domingo, 15/10/2017
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Resenha: “Brutal” de Luke Delaney

BrutalLivro: Brutal (#01)
Série: D.I. Sean Corrigan
Autor: Luke Delaney
Páginas: 416
Editora: Fábrica 231
Tradução: Maira Parula
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Americanas Amazon

O que levaria alguém a golpear outra pessoa na cabeça e, na sequência, esfaqueá-la 77 vezes? O garoto de programa Daniel Graydon jamais imaginaria que encontraria tamanha perversão nos clientes com quem saía. Mas viu seu fim se aproximar ao ir contra sua regra de ouro: nunca levar os homens para casa. Seu parceiro sexual e algoz, porém, tinha algo de sedutor e era difícil recusar a proposta de uma noite regada a sexo, e muito bem paga. Daniel tornara-se apenas uma das vítimas de um personagem sombrio, cuja pulsão pela morte o levava a matar com regularidade e método. Cada morte representando um passo adiante no aperfeiçoamento da macabra arte de tirar vidas: cruel, dolorosa, limpa e sem pistas. Um desafio para a polícia de Londres e sua divisão de Crimes Graves do Grupo Sul, liderada pelo atormentado detetive-investigador Sean Corrigan.

O assassino é um homem frio, que busca a cada morte aprimorar seus métodos de matar. Suas vítimas não têm perfil específico e ele pode agir tanto por impulso como ficar semanas estudando a rotina da sua “presa”. Pode ser homem, mulher, mais velho ou mais jovem. Não importa. O que há em comum, porém, é uma intensa crueldade revelada na brutalidade das mortes e no potencial que ela tem de infligir sofrimento à vítima. Calculista, ele evita ser visto e nunca deixa pistas na cena do crime, simulando sempre uma situação que possa confundir a polícia, como a de sugerir um crime passional, no caso de Graydon.

O nome do livro resume muito bem como é a história: simplesmente Brutal. Um assassino entra em contato com sua natureza e começa a matar. Os crimes que são violentos e frios podem ser considerados perfeitos, sem rastros, sem erros e nenhum parece ter conexão com o outro.

O detetive Sean Corrigan está a frente de um desses assassinatos. Sean teve uma infância pobre e difícil, foi abusado e violentado pelo pai. Toda sua mágoa e o que ele considera seu lado feio ele não deixou aflorar e se transformou essa coisa ruim em um método para ajudar pessoas; o detetive tem uma grande sensibilidade com as cenas no crime, consegue recriar a cena em sua cabeça como se fosse um assassino.

“Um assassino que não para.
Um detetive que não irá desistir.” – capa

A história é contada sob dois pontos de vista, uma em terceira pessoa e outra em primeira pessoa, sendo essa o assassino. Ele conversa com o leitor, expõe seus pensamentos e justificas cada passo que ele dá. Sean, apesar de conseguir ver tudo, parece sempre estar a um passo atrás.

“Sem motivos. Sem piedade. Sem remorso.”

A trama é inteligente e intensa da primeira a última palavra, porém as últimas cem páginas são enlouquecedoras. A história muda de uma maneira que te desafio a conseguir largar o livro antes do final, só parei de ler quando acabou.

Uma coisa que achei bem interessante é a experiência do autor. Luke Delaney (nome fictício, o nome verdade é segredo) foi policial em Londres na década de 80 e depois entrou para a divisão de investigações criminais onde se especializou nas investigações de serial killers e assassinatos cruéis, assim como seu personagem Sean Corrigan. Imagino que parte dessas histórias sejam baseadas em sua experiência e que algumas coisas possam ter sido reais.

Brutal entrou para meu top 5 de histórias de serial killers!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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