sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “Caçadora de Tempestades”, de Jennifer Bosworth

Livro: Caçadora de Tempestades (#01)
Série: Caçadora de Tempestades
Autor: Jennifer Bosworth (@JennBosworth)
Páginas: 288
Editora: Agir Now
Tradução: Mariana Kohnert
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Travessa Cultura E-book Amazon

Mia Pierce é viciada em raios. Já sobreviveu a inúmeros choques, mas seu desejo de receber a energia liberada durante tempestades coloca em risco sua vida e a de todos ao seu redor. Los Angeles, onde raramente há tempestades, é um dos poucos lugares em que Mia se sente segura. Mas quando um terremoto destrói a cidade, seu porto-seguro é transformado em um campo minado de caos e perigos. Neste cenário aterrador, dois grupos antagônicos se formam, e ambos vêem Mia como a chave para as profecias de uma tempestade ainda maior que está por vir. Mia quer confiar no enigmático Jeremy, que prometeu protegê-la, mas teme que ele não seja quem diz ser. No fim, o poder e a paixão que os aproximou pode ser o que vai colocar tudo a perder. Agora Mia precisa aprender a utilizar seus poderes, ou então pode acabar perdendo tudo o que ama.

“É como se nossos corpos produzissem um campo eletromagnético, e, quando a voltagem é alta o bastante, esse campo se estende para além do corpo. Sabia que cada pensamento que você tem cria um pulso elétrico no cérebro? Imagina se tiver cem vezes mais eletricidade no corpo do que uma pessoa normal. Ou mil vezes. Cem mil vezes! Entendeu? Pode aprender a usar a energia apenas com a força de vontade. Imagina o que poderia fazer com um único pensamento!” – p. 67″

Minha relação de amor com esse livro começou logo pela capa e pela cor escolhida para contrastar com a capa escura. As indicações (blurbs) na capa e na quarta capa de dois autores que eu gostei muito – Jay Asher (Os 13 porquês) e Ransom Riggs (O orfanato da srta. Peregrina para crianças peculiares) também ajudaram a aumentar minha curiosidade. Assim que li a sinopse sobre uma garota viciada em raios fiquei completamente intrigada pelo tema e já adianto que o romance de estreia da autora americana Jennifer Bosworth não decepciona!

A personagem principal, Mia Price, vive na cidade de Los Angeles, EUA, em um mundo pós-apocaliptico. Contrariando o ditado que diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, Mia já foi atingida por raios inúmeras vezes, e, contrariando ainda mais a lógica, Mia é viciada na energia/dor que seu corpo recebe quando ela é atingida. O problema é que ela se torna uma enorme ameaça para as pessoas ao seu redor quando isso acontece. Por isso a sua família – Mia, seu irmão mais novo, Parker, e a sua mãe – se mudam para LA, onde raramente acontecem tempestades.

Porém um terremoto fortíssimo abala a cidade, transformando a vida de todos, mas principalmente de Mia, em um inferno, e parece que há muito mais por vir. Pelo menos é o que prega Rance Ridley, mais conhecido como o Profeta, um líder religioso que ascendeu ao predizer várias catástrofes e se autor entitular com o único profeta de Deus e que fala diretamente com Ele. Esse ponto religioso que a autora aborda no livro me lembrou muito do enredo do livro de estreia do selo Agir Now – Vivian Contra o Apocalipse -, pois ambos abordam de uma forma muito natural e inteligente o fanatismo religioso e suas armadilhas, um tema mais antigo do que podemos imaginar e que ao mesmo tempo não poderia ser mais atual. Apesar da autora fazer uso de alegorias óbvias, como por exemplo o contraste entre roupas pretas e brancas, ela fundamenta a ficção na realidade e avisou os leitores em uma entrevista: sua crítica não é sobre a religião mas sim sobre o extremismo religioso.

“Como os homens agem e o que eles pregam são duas coisas muito diferentes, srta. Price.” – p. 186

Claro que esse não seria um livro YA sem uma boa dose de romance e é aí que entra o misterioso personagem de Jeremy, um garoto que surge na vida de Mia, mas do qual ela não consegue ter certeza sobre suas verdadeiras intenções em relação a ela. Apesar de ter adorado o personagem de Jeremy, um jovem enigmático que surge do nada perto de Mia sempre que ela precisa e que tem poderes excepcionais, confesso que a história dele me pareceu um tanto óbvia demais e não me surpreendeu muito. Mas isso de forma alguma estragou a leitura pois ainda haviam outros elementos do enredo para levar a um desfecho de tirar o fôlego!

“Muito bem. Uau. Inteligente e sexy. Uma combinação perigosa.” – p. 56

A escrita de Jennifer no seu livro de estreia é intensa e cheia de ação, parecendo muito com o roteiro de um filme. Se ainda não compraram o direitos de adaptação desta história os estúdios estão perdendo tempo.

O site GoodReads aponta o livro como parte de um série e a autora já afirmou em entrevistas que tem vontade de escrever mais livros deste universo, porém, por enquanto, a única outra obra relacionada à Caçadora de Tempestades é um conto – Profeta – que precede essa história. Este conto não foi publicado no Brasil e ainda não há previsão de lançamento.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

2 comentários

  1. Luiza pereira

    estou louca pra ler “Caçadora de Tempestades”

  2. Reinaldo J. Nunes

    Eu gostei muito deste livro quando foi lançado, está na minha fila de compras heheh
    A história é bacana, e eu amo mistério e tempestades, raios, furacões, etc.

    A capa da edição brasileira também está muito linda, porém agora pouco vi a capa da edição original – Struck (ou golpeadora) e me pergunto: porque a editora resolveu mudar a capa? A capa original é tão linda, tão bem feita, e transparece mais a ideia por trás do livro (concordo que se ficasse o nome em português: Golpeadora iria ficar um pouco estranho, mas a capa é perfeita). Poderiam ter mantido a original (na verdade este é um dos poucos livros que eu vejo trocar uma capa boa por outra boa, porque geralmente é o contrário: uma capa boa por uma ruim ou uma ruim por uma boa).

    Mesmo assim quero muito ler este livro ainda =D

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