sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “Acima do Véu”, de Garth Nix

Livro: Acima do Véu (#04)
Série: A Sétima Torre
Autor: Garth Nix (@garthnix)
Páginas: 253
Editora: Nova Fronteira
Tradução: x
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Americanas

Preparem-se para lutar.

O Povo Inferior é incansável. Por muito tempo, essa gente se manteve quieta, ocupando os níveis mais baixos do Castelo. Mas, agora, vai se fazer ouvir… Tal e Milla não estão mais sozinhos na busca da verdade sobre seu mundo. O Corvo, um renegado do Povo Inferior, aliou-se a eles, juntamente com seu bando de rebeldes. Eles conhecem muitos segredos sobre o Castelo – e estão prestes a descobrir o maior de todos. A escuridão está ficando cada vez mais intensa. As sombras estão se tornando mais fortes. E, mais que nunca, Tal e Milla estão correndo perigo.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Depois de deixar os leitores com o coração na boca com o desfecho do terceiro livro da série, Aenir, Acima do Véu vem para saciar dúvidas e maestralmente tornar a aventura de Tal e Milla para um rumo completamente diferente do que o leitor – pelo menos eu – imaginava.

Como sempre acontecem com livros em série, vão se agregando novos personagens ao longo dos livros. Apesar de ser comum, pode ser um recurso que leve tudo por água abaixo, se o autor não souber exatamente como introduzir o personagem que não pode simplesmente cair do céu, ou até mesmo entrar por uma porta e sair falando e tomando rédeas de situações. No quarto livro de A Sétima Torre somos introduzidos a um novo personagem: o Corvo.

Corvo pertence ao Povo Inferior, que vive nas partes mais baixas do Castelo e trabalha apenas para servir aos Escolhidos. Eles não aprendem como manipular a luz, possuem poucas Pedras-do-Sol e não recebem nem um nome ao nascer, apenas um número e uma profissão, que é herdada do pai caso você seja um menino ou da mãe, caso seja menina. Depois de conseguirem escapar de Sushin, Milla, Tal, Odris e Adras acabam cruzando com Corvo e seu bando e são levados por eles até Ebbitt e então se separam: Milla está firme em sua decisão de ir embora, contar tudo o que descobriu para as Matriarcas e então atirar-se ao Gelo, pois já não possue mais sua sombra normal e sim um Espírito-Sombra (Odris) e isso é algo imperdoável para os Homens-do-Gelo.

Então, Corvo se torna o novo companheiro de Tal – que nesse volume deve novamente escalar a Torre do lado de fora, em busca de uma das Grandes Pedras. A dinâmica do livro então muda um pouco, apesar de termos as histórias de Tal e Milla separadas em outro volume, aqui vemos uma separação mais final e – por instância – definitiva. Tal, e até mesmo nós leitores, nos acostumamos com a relação entre os dois, sabendo como ambos vão reagir e o que farão frente aos desafios que aparecem, mas agora com Corvo, a coisa fica completamente diferente. Para começar Tal não sabe quais são as verdadeiras motivações do outro menino, que não é sempre tão transparente em seus atos. Corvo é um Renegado, sabe manipular um pouco as Pedras-do-Sol, odeia com todas as forças os Escolhidos e há momentos em que ele parece saber muito mais sobre o Castelo do que o próprio Tal. Essa mudança trouxe uma nova perspectiva pra narrativa e deu um novo “empurrão” na história.

Como nos outros volumes, Garth Nix consegue manter o leitor em suspense ao longo da leitura, revelando poucos detalhes mas sem deixar a impressão de que está enrolando o leitor e apenas enchendo linguiça nas páginas. As descrições não são exageradamente trabalhadas, mas conseguem fazer seu papel, deixando uma parcela à imaginação do leitor.

Esse livro poderia ser facilmente renomeado de “Livro Sobre o Povo Inferior”, pois aprendemos muito sobre eles e, assim como Tal, começamos a nos questionar sobre o estilo de vida dos Escolhidos. É sempre muito bom ouvir o outro lado da história, pois até agora temos somente a visão de Tal que é um Escolhido e tem uma visão muito parcial. Mas, como todo ‘oprimido’, Corvo não aceita as ideias de Tal e acha que as coisas só serão resolvidas quando todos Escolhidos forem extintos. Apesar de ser um “semi-herói” ajudando Tal, o personagem de Corvo tem um quê de vilão.

Por falar em vilão, é engraçado ver que o verdadeiro vilão por trás de tudo – Sushin – mal aparece durante os livros. Ele faz pequenas aparições aqui e ali, mas é só isso. Espero que ele apareça mais no próximo volume, pelo menos para termos uma ideia do por quê dos seus planos de destruir o Véu. Apesar do livro estar sempre mostrando os heróis em enrrascadas e grandes problemas a serem enfrentados sinto a falta da presença “física” do vilão. Ou sou eu que estou mal acostumada com o Voldemort aparecendo em quase todos os livros? (#hpfeelings)

A parte do livro que eu mais gostei, foi a história de Milla. Ela consegue sair do Castelo e seguir em sua missão de voltar para o Gelo. Toda a sua jornada e julgamento são muito emocionantes. Milla, e consequentemente sua sombra Odris, ganham um novo propósito que prometem trazer grandes conflitos para o próximo volume da série, que por acaso tem um título bastante sugestivo: “Em Guerra”. Ficou curioso(a)? Corre ler! :P


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. li quando criança essa série, e recomendo. é MUITO boa!

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