sexta-feira, 24/03/2017
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GoodReads entrevista Laurell K. Hamilton

Original: Goodreads
Tradução: Kinina, Lais e Cine
Revisão: Bru Fernández

Nos mundos de fantasia de Laurell K. Hamilton, vampiros, metamorfos, zumbis e fadas andam entre nós, convivendo com os seres humanos de variadas formas, às vezes terríveis, às vezes sedutoras. Conhecida por sua longa série best-seller, Anita Blake, uma fantasia urbana que começou há 22 anos com Prazeres malditos, Hamilton se inspirou para criar sua heroína corajosa e arrebatadora quando notou a falta de personagens femininas no insensível mundo de ficção criminosa que ela adora ler.

Em Dead Ice, 24º livro da série, Anita Blake mostra sua persistência enquanto caça um criminoso de pornografia zumbi. Obscuro e misterioso, combinado com uma dose de romance, enquanto a autora continua a explorar a dinâmica do relacionamento entre Blake e os personagens que seus fãs conhecem e amam, incluindo seu noivo, Jean-Claude. Regan Stephens conversou com Hamilton em nome do Goodreads sobre as mudanças ao longo duas décadas, a importância da pesquisa e a busca para encontrar inspiração na autora Louisa May Alcott.

Você nos apresentou Anita Blake há mais de 20 anos. Como ela evoluiu nesse tempo? Quais foram as mudanças na sua vida que afetaram a personagem?
Anita era conservadora. Na Europa eles reclamavam que não tinha sexo. De fato, um repórter italiano disse que Anita não era uma mulher moderna porque não fazia sexo e na América as pessoas enlouqueceram quando ela finalmente começou a transar. Ela ainda estava resistindo ao casamento, ou pelo menos a se envolver em um relacionamento sério. Na maior parte do tempo ela estava em seu trabalho, era workaholic, como muitas pessoas em sua carreira. Especialmente se você é uma oficial de polícia e, ainda mais, se você é uma detetive. As horas são horríveis e você fica envolvida no caso. Como escritora, se tenho um dia ruim e alguém faz algo na história, eu tenho a chance de acordar na manhã seguinte e reescrever. Se você faz algo parecido com o trabalho de Anita como oficial de polícia ou militar, as pessoas morrem de verdade, e não tem como voltar atrás e refazer. É um trabalho que consome. No começo ela foi consumida. Ela era seu trabalho. Ela levanta os mortos e tenta ajudar, proteger e salvar as pessoas o máximo que consegue. É muito interessante; para escrever Dead Ice eu reli os livros anteriores, porque tinha personagens que não apareciam há um bom tempo. E ao voltar aos livros anteriores, eu percebi que ela não estava feliz no começo da história. Ela era muito sozinha e não sabia como separar sua vida pessoal e o seu trabalho, uma luta para todos nós.

Quando comecei escrever a série, estava perto dos meus 20 anos, recém casada, mudei para uma cidade universitária de 30 mil habitantes e a cidade na qual fui criada tinha menos que 100. Eu também era conservadora. Tinha sido tradicional. Tive que esperar até o casamento e me casei com o meu amor de colégio. Então, 20 anos depois, era Episcopal e agora sou Wicca há uma década. Era monogâmica e queria ser. Terminei meu primeiro casamento e pensei que nunca me casaria de novo. Então, para a minha grande surpresa, me apaixonei e quis me casar de novo, mas eu sabia que não queria voltar a ser tradicional e também não sabia se isso funcionaria para Jonathan, meu futuro marido. Mesmo que não soubéssemos que tinha uma palavra para isso no momento, nós decidimos deixar a ideia aberta para monogamia. Somos polígamos, que é especificamente o que você tem em relacionamentos de longo prazo. Todo mundo sabe disso. Não é trapaça. Se seu parceiro diz não, você não pode fazer isso. Você tem que ter uma conversa totalmente honesta. O nível de comunicação é quase desconfortável.

