quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “Plutão”, de R. J. Palacio

Livro: Plutão
Série: Extraordinário
Autor: R. J. Palacio (@rjpalacio)
Páginas: 90
Editora: Intrínseca
Tradução: Rachel Agavino
Resenha por: Monique Marie
Comprar e-book: Saraiva Cultura Amazon

Em Plutão, R. J. Palacio traz a história de Christopher, o melhor amigo de infância de August Pullman, um garoto de feições incomuns que encantou leitores do mundo inteiro no romance Extraordinário.

Exclusivo em e-book, o livro alterna entre o presente e flashbacks de quando os dois meninos eram vizinhos. Plutão acompanha Chris ao longo de um dia especialmente complicado. Os pais estão se divorciando e ele está com dificuldades na escola, mas mesmo afastado do velho amigo, é relembrando alguns desafios e aprendizados que teve ao lado de Auggie que Chris encontra algum conforto. Uma linda história sobre o valor da amizade na vida das crianças, uma vivência intensa e marcante.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“- August Matthew Pullman, este é Christopher Angus Blake, seu primeiro e mais antigo amigo.” – Apresentações

Como resenhar esse livro sem dar um super spoiler do final? Vou tentar, vamos lá.

Em Extraordinário você é apresentado a Chris, entende que ele é o melhor amigo de infância de Auggie mas não entende porque então ele não está presente no livro. Em Plutão você consegue entender o lado de Chris em ter se afastado um pouco de Auggie.

Como já dito na sinopse, o livro alterna os capítulos entre fatos atuais e flashbacks de sua vida com Auggie. No começo você até se irrita com a forma que ele encara a deficiência do amigo mas ao passar das páginas você pensa “é errado um garoto de 11 anos querer sair de casa com seu amigo sem que todos olhem e se assustem, sem ser olhado como quem procura também achar um defeito nele”? Em nenhum momento Chris diminui Auggie ou aceita as brincadeiras maldosas feitas com seu amigo, ele apenas se afastou por morar longe e querer uma adolescência com amigos mais “normais”.

Pelos flashbacks você vê que Chris tem um coração e tanto, principalmente pelo capítulo em que vai visitar Auggie no hospital e pela primeira vez vê outra criança com deformidades piores que a do melhor amigo.

“Quando enfim me acalmei, estendi o Ewok para ela.
– Você pode voltar e dar isso para ele?
– Ah querido… é muito gentil da sua parte, mas a Isabel pode limpar a caixa do Lego. Vai ficar como nova para o Auggie, não se preocupe.
– Não, é para o outro menino. – expliquei.
Ela me olhou por um segundo como se não soubesse o que dizer.
– A Via disse que ele não fala nenhuma palavra em inglês. Deve ser muito assustador para ele, ficar no hospital.” – Capítulo A visita ao hospital

Os capítulos atuais são os que têm como nome as horas de um dia, um dia e tanto para Chris! O menino, que é totalmente esquecido e nada pontual, vai à escola e esquece coisas primordiais para seu dia: o trabalho de ciências, o shorts de educação física e o trombone. Pediu para que sua mãe voltasse voando para casa e trouxesse os itens o mais rápido possível, fato é que a mãe não apareceu em nenhum dos períodos, o que deixou Chris irritado e com a certeza de que mais uma vez ela saiu correndo para ajudar a família de Auggie e o deixou de escanteio.

Mais para o fim do livro você descobre o que realmente aconteceu e tem uma surpresa mais que agradável com a reação de Chris e com seu pai. O que acontece são sucessões de demonstração de carinho, amor e amizade. Amizade da mais sincera e que todas as pessoas deveriam ter!

“Sem pensar muito respondi a mensagem do Elijah. Oi Elijah obrigado por me convidar para entrar na banda de vocês. Mas vou ficar com o John para o concerto de primavera. Boa sorte com Seven Nation Army. Mesmo que eu fizesse papel de idiota na apresentação, não ia abandonar o John assim. É para isso que servem os amigos, certo? It’s the final countdown! Às vezes, as amizades são difíceis!” – Capítulo 23H59

E antes que me esqueça, Plutão não é um apelido, é uma referência à uma época vivida com Auggie quando eram mais novos, muito legal por sinal. Leiam Plutão e entendam como ser amigo de verdade de alguém é um exercício diário de muita paciência, entrega e claro muito amor.


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Monique Marie

Publicitária frustrada com o pouco dinheiro da área e admiradora de tudo que envolve a política. Gosta de seriados que tenham serial killers, filmes infantis, fanática por futebol e F1, além de tentar competir com o Dr. Reid (Criminal Minds) quem lê mais rápido. Geralmente não gosta de ler o que está "na moda", adora indicações e ainda acredita que muitos livros se vendem pela capa. Não se separa de seu amigo rivotril e escreve no mínimo um texto por dia.

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