sábado, 14/10/2017
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Resenha: “Dias de inferno na Síria”, de Klester Cavalcanti

Livro: Dias de Inferno na Síria
Autor: Klester Cavalcanti
Páginas: 296
Editora: Benvirá
Resenha por: Kinina
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O jornalista Klester Cavalcanti saiu de São Paulo, em maio de 2012, com a missão de registrar a realidade da guerra civil na Síria. Partiu para Beirute com toda a documentação em ordem e um contato esperando-o na cidade de Homs, então epicentro do conflito entre as forças de Bashar al-Assad e os rebeldes do Exército Livre da Síria. Mas acabou preso pelas tropas oficiais, torturado e encarcerado por seis dias, com mais de 20 detentos. Durante o período em que viveu no inferno, Klester não sabia o que o futuro lhe reservava. Acostumado a denunciar violações dos Direitos Humanos no Brasil, o jornalista conseguiu fazer seu trabalho no ambiente inóspito da prisão. Ali estavam os personagens e as histórias de vida que precisava para retratar a guerra civil, ouvindo os tiros e explosões que vinham das ruas que viu e fotografou antes de ser capturado. Até hoje, Klester é o único jornalista brasileiro a entrar em Homs, a terceira maior cidade da Síria e uma das mais afetadas pela guerra.

Não tenho o costume de ler livros de relatos jornalísticos ou de histórias reais, mas depois de ler tanta história de fantasia resolvi dar uma chance para o “Dias de inferno na Síria”. O livro chegou no começo do ano em um kit cortesia da Benvirá. O título não tinha me animado muito, mas depois que li a sinopse tive certeza que ele seria um dos próximos livros a ser lido.

O jornalista brasileiro Klester Cavalcanti relata como foi sua experiência com a guerra na Síria. Desde o início a história estava fadada a dar errado. Klester conta a dificuldade de conseguir o visto para poder viajar; amigos, parentes e colegas acham uma loucura a decisão de cobrir uma gerra. Quando ele entra em território estrangeiro e tenta entra na Síria acontece todo o tipo de coisa e dificuldades para que o jornalista não consiga chegar até Homs, a cidade onde a guerra está pior.

“Você está preparado para morrer? […] Você pode morrer por uma gerra que nem é sua! Outros jornalistas já morreram neste inferno!” – pág. 78

Mais do que um relato de guerra ente exércitos, Klester teve a visão de civis sírios que não concordam com o que está acontecendo no país. Conversou, apesar da dificuldade de encontrar pessoas que falassem inglês, que não concordavam com a ida até Homs, e muitas vezes foi convidado para voltar quando tudo estivesse em paz novamente e ele pudesse conhecer a verdadeira Síria.

Apesar do livro ser muito bem escrito, fluido e rápido de ler, é uma história difícil de ser lida. Saber que toda a violência e absurdos que o jornalista passou é real me fez passar quase toda a leitura angustiada, e mesmo sabendo que ele voltou vivo, é cortar o coração sabendo como ele deixou para trás as pessoas que ele conheceu na Síria e como nunca saberemos como estão ou como acabou a história dessas pessoas.

Uma das coisas que mais gostei, foram as páginas brancas quase nos final do livro, com fotos que o jornalista conseguiu a muito custo tirar e trazer. Há imagens da cidade em guerra, de presentes e de pessoas que ele conheceu. Fixa o fato de ser uma história real, de que tudo que ele contou é verdade.

O livro tem um ótimo começo escrita pelo jornalista Caco Barcellos. Se a sinopse do livro não te convenceu a ler, então leia o prefácio e tenho certeza que você não vai parar de ler até chegar ao final.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

Um comentário

  1. Nao gostei do resumo mas eu gostaria um resumo mas esplicado

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