Anita estava namorando várias pessoas antes que eu. O que eu aprendi é como meu inconsciente sabia disso antes do resto de mim. Pesquisei sobre os celtas e religiões pagãs modernas para os livros de Merry Gentry enquanto eu ainda era Episcopal de carteirinha. Eu comecei a não ser monogâmica no papel muito antes de fazer isso na minha vida de verdade. Agora que eu sei que faço isso, quando certos novos temas vêm para a minha escrita, logo penso “oh, não”. [risadas]

No espaço de 22 anos alguns temas ficaram mais recorrentes. Você achou mais fácil escrever sobre certos temas agora do que quando você começou a escrever?
Antes de perceber que BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) era parte de meu interesse, quando Nathaniel entrou na série, pesquisei sobre isso, da mesma maneira que pesquisei sobre armas e o trabalho policial. Não vejo diferença entre temas sexuais e não sexuais. Trato tudo da mesma maneira e pesquiso. Eu encontrei pessoas em quem confiava para me levar a clubes. (Entretanto, nada do que eu vi coloquei no papel. É algo particular, muito íntimo.) BDSM é um tema que está ficando recorrente e mesmo as pessoas que ajudam a colocá-lo em evidência estão tratando isso como um show de horrores e não fazem nenhuma pesquisa. Sou uma defensora da minha pesquisa. Quando comecei a escrever a série da Anita Blake tinha atirado duas vezes na minha vida. Fui até a linha de frente e atirei. Era tudo que eu sabia, comecei do zero. Algumas pessoas dizem escrever sobre o que conhecem. Eu escrevo sobre o que quero conhecer.

Anita é uma personagem forte e feroz numa área dominada por homens. Eu li que ser criada pela sua avó influenciou na sua escrita. O que mais te inspirou na personalidade de Anita?
Curiosamente a inspiração para Anita veio depois da faculdade, quando comecei a ler ficção de detetive pela primeira vez. Os homens têm que xingar, transam nos livros e atiraram nas pessoas sem se sentir mal com isso. Naquela época só existiam duas séries — a série Alphabet de Sue Grafton e Warshawski de Sara Paretsky. Era só isso. As mulheres raramente xingavam. Sexo era quase inexistente ou higienizado e fora do palco e se matavam alguém se sentiam muito, muito mal com isso. Achava isso injusto, por isso me propus a criar uma personagem que faria parte do mesmo jogo dos homens.

Escrevendo essas séries eu aprendi muito sobre a sociedade. Quando você é criança não sabe que o mundo é diferente. Sua família é o que você tem. Fui criada da forma que se eu não fosse forte,então eu era a vítima. Não estava interessada em ser a vítima, então a única opção que eu tinha era ser forte. Não sabia que outras pessoas não sabiam como ser fortes. Mas inúmeras pessoas, mulheres e homens, me disseram que através dos meus livros foi a primeira vez que perceberam que as mulheres poderiam ser fortes. As pessoas parecem ter essa ideia de que são corajosas por não terem medo. Digo no papel, mais de uma vez nesta série, que a verdadeira coragem existe apenas se você encara o medo. Conheci homens e mulheres que me disseram que não sabiam o quão corajosos eles eram. Escrevendo sobre uma personagem tão forte, eu ajudei as pessoas a entenderem que a força não tem gênero e que as mulheres podem ser tão fortes quanto os homens. E que os homens podem fazer coisas mais delicadas. Nathaniel é o único que aproveita o trabalho doméstico, Anita não.

O jeito que eu vejo o mundo é tradicionalmente masculino. Fui criada para ser um garoto. Foi assim que minha avó me criou, porque não tinha ninguém para ajudá-la para fazer as coisas que são normalmente feitas por homens. Minha aparência não era importante. Eu não pintei minhas unhas até os 20 anos. Ser educada para o que eu poderia fazer era mais importante do que minha aparência, que parece ser uma das principais diferenças entre eu e a maioria das mulheres, a forma como interagimos com o mundo. Perdi muito da tradicional cultura feminina americana e não sabia disso. Estava com meus quarenta anos antes de alguém realmente me fazer entender o quanto eu não tinha conhecimento. Eu não entendia por que as mulheres competem entre si. Embora escrevendo, Jean-Claude me fez gostar de roupas mais do que eu gostei antes. Escrever Jean-Claude foi o que me levou a buscar o meu primeiro par de sapatos de salto alto e assistir ao canal de moda, porque eu tinha que vesti-lo.

