sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “Doce vampira”, de Ju Lund

Livro: Doce Vampira (#01)
Série: Doce Vampira
Autor(a): Ju Lund
Páginas: 197
Editora: AVEC
Resenha por: Monique Marie
Comprar: Travessa Folha Amazon

UM ROMANCE QUEER CHICK.

Os vampiros se revelaram ao mundo, mas ainda sofrem muitas desconfianças dos humanos. Apaixonadas Duda e Esther precisam lidar com todos os tipos de discriminação por serem de raças diferentes e ambas do mesmo sexo. Será que o amor delas sobreviverá a segredos e ao fanatismo? Descubra nesse romance com toques de drama e mistério. Entre de cabeça no universo fantástico criado pela escritora Ju Lund.

Já tinha conversado com o pessoal da AVEC sobre esse livro mesmo antes de ler, comentei que gostava desse universo dos vampiros mas que temia mais um Crepúsculo ou algo do gênero. Sem me contarem a história achei que deveria dar uma chance ao livro e principalmente quando me contaram que o envolvimento das personagens seria sutil, o que de fato é um amor verdadeiro e sem cenas dignas de livros adultos.

Doce Vampira conta a história da humana Duda e da vampira Esther que tem seus caminhos cruzados por uma mudança de escola repentina na vida de Duda. Como qualquer adolescente no último ano do colegial ela sofreu com a mudança de escola e não conseguiu fazer amizade com ninguém, até que uma outra nova aluna apareceu e tudo mudou, literalmente. Esther era diferente das demais, era bonita como as mais populares mas não se misturava com ninguém e nem se importava com o fato de ser isolada, o que chamou a atenção de Duda.

Daí para frente existe uma aproximação normal como em todos os ínicios de grandes amizades até o momento em que as duas percebem que seus sentimentos vão muito além de serem boas amigas. Elas decidem se entregar a essa paixão e manter escondido de tudo e de todos, vez que o mundo poderia ser cruel não apenas com o fato de serem de um casal do mesmo sexo mas também pelo fato de serem de mundos diferentes, será que Duda estaria pronta para largar sua vida normal por uma eterna? Estaria ela preparada para saber como vivem de fato os vampiros e fazer parte deste grupo ainda não aceito totalmente pela sociedade?

“As coisas acontecem por um motivo, mas certas vezes nós mesmos escolhemos os caminhos. No meu caso, estava vivendo como uma coitada por que assim achava que podia me esconder e não tomar decisões. Viver tem suas dores e, como uma vez falei para Esther, com o amor também acontece o mesmo. Ou você o vive, ou sofre por ele”. – Cap. XIV

O livro vai ainda mais além, colocando entre as duas o problema de uma “organização” formada por humanos que querem extinguir todos os vampiros existentes e devolver a Luz para os que já se aproximaram deles. Estaria Duda próxima a pessoas dessa Organização?

Vale a leitura para descobrir o que acontece e como acontece. Duda assume o protagonismo da história passando por todos os tipos de problemas para ter ao seu lado quem realmente importa, mas será que ela faz as escolhas certas e tem ao seu lado pessoas confiáveis? Seria sua própria família confiável? Seria a família de Esther confiável? Acredito que todas essas perguntas que surgem ao decorrer da leitura tem suas respostas até o fim deste primeiro livro.

A única parte chata, digo chata porque eu sou uma leitora chata, fica por conta do final. Se eu não soubesse que era uma série eu ficaria realmente decepcionada com o final do primeiro livro, mas como sei que tem a continuação imagino que uma reviravolta imensa vai acontecer devido aos fatos do fim do livro, isso me deixa menos decepcionada e até ansiosa para ler a continuação.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está “na moda”, adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

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