sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “Joyland”, de Stephen King

Livro: Joyland
Autor: Stephen King
Páginas: 240
Editora: Suma de Letras
Tradução: Regiane Winarski
Resenha por: Kinina
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Um pequeno conselho: não se aventure na roda-gigante em uma noite chuvosa.

Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

“Nós vendemos diversão. Nunca se esqueçam disso. Obrigado pela atenção. Agora, prossigam.” – pág. 48

Stephen King + parque de diversão. A única coisa que me vem a cabeça é que lá vem mais uma incrível história macabra do “rei”.

Devin Jones foi largado pela namorada e, para esquece-la e conseguir uma grana extra, decide trabalhar em Joyland, um parque de diversões, durante as férias da universidade no verão de 1973. Assim que é contratado, Devin descobre que anos atrás uma garota chamada Linda foi morta no parque e nunca conseguiram pegar o assassino. Algumas pessoas dizem ver o fantasma de Linda assombrando o brinquedo onde seu corpo foi achado. O jovem não se impressiona com os rumores, mas gostaria de ser uma das pessoas que vê o fantasma.

“Eu ouvia minha respiração. Soava áspera e seca. Eu estava com medo, o.k.? Tom tinha me mandado ficar longe daquele lugar, mas não mandava em mim, e Eddie Parks também não. Eu tinha The Doors, tinha Pink Floyd, mas queria mais. Queria Linda Gray.” – pág. 119

A temporada começa e junto com Devin, vários outros funcionários começam a trabalhar no parque, liderado por membros que já trabalham por lá a alguns anos. E todos os funcionários que interagem com Devin tem suas histórias contadas e muito bem exploradas. E são tantas histórias e detalhes que, o foco principal que é o suspense sobre o assassinato, se torna apenas plano de fundo para todo o resto.

Além da história, vale comentar as referências musicais que o autor cita. Vão desde músicas piegas que escutamos em parques e programas infantis até o que chamamos de rock clássico.

“Good Vibrations” é o nome de uma das minhas músicas favoritas dos Beach Boys.” – pág 17

Outro detalhe riquíssimo é a língua chamada “Colóquio” que King criou para os funcionários do parque se comunicarem. Muitos termos são mesmo jargão de parque, mas há variações que são inventadas e bem humoradas.

Ler Stephen King é saber que você vai se surpreender com a narrativa e sempre terminar eufórico, porque ele sempre te surpreende mais do que o esperado. É um dos poucos autores que eu faço questão de ler todos os livros, e sei que dificilmente ele vai me decepcionar mesmo tendo uma expectativa altíssima em relação a cada obra nova.

Joyland representa esse sentimento de alta expectativa e surpresa. Apesar de ser uma história de suspense, é talvez a história que mais chegue perto de um romance dentro do universo de King.

Joyland é suspense, é romance, é sensual e tem um final incrivelmente triste.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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