segunda-feira, 16/10/2017
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Resenha: “O retorno de Izabel”, de J. A. Redmerski

O retorno de IzabelLivro: O retorno de Izabel (#02)
Série: Na companhia de assassinos
Autor: J. A. Redmerski (@JRedmerski)
Editora: Suma de Letras
Páginas: 232
Tradução: Michele Vartuli
Resenha por: Bru Fernández
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Determinada a levar o mesmo estilo de vida do assassino que a libertou do cativeiro, Sarai resolve sair sozinha em missão, com o propósito de matar o sádico e corrupto empresário Arthur Hamburg. No entanto, sem habilidades nem treinamento, os acontecimentos passam muito longe de sair como o planejado. Em perigo, Sarai nem acredita quando Victor Faust aparece para salvá-la — de novo. Apesar de irritado pelas atitudes inconsequentes dela, ele logo percebe que a garota não vai desistir de seus objetivos. Então não há outra opção para ele a não ser treiná-la. Com tamanha proximidade, para eles é impossível resistir à atração explosiva. Nem Victor nem Sarai podem disfarçar o que sentem, ou negar o desejo que os une. No entanto, depois de tantos anos de sofrimento e tantas cicatrizes emocionais, será que eles conseguirão lidar com um sentimento como amor? Só que Sarai — novamente na pele de Izabel Seyfried — ainda terá que passar por um último teste; um teste para provar se conseguirá viver ao lado de Victor, mas que, ao mesmo tempo, poderá fazê-la questionar os próprios sentimentos e tudo que sabe sobre esse homem.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

“Acho que a vingança sempre encontra um caminho, mesmo nos gestos mais insignificantes.” – p. 34

Para quem não tinha ideia do que esperar ao ler o primeiro livro da série, confesso que fiquei super ansiosa quando vi que a Suma estava lançando a continuação da série ainda esse ano e mal podia esperar para poder ler mais sobre Victor e Sarai! Depois de ler mais um livro da Redmerski fiquei ainda mais intrigada pela forma como ela consegue condensar uma narrativa incrivelmente bem contada e repleta de ação em duzentas e poucas páginas, aparentemente esse é um dom da autora.

A narrativa deste segundo volume da série se inicia alguns meses depois do final de A morte de Sarai e, aparentemente, Sarai está levando uma vida quase normal depois que Victor a deixou para trás: ela tem uma melhor amiga, arranjou um trabalho e até mesmo namorado. Só que fica óbvio que o cara é apenas um passatempo para ela, que continua desejando ardentemente a volta de Victor. E quem não desejaria, não é mesmo? Todavia isso não acontece apenas com o namorado, mas sua vida “normal” também. Sarai passou por muitas coisas nessa vida para simplesmente apagar seu passado e seguir em frente, sem contar que ela continua vivendo uma grande mentira, pois nenhuma dessas novas pessoas em sua vida realmente sabem quem ela é o que ela passou. O tempo e a vida a endureceram e ela têm sede de vingança. Então que ela resolve reviver seu alter ego Izabel Sayfried e ir à caça do monstro que é Arthur Hamburg (um dos vilões do primeiro volume, um sádico nojento e podre de rico), seu primeiro alvo.

Apesar de ser durona, Sarai/Izabel esquece que ainda é novata e tem muito a aprender e, claro, acaba caindo em uma bela enrrascada. Todavia, sua inconsequência acaba trazendo o belo e inabalável Victor Faust de volta para sua vida, claro, para salvá-la novamente. Gosto muito da dinâmica objetiva entre Victor e Sarai e ela ficou ainda mais interessante nesse volume, com Sarai um pouco mais madura e durona e Victor um pouco mais maleável, porém claro, apenas quando se trata de Sarai. Parece que finalmente ele está se deixando levar pelo sentimento que tem por ela e não liga mais se isso o torna mais fraco e vulnerável.

“- Você faz muitas perguntas.
– Pois é, acho que faço. E você não responde o suficiente.” – p. 57

Mas o personagem que realmente roubou a cena neste volume, para mim, foi Fredrik Gustavsson, um personagem perturbadíssimo, sombrio e com especialidades e gostos bem peculiares. Apesar de ser muito intrigante e quase não revelar muito sobre o seu passado – que assim como o das outras personagens, não é muito colorido e feliz -achei-o muito carismático. Nem preciso dizer que fiquei extremamente ansiosa pelo próximo volume da série, O cisne e o chacal, que aborda o passado de Fredik.

“Sarai, você nunca sabe quem vai trair você até ser tarde demais.” – p. 110

Para quem gosta de livros de suspense mais sombrios essa série é um prato cheio, ainda mais por ter o diferencial de abordar o a visão dos assassinos, que não necessariamente são os “caras maus” da história. Claro, cada personagem tem a sua motivação: vingança, dinheiro, necessidade… Escolha o seu favorito e mergulhe nesse enredo sexy e obscuro. Você não vai se arrepender!

Antes de ir deixo aqui o link para uma “playLeSt” que eu montei com as músicas que me vinham à cabeça enquanto eu lia os livros da série Na Companhia de Assassinos. Essa playlist ainda não está completa e vou adicionar algumas músicas conforme for lendo os outros livros da série, então sigam a playlist (e adicionem o usuário do LeS no Spotify!) pra saber das novidades. ;)


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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