só pode ser fruto de nosso imaginário, de nossas dúvidas, de nossos questionamentos e das esperanças que depositamos num mundo desconhecido.” – p. 256


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

3 comentários

  1. A CRITICA FOI HORRIVEL AMEI O LIVRO ELA TEM BOM GOSTO, ESTAMOS LENDO LIVROS IGUAIS TODOS OS DIAS,HOTELLES É FANTASTICO,TBM ESPERO POR MELHORA NO SEGUNDO DA TRIOLOGIA, MAIS NÃO DEIXO DE AFIRMAR QUE AMEI O QUARTO 01 PARABENS

  2. Pior livro que já li.

  3. É uma leitura cansativa…Não prende o leitor.
    Minha opinião.

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