Onde você encontra inspiração para cada nova história? Como foi especificamente com Dead Ice?
Existem aqueles autores que lutam por ideias e tem aqueles que parecem ter mais ideias do que conseguiriam escrevem mesmo se vivessem até os 300 anos. Eu faço parte da segunda opção. Quando comecei a escrever Anita, tinha ideia para três livros. Quando fechei o contrato, fiz uma lista de umas 13 partes. Já usei todos, mas acho que um livro leva ao outro. Para Dead Ice precisei e queria ter mais mistério como suporte principal. Tivemos que falar sobre o noivado — que continua, você não pode jogar a bomba e fugir. Foi engraçado, pudemos ver Anita sendo a policial no trabalho e ao mesmo tempo a noiva de uma celebridade. Ela gastou muito tempo construindo sua reputação e agora começamos o primeiro capítulo com uma agente do FBI dizendo para ela, “Então você está noiva.”. Acho isso muito comum, não importa o quanto você lutou por sua reputação, especialmente como uma mulher, você de repente se torna a namorada ou noiva de alguém. Foi divertido ver Anita ter as pessoas reagindo com ela dessa forma.

Fui abençoada por ter vários policiais e ex-militares me dando o benefício de seus conselhos e experiências. Isso fez de Anita uma personagem muito diferente do que eu planejei inicialmente. Uma pessoa que tenho a sorte de chamar de melhor amigo — vi ele crescer de novato a veterano e vi como seu progresso me ajudou a ter certeza que Anita fazia justiça. Eu fiz o meu melhor para mostrar o custo, o impacto que seu trabalho teve sobre ela.

Para Dead Ice fui atrás de anotações que fiz sobre personagens e temas que eu achava que ainda me interessavam. Descobri que normalmente escrevo sobre coisas que me incomodam muito. Eu só tenho uma regra. Se eu criar alguma coisa diferente, sem pesquisa, se eu inventar um crime (que eu acho) que nunca foi cometido, não escreverei sobre isso. Não quero alimentar o monstro. As pessoas podem ter suas ideias terríveis por conta própria. Se está nos meus livros eu não inventei, aconteceu na vida real.

Seus mundos, suas personagens, suas histórias são tão ricas e complexas. Como você se mantém organizada e no controle de tudo?
Honestamente, mantenho e não mantenho. Quando eu termino o livro, posso mandar para as pessoas. Meu marido, Jonathan, vem lendo os livros há muitos anos e tenho outros leitores que vêm lendo há anos, então entrego para eles e vejo se eles pegam alguma coisa. Meu editor, com quem venho trabalhando há mais de uma década, também me ajuda muito. Interessantemente, são as falas que são cortadas que podem me dar problemas. Não são pontos importantes do enredo, todos nós nos lembramos desses. São as falas cortadas, num gracejo você fala sobre a família ou os detalhes pessoais de alguém. E você não se lembra disso e não escreveu. Esse é meu maior obstáculo. Eu perderia em um teste sobre Anita Blake. Meus fãs acabariam comigo. Algumas pessoas me juram que releem todos os livros da série antes do lançamento de um novo. Isso me espanta.

Existe alguma diferença entre se preparar para escrever Anita Blake ou Merry Gentry?
Eu não sei se existe uma diferença na forma em que me preparo, mas tem uma diferença em como eu escrevo. Escrever Anita é muito rápido. Sempre brinco que escrevo Anita como se os monstros estivessem realmente me perseguindo. É mais fácil escrever rápido. Mas Merry sempre foi uma escrita lenta pra mim. Ela é uma personagem muito mais cautelosa. Mesmo que ambas tenham muita ação e perigo, é mais da personagem. Talvez seja porque é uma narração em primeira pessoa, então é um ponto de vista muito íntimo. Mas a preparação é a mesma.

