sexta-feira, 24/11/2017
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Resenha: “O chamado”, de James Frey e Nils Johnson-Shelton

Livro: O Chamado (#01)
Série: Endgame
Autores: James Frey (@JamesFrey) e Nils Johnson-Shelton (@nbluer)
Páginas: 504
Editora: Intrínseca
Tradução: Dênia Sad
Resenha por: Bru Fernández
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Terra. Agora. Hoje. Amanhã. O Endgame é real e vai começar. O futuro ainda não está escrito. O que tiver que ser será. Doze jogadores. Jovens, mas pertencentes a linhagens ancestrais. Das quais descende toda a humanidade. Linhagens escolhidas milênios atrás. E que vêm se preparando desde então. Eles não têm poderes sobrenaturais. Não podem voar, não transforma chumbo em ouro nem curam a si mesmos. Quando a morte chega, eles morrem. Eles e todos nós. São os herdeiros da Terra, e cabe a eles resolver o Grande Mistério da Salvação. Um deles precisará conseguir fazer isso, ou todos estaremos perdidos. Leia o livro. Encontre as pistas. Decifre o enigma. Só um pode ganhar. O Endgame é real e vai começar.

“Por que acreditamos nessas figuras, o Cristo, Maomé, Buda, se já vimos as verdadeiras forças que moldam a vida e o conhecimento?” – p. 405

Não sabia exatamente o que esperar da leitura do primeiro livro da trilogia Endgame, mas o simples fato de o livro conter um enigma chamou a minha atenção. Além de nos apresentar a história dos doze jogadores do Endgame, o enigma convida o leitor a jogar seu próprio Endgame: quem encontrar a solução primeiro ganhará uma mala cheia de ouro.

Dessa forma, iniciei minha leitura muito interessada em ler e jogar ao mesmo tempo. Mas então veio uma pequena decepção: existem muitas pistas ao longo do livro e cada a referência você “ganha” um link da internet para acessar. Só que essas pistas e links são tão constantes que eu simplesmente desisti do jogo e apenas segui a minha leitura, caso contrário teria demorado tempo demais para finalizar a minha leitura. Para quem quer jogar, minha sugestão é: primeiro leia o livro e depois releia para poder jogar. Na minha experiência, ler sem seguir as pistas não afetou em nada a minha leitura. Só deixou ela mais fluída. ;)

Endgame conta a história de doze jovens descendentes de linhagens escolhidas há milênios. Os jovens dessas linhagens têm sido treinados para o Endgame: eles não têm super poderes estilo X-Men, são apenas pessoas treinadas para salvar o mundo, e só uma delas pode vencer. Assim que o Endgame se inicia, o jogador que encontrar as três chaves será o grande vencedor. A única regra é: não há regras.

O enredo é narrado em terceira pessoa, por um narrador desconhecido, e os capítulos são divididos por personagens e suas localidades. No começo pode ser um pouco confuso e o leitor pode ter aquele sentimento de quebra da narrativa, afinal são muitos personagens para poucas páginas de história. Porém logo o enredo engrena e a leitura flui melhor. Gostei muito do fato dos jogadores serem cada um de uma nacionalidade diferente. Por exemplo, existem personagens da Turquia, Mongólia, Polônia e Peru. É tão difícil encontrar nos livros que fazem sucesso uma história que se passe num país que não os EUA que é sempre muito revigorante encontrar um enredo que exalta outras culturas e O chamado é um ótimo exemplo disso.

Os autores deixam bem escancarado para os leitores quem são os personagens “bonzinhos” e os “vilões”, aparentemente tentando direcionar a nossa torcida para jogadores específicos. Apesar disso, acabei simpatizando com alguns dos “bad guys” também e gostei da forma como alianças foram feitas (e desfeitas). Impossível falar de todos os personagens aqui mas particularmente gostei da frieza de Maccabee, da sede de luta de Baitsakhan, o mais novinho dos jogadores com apenas treze anos e da sensibilidade da australiana Alice Ulapala. Parando para pensar, acredito que tenha gostado de pelo menos uma característica de cada um dos personagens envolvidos no jogo, gosto da diversidade que existe entre eles, que vai além de nacionalidades, crenças e envolve até traços físicos como cegueira ou tiques nervosos.

Como afirmei anteriormente o livro demora um pouco para engrenar, mas uma vez que isso finalmente acontece, as cenas de ação não deixam a desejar e é impossível largar o livro. Estou bem animada para a continuação do livro que, infelizmente, ainda não tem previsão de lançamento nem lá fora e nem no Brasil.

“Porque acreditamos que uma pessoa pode fazer a diferença.” – p. 405


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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