sábado, 25/03/2017
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Resenha: “Caixa de pássaros: não abra os olhos”, de Josh Malerman

Livro: Caixa de Pássaros: Não abra os olhos
Autora: Josh Malerman (@JoshMalerman)
Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Resenha por: Bruna Fernández
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Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Difícil é acreditar que Caixa de Pássaros seja apenas o romance de estreia do autor Josh Malerman. O que o autor Hugh Howey afirma na frase que estampa a capa do livro é verdade: esse é o tipo de livro que você não só pode como deve ler de uma vez só, o enredo é tão cativante e angustiante que o leitor não consegue largar o livro.

Nesse thriller acompanhamos um mundo que foi afetado por uma epidemia, por falta de uma palavra melhor. Acontece que as pessoas estão vendo algo que desencadeia a violência em sua forma mais primitiva, resultando em tragédias homéricas. Acontecimentos isolados começam na Rússia – finalmente um livro com um problema globalizado, apesar de se passar nos Estados Unidos! – e são documentados pela TV. Alguns julgam que seja tudo uma grande bobagem, enquanto outros já se começam a se preparar para o que está por vir. Acontece que qualquer que seja o agente/a criatura que causa esses “sintomas” começa a se espalhar pelo mundo e a sociedade começa a colapsar.

Acompanhamos todos esses acontecimentos através do relato de Malorie, uma jovem garota que acaba se tornando uma das poucas sobreviventes. A narrativa se alterna constantemente entre o presente do livro e os acontecimentos passados na vida da personagem que a levaram até onde ela se encontra no presente da história, sendo que a diferença de um para o outro são de mais ou menos cinco anos. Esse recurso foi usado com maestria pelo autor e funcionou muito bem pra nos atualizar sobre o que aconteceu com a sociedade e as pessoas.

Um dos segredos do sucesso de Caixa de Pássaros é a simplicidade do seu enredo. Afinal, acredito que existam poucas – se é que existe alguma – coisas mais assustadoras do que enfrentar algo desconhecido e estarmos privados do nosso mais estimado sentido, a visão, para poder sobreviver. O homem precisa aprender a viver novamente, sem enxergar, algo de extrema dificuldade. O pior de tudo é que quando não enxergamos, damos asas à nossa imaginação e viver assim por muito tempo pode levar qualquer pessoa sã à loucura. O enredo não tem floreios e rodeios e o autor consegue criar uma atmosfera de pânico e medo com poucas palavras. Você não quer parar de ler para não quebrar essa atmosfera criada com tanto esmero.

Assombrosamente assustador na sua simplicidade, Caixa de Pássaros é uma leitura obrigatória para os fãs do gênero e também para quem gosta das obras do Stephen King. Foi revigorante pegar um livro tão intenso quando eu estava prestes a entrar em uma ressaca literária. Se esse foi apenas o início da carreira literária de Malerman eu mal posso esperar para ver o que mais ele tem para nos apresentar.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. Monique Marie

    Oi, eu faço parte do seu site e sou sua amiga mas quero deixar aqui meu comentário como leitora… QUE RESENHA INCRÍVEL!
    Compraria fácil por ela, parabéns baby <3

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