Se você pudesse escolher um mundo para ser real, o mundo da Anita com vampiros e metamorfos ou o mundo de Faerdref de Meredith, qual você escolheria?
Se fosse garantida a minha segurança e retorno garantido, seria o da Meredith, mas não seria com as personagens principais. Eu iria querer passar tempo com as fadas menores que eu nunca pude ver no palco. Mas se fosse apenas para visitar (novamente com segurança e retorno garantidos), seria o mundo da Anita, para passar tempo com as personagens principais. Frequentemente me perguntei se a Anita pudesse falar comigo diretamente se ela gostaria de mim ou me odiaria. Será que ela me veria como a pessoa que está fazendo todas essas coisas horríveis acontecerem?

Muitos dos seus leitores perguntaram sobre trazer personagens de livros antigos de volta. Há alguma personagem que você considera revisitar? Qual foi a mais difícil de deixar pra trás?
Dead Ice volta à história do três primeiros livros. Manny Rodriguez está no foco provavelmente na maior intensidade desde esses livros. Podemos ver a família toda porque sua filha está se casando. Raphael, o Rei Rato, aparece bastante no livro. Os fãs sempre quiseram Edward no livro para Anita. Uma personagem que não tem aparecido nos últimos livros, mas os fãs mais querem ver, é Olaf. Eu não esperava isso, mas ele se tornou um favorito dos fãs. Nunca é quem eu acho que vai ser.

É sempre difícil dizer adeus a uma personagem. A primeira pessoa que morreu nos livros foi Phillip em Prazeres malditos e nem eu, nem Anita superamos esse fato. Eu não quero dar spoiler sobre o último livro da Merry que escrevi, A Shiver of Light, mas fiquei transtornada.

Escrevi um post no blog sobre isso sem contar quem era e os fãs ficaram doidos só com isso. Não pensei sobre o assunto, eu só queria compartilhar esse trauma emocional. Mas acabou sendo uma provocação. Eu não bebo, não é a minha praia, mas depois daquela cena eu disse ao meu marido que precisava de uma bebida. Não sei como o George R.R. Martin consegue. (Nota da Redação: Nem nós, Laurell!)

Você disse que vai continuar a escrever livros da Anita Blake, mas você algum dia prevê uma conclusão para a história dela?
Não. Eu não penso em viveram felizes para sempre. Simplesmente não penso assim. Viveram felizes para sempre significa que a história acabou e pra mim a história começa aí. Não achei que Meredith Gentry deveria ter terminado no sétimo livro. Eu tinha o “felizes para sempre” dela, ela tinha vencido. Mas não achava que estava escrevendo uma fantasia épica, eu via como uma série de mistério. Bem, uma série de mistério não tem fim. Cada livro começa e termina em si mesmo.

Para Anita eu não acredito no “Viveram felizes para sempre”. Acho que se algum dia acreditei, meu primeiro casamento meio que acabou com isso. Sendo poli-amorosa, eu não acredito que exista só aquela uma pessoa. Sou diferente das outras pessoas porque não gosto do começo dos relacionamentos. Eu gosto de relacionamentos de longo prazo, eu gosto de saber as histórias das pessoas. Não tenho tanta afeição pelo “felizes para sempre”. Não tenho tanta afeição pelo começo. É divertido, mas não é a parte boa pra mim. A parte boa é conhecer alguém.

Dead Ice é meu 24º livro. Eu aprendi coisas novas sobre a Anita, Jean-Claude, Nathaniel, Micah, Domino e Nicky. Veremos muito os metamorfos, coloquei muitas personagens femininas nas guardas. Ainda estou me divertindo tanto, porque ainda estou aprendendo muito. Não sou uma pessoa parada, então não chego a algum lugar e acho que acabou.

