terça-feira, 17/10/2017
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Resenha: “O rei demônio”, de Cinda Williams Chima

Livro: O rei demônio (#01)
Série: Os Sete Reinos
Autor(a): Cinda Williams Chima (@cindachima)
Páginas: 384
Editora: Suma de Letras
Tradução: Ana Resende
Resenha por: Monique Marie
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O jovem ladrão reformado Han Alister é capaz de quase qualquer coisa para garantir o sustento da mãe e da irmã, Mari. Ironicamente, a única coisa valiosa que ele possui não pode ser vendida: largos braceletes de prata, marcados com runas, adornam seus pulsos desde que nasceu. São claramente enfeitiçados — cresceram conforme ele crescia, e o rapaz nunca conseguiu tirá-los.

Enquanto isso, Raissa ana’Marianna, princesa herdeira de Torres, enfrenta suas próprias batalhas. Ela poderá se casar ao completar 16 anos, mas ela não está muito interessada em trocar essa liberdade por aulas de etiqueta e bailes esnobes. Almeja ser mais que um enfeite, ela aspira ser como Hanalea, a lendária rainha guerreira que matou o Rei Demônio e salvou o mundo.

Em O Rei Demônio, primeiro de quatro livros, os Sete Reinos tremerão quando as vidas de Han e Raissa colidirem nesta série emocionante da autora Cinda Williams Chima.

Sabe quando você termina um livro e fica extremamente feliz quando as coisas clichês das quais você tinha certeza absoluta que aconteceriam não acontecem? Minha vontade era de não escrever uma resenha, de não contar absolutamente nada sobre o livro e deixar que a sinopse, a capa e um “por favor leiam” resumisse tudo.

Entramos em um mundo fantástico que é descrito nos mínimos detalhes, não chega a ser um estilo Tolkien, mas são detalhes que te fazem não apenas pensar no local, como também em sentir o que se passa com os personagens, é como se você participasse das fugas incríveis de Han e ficasse cansada como ele.

“O vale reluzia como uma esmeralda incrustada no alto das montanhas – protegido pelo picos que, diziam, eram as habitações das rainhas das terras altas, mortas havia muito tempo. Era aquecido durante todo o ano pelas fontes termais que borbulhavam sob o solo e irrompiam através de fissuras na terra.” – p. 80

Temos muitos personagens e todos possuem seu grau de importância na história, algumas partes não poderiam existir sem um determinado personagem mesmo que ele só apareça em poucas páginas. Os principais são Han e Raissa, não, eles não são um casal. Supostamente Han e Raissa são de mundos completamente opostos e jamais teriam razões para que suas vidas se cruzassem.

Temos duas histórias narradas ao mesmo tempo, divididas nos capítulos, assim não corremos o risco de misturar demais na cabeça o que se passa em cada parte do Reino. No começo você não consegue compreender porque as duas histórias são contadas até que, quando menos espera, está com o livro grudado em suas mãos para que chegue logo na parte em que a história desses dois personagens se cruzam. Em nenhum momento pensamos em algo romântico, já que temos Micah e Amon para cuidar desse lado com a princesa, mas você morre por dentro a cada página que lê para que chegue logo no tão esperado encontro.

“O olhar de Raissa recaiu sobre a bandeja de prata junto à entrada, onde Magret deixava mensagens, correios e cartões de visita. Os pretendentes começaram a zumbir como moscas ao redor de uma carcaça conforme Raissa se aproximava do 16º rebatizado. Todos os dias, sem exceção, havia cinco ou seis presentes elaborados, que podiam ser jóias, flores, espelhos e penteadeiras, vasos e obras de arte, além de uma dúzia de convites em letras douradas e cartas em papel timbrado, a maioria declarações de amor e devoção eternos, além de propostas que variavam do insosso ao indecente.” – p. 54

“Finalmente, o agressor empurrou-o e jogou-o contra a parede, com o rosto virado desta vez. Han flagrou-se olhando para um rosto familiar, com um aspecto amarelado e doentio, com lábios finos e cruéis repuxados, exibindo os dentes amarelos. O hálito era terrível. Era seu antigo inimigo, Mac Gillen, sargento da Guarda da Rainha. E atrás dele, via-se mais meia dúzia de casacos azuis.” – p. 120

Neste livro você encontra magia (literalmente), irmandade, uma princesa sendo o contrário do que todos esperam, histórias de um povo que foram contadas da forma que melhor se adaptava aos interesses de quem detinha o poder, muita ação, um pouco de romance, personagens que guardam segredos que podem mudar o curso da vida de todo um Reino e muito mais.

Não quero e não posso contar mais nada, primeiro porque estragaria toda a magia do livro e em segundo lugar porque spoilers são aterrorizantes, a diversão está em cada um descobrir o mundo fantástico que Cinda Williams Chima criou, para a nossa sorte.

Além de deixar aqui um “por favor leiam” eu espero que possa ler a continuação logo, a ansiedade me consome.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

Um comentário

  1. Falar apenas que adorei o livro seria simples demais. Me envolveu do início ao fim além de deixar aquela sensação de abandono por não ter a sequência! Você não consegue decidir pra quem você torce e o que quer para cada personagem. Recomendo a leitura.

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