sexta-feira, 18/10/2019
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Entrevista: Amanda Hocking para o GoodReads

Amanda Hocking Original: Good Reads
Tradução: Monique
Revisão: Kinina

Amanda Hocking é uma das maiores autoras de auto publicação em Young Adult, com cinco séries de sucesso e uma sexta a ser lançada: The Kanin Chronicles, um spin-off de seu bestselling Trilogia Trylle.

Amanda respondeu algumas perguntas de fãs sobre suas histórias e inspirações literárias.

Qual é o nome e personalidade do primeiro personagem que falou com você?
É difícil dizer. Eu comecei contar histórias e escrever quando eu era muito nova, menos que cinco anos, então eu não consigo lembrar mesmo. O primeiro personagem que eu lembro era uma jovem garota chamada Vada, que provavelmente era alguns anos mais velha que eu, e eu preparei uma série de aventuras para ela. Ela era uma forte aventureira de viagens do tempo, algo como Indiana Jones e Doctor Who. As vezes ela era uma pirata, e mais tarde ela era uma quarta Mosqueteira, e em outras aventuras ela estava combatendo alienígenas no espaço.

Existirão alguns personagens da série Trylle nesse novo livro? Essa série continuará a partir do conflito as tribos de Trylle?
Sim, você verá personagens de Trylle em Kanin Chronicles. Em Frostfire tem um casal de camafeu bem como dois personagens de Trylle desempenhando um papel maior na história até o fim. Eu não quero falar muito porque eu não quero contar eventos da série, mas eu posso falar que você vai ver como vários personagens queridos de Trylle estão agora.

Eu sempre imaginei como você teve a ideia dos poderes dos Trylle e como você decidiu qual personagem teria cada poder.
Com os poderes no geral, eu tentei imaginar o que seria mais importante para os trolls, dando seus treinamentos para enganar os humanos e sumirem facilmente. Eu decidi que os Trylle teriam psicocinese, mas tantas habilidades existem dentro dessa que eu quis dividi-las entre diferente trolls. Para a história de Wendy, eu sabia que queria que se ela fosse muito poderosa então ela poderia elevar a história, e foi como eu decidi o que ela seria. Outros personagens, eu tentei combinar seus poderes com suas personalidades ou criar um contraste. Como a mãe de Tove, ela é muito fria e não quer ajudar ninguém, então a entreguei o poder da cura.

Frostfire

Obrigada por ter escrito a série My Blood Approves. Eu curti imensamente. Minha pergunta é sobre a escrita do sobrenatural. Eu rapidamente percebi que seus personagens não eram vampiros comuns. Então eu imaginei como é o processo de desenvolver um personagem sobrenatural. Eu gostaria de saber qual a dificuldade em criar uma nova espécie e até um mundo novo. Qual é o processo criativo?
Quando falamos em personagens sobrenaturais, eu começo com duas questões básicas: Definir quem/o que o personagem é, quais seriam os traços mais reais para mim. E dar ao personagem os traços mais importantes para a história que quero contar. Então tudo começa daí. Eu gosto de misturar fantasia com realidade, e parte da diversão para mim é transformar elementos fantásticos em coisas plausíveis.

Como autora tentando ser publicada, qual foi o fator decisivo que te levou a auto-publicar Switched ao invés de continuar com os agentes?
Quando eu publiquei Switched, eu já havia auto-publicado três livros, e eles estavam indo bem, então foi por isso que decidi auto-publicar Switched. Mas a razão pela qual decidi auto-publicar meu primeiro livro em vez de continuar me submetendo a agentes foi porque nada estava acontecendo. Eu uma vez ouvi que a definição de insanidade é fazer a mesma coisa esperando diferentes resultados. Eu ouvi que alguns autores estavam publicando por conta própria e encontrando bons leitores, então pensei, “Por que não?”. Eu sabia que precisava tentar algo diferente, então o fiz.

Qual conselho você daria para escritores iniciantes?
Não se case com seu primeiro livro ou ideia. Escreva seu primeiro livro, coloque-o em uma gaveta, e então escreva seu segundo. Tenho a impressão que muitos escritores ficam presos em suas primeiras ideias, seus primeiros livros, mas aqui está a verdade: é quase que universal, o primeiro livro que você escreveu será terrível. Eu tenho certeza que existem exceções a regra, mas eu diria que raramente o seu primeiro trabalho é o que será publicado. Não significa que você não pode amar seu primeiro livro ou ter orgulho de seu trabalho porque você realmente deve ter. Apenas você não precisa ficar preso nisso. Escreva outro livro e então outro. Então volte atrás e olhe para seu primeiro livro e veja como você se sente. Mas amando ou odiando, apenas continue escrevendo e lendo.