Você pode descrever seu processo de escrita? Você segue algum tipo de ritual?
Meu processo evolui. A hora do dia em que escrevo mudou. Quando comecei, eu era uma escritora matutina. Tinha que ser porque eu tinha um emprego em empresa. Eu acordava às 5h da manhã e escrevia por algumas horas antes de ir pro trabalho. Estava muito cansada para escrever no final do dia. Não sou uma pessoa matutina, mas eu queria terminar meu livro. Com o tempo, comecei a escrever das 10h até mais ou menos 15h. Era um bom dia se eu escrevesse durante o almoço. Algumas vezes, quando tinha um prazo de entrega, eu escrevia à noite depois do jantar. Então tive a minha filha e, como você sabe, a vida muda. Comecei a trabalhar em qualquer momento em que ela estivesse cochilando. Escrevi à mão em cadernos simples. Ia ao parquinho do McDonald’s, deixava ela brincando enquanto escrevia.

Você leu alguma coisa que você realmente gostou ultimamente?
The Happiness Project de Gretchen Rubin. Também li The Dirty Life, um livro de memórias de um agricultor e o amor, de Kristin Kimball. Escrita elegante. É um livro sobre uma mulher que vive em Nova York e acha que é uma garota da cidade, mas ela conhece um agricultor orgânico, é uma história de amor. Não apenas por ela se apaixonar por ele, mas por ela se apaixonar pela lavoura e pela terra. A medida que envelheço, estou lendo menos ficção e mais não-ficção.

Quais autores ou livros te influenciaram?
A série Spenser, de Robert B. Parker, me ensinou como escrever diálogos e me deu um amor intenso pelo gênero policial. Se eu nunca tivesse lido isso, e lido alguns romances policiais femininos ao invés disso, Anita talvez não existisse. Ele me influenciou demais. Além dele, Robert E. Howard foi o criador do personagem Conan. Eu encontrei uma coleção de contos dele quando tinha uns 13 ou 14 anos em uma farmácia — se chamava Pigeons from Hell (Pombos do Inferno, em tradução livre). Foi o primeiro terror, a primeira fantasia heróica que li. Não sabia que aquilo existia e decidi naquela hora não só que queria ser escritora, mas que era aquilo que eu queria escrever. Nunca quis escrever um ótimo romance americano, apesar de que por anos eu lia O Sol é para todos uma vez por ano. Queria escrever fantasias de horror e se nunca tivesse lido Robert E. Howard, não tenho certeza que teria escrito. Isso foi muito importante para mim.

Além deles, também tem Andre Norton. Eu comecei a ler suas ficções científicas e fantasias. Apesar do nome dela ser masculino, na contra-capa dos livros dizia que ela era uma mulher, que ela teve que deixar a faculdade por causa de uma doença e que ela tinha gatos. Ela parecia como uma pessoa real. Ela estava escrevendo esse gênero, tinha sucesso e era uma pessoa real. Eu pensei, se ela consegue fazer isso, talvez eu também possa. Então uma das primeiras influências para mim foi Louisa May Alcott. Li todos os livros que consegui encontrar na biblioteca. Anos depois que eu estar fazendo o que eu faço, que um amigo me deu uma coleção de histórias da Louisa May Alcott. Ela escreveu Penny Dreadfuls. Ela escreveu horror. Há uma antologia de terror dela, fantasmas e histórias góticas. Uma das razões dela ter sido uma influência inicial para mim foi porque ela ajudava sua família com a escrita dela num tempo em que a maioria das mulheres não tinham uma carreira. Então isso foi muito importante para mim. Até mesmo Charlotte’s Web me ajudou com a linguagem. Foi ai que comecei a notar a língua escrita, o ritmo, como ele descrevia as coisas que eram tão vívidas. Me lembro de um momento quando era criança, talvez no ensino fundamental, quando prestei atenção em como o livro era escrito, e não só na história.

Você está trabalhando no seu próximo livro?
Estou trabalhando em um texto pequeno, mas não quero contar nada sobre o que estou trabalhando porque se não for a próxima coisa que for publicada os fãs podem ficar irados. Eu estou trabalhando em uma história curta. Espero terminar hoje.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

Um comentário

  1. Maravilhoso o artigo! Adoro a Laurell e sua série Anita Blake, uma das escritoras mais férteis que temos atualmente. Fantástica! Parabéns pela entrevista.

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