Como você se recupera de uma queda de rendimento na escrita/leitura?
Eu estive em ambas ultimamente. Eu simplesmente não consigo encontrar as palavras ou motivação para escrever. Algum conselho? Para uma queda na leitura, eu sugiro que leia algo diferente. Se você normalmente lê terror, tente ler faroeste. Se você normalmente lê jovem adulto (YA), leia não ficção. Tente uma coleção de pequenas histórias. Misture-os. Ou releia alguns de seus antigos livros favoritos. Ler um livro que ama as vezes faz um bom trabalho em te lembrar porque gosta tanto de ler em primeiro lugar.

Para uma queda na escrita, sugiro dar um passo atrás. Pare de tentar trabalhar no que está lhe dando problemas. Assista filmes inteligentes ou um seriado provocativo. Leia alguns livros bons. Saia para dar uma volta. Viaje se puder, mesmo que por um ou dois dias. Então depois que você deu um tempo para recarregar sua criatividade, eu pessoalmente tentaria um brainstorm com uma ideia antiga e uma nova. Eu gosto de anotar coisas como uma louca, então quando eu sento para escrever, eu sei exatamente para onde a história vai, e fica mais difícil travar de novo.

Quando você escreve, você primeiro reúne todas as suas ideias ou elas aparecem no caminho?
Eu fico louca em anotações e citações. Não quer dizer que as ideias não venham enquanto estou escrevendo. As vezes mesmo na metade de uma escrita de um livro, algo me ocorre, e então eu volto e faço mudanças na primeira metade do livro e em minhas anotações. Mas eu realmente acho que as anotações me ajudam no caminho e ajudam para que a história flua.

Autores de YA são amigos? Eles fazem algo como se juntar e dar festas de autores? Eles dividem ideias ou não é aconselhável?
Sou apenas curiosa sobre sua vida no geral desde que entrei no universo YA. Sou uma pessoa muito, muito tímida, então não consigo falar por toda a cena de autores de YA. Eu pessoalmente nunca fui a uma festa de autores. Eu converso como autores de Ya online, e eu conheci alguns na vida real em convenções e tardes de autógrafos, e todos foram incrivelmente legais (eu sou tímida e estranha e sou terrível em conversar na vida real). Sobre dividir ideias com outros autores, eu acho que tudo depende de sua amizade. Eu já discuti ideias com autores que sou próximas, mas nunca enviei e-mails para tipo, Suzanne Collins para contar ideias sobre meus novos livros, já que nunca conversei com ela.

Mas em nível pessoal, minha vida não mudou muito desde que me tornei uma escritora de Ya. (Ou por fim não muito como um resultado de me juntar a outros autores de YA.) Sou caseira com ansiedade social, então eu prefiro passar a maior parte do meu tempo na companhia da minha família, velhos amigos e meus bichos de estimação.

Quem é a pessoa que você olha no mundo literário como sua fonte de inspiração para escrever?
É difícil de dizer. Existem tantos, tantos autores que eu acho que estão fazendo coisas incríveis e me inspiram em diferentes maneiras. Judy Blume e Stephen King eram meus primeiros autores preferidos, e eu acho que eles tiveram uma grande influência em mim e na minha escrita. Eu também amo Anne Rice e Kurt Vonnegut, sem esquecer de John Green, Holly Black e Neil Gaiman. Em particular eu me sinto inspirada pelos trabalhos de Alexandre Dumas ultimamente. Então acho que é impossível escolher apenas um autor. Soa como uma desculpa, mas na realidade eu acho que me inspiro em praticamente todos.

Você preferia ser quem você é hoje no mundo humano ou um personagem de mundo Trylle? Por quê?
Eu preferia ser quem sou no mundo real. Estar no mundo Trylle me parece muito estressante, sem mencionar que eles têm que lidar com um sistema de castas. Mas ser um civil regular em Förening, com uma boa casa e algumas cabras não seria tão ruim, especialmente se eles tivessem Netflix e um e-reader.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

Um comentário

  1. Muito legal essas entrevistas com os autores ( :

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