sexta-feira, 13/10/2017
Últimas do LeS:
Capa » Entrevistas » Entrevista de Claudia Grey para Epic Reads

Entrevista de Claudia Grey para Epic Reads

claudia-greyOriginal: Epic Reads
Tradução: Kinina
Revisão: Bru ‘Duda’ Fernández

A capa de Mil pedaços de você de Claudia Grey é um dos melhores projetos que já vimos e então decidimos perguntar para Claudia o que ela acha.

Primeiramente, parabéns por todos os comentários positivos pela capa! Qual é a sensação de saber que as pessoas já fizeram dessa imagem fundo de tela de seus celulares?
É INCRÍVEL ver a resposta maravilhosa para essa capa. Rapidamente as pessoas começaram a me mostrar que tinham usado a imagem para o fundo de tela de seus celulares ou computadores, e muitas pessoas me pediram pôsteres. Nunca, nunca sonhei que tantas pessoas poderiam se conectar com essa imagem são poderosamente.

O quanto você se envolveu no processo do design da capa? Tem algum fato engraçado ou história que você gostaria de contar?
Essa foi uma capa difícil de acertar! (Por isso que as provas não tinham capa.) Nós precisávamos de uma arte que comunicasse a ideia de “mundos diferentes” – afinal, Mil pedaços de você é sobre uma garota que persegue o assassino de seu pai em dimensões alternativas. Mas não é um conceito fácil de se expressar visualmente. Passamos por muitas opções, Jen Klonsky e toda a equipe da Harper foram maravilhosos em escutar a responder aos meus pensamentos por todo o processo. Todos queríamos chegar à melhor imagem possível para esse livro e acho que o designer alcançou essa expectativa e se superou. O resultado é verdadeiramente notável. Eu gostaria de poder enviar flores para todos os envolvidos.

a-thousand-pieces-of-you

Qual é sua parte favorita do design?
Minha coisas favoritas nesse projeto são (1) a forma que ele se comunica com uma sensação de ficção científica; (2) as diferentes texturas entre as duas cidades, que definem o papel de cada uma na história; e (3) o tratamento no texto do título. A imagem sozinha já é linda, mas de alguma forma acho que a sobreposição do texto teve um efeito químico que elevou o nível de qualidade da capa. Minha agente, Diana Fox, descreve melhor, eu acho; ela disse que parece que você está atravessando algum tipo de portal – no limite de viagem entre esses lugares – o que é perfeito.

Como a capa está relacionada com a história?
O motivo da capa precisar sugerir “mundos diferentes” é para informar aos possíveis leitores sobre a viagem de Marguerite. A invenção de seus pais, o Firebird, permite que ela viaje para dimensões alternativas – mas ela só pode saltar entre outras versões dela mesma. Ela tem que olhar para cada mundo e descobrir como ele funciona, quem ela é lá. Enquanto alguns universos são bem parecidos com o dela, outros são radicalmente diferentes. O que você faz quando você acorda em um outro continente, sendo criado por um parente que você mal conhecia antes? Ou um onde você precisa desesperadamente entrar em contato com alguém que está longe, mas as pessoas ainda estão viajando de comboio ou trem e a maneira mais rápida de se comunicar é escrevendo uma carta? Ela tem que entender tudo de forma rápida antes que as consequências sejam desastrosas.

Mais uma vez: comunicar tudo isso visualmente foi super difícil. Mas essa capa não mostra apenas quanto esses dois mundos são radicalmente diferentes, mas sugere que são reflexos um do outro. Que se encaixam lindamente com o modo que Marguerite continua encontrando outras versões de pessoas que ela conhece nessa variedade de dimensões. É um conceito engenhoso.

(Sinto que estou me gabando quando digo tudo isso. É ridículo, porque eu não tinha que arquitetar isso! Mas eu estou ABSURDAMENTE ORGULHOSA E FELIZ com a capa.)

Tem pistas escondidas nessa capa?
Pistas escondidas? Bem, eu acho que muita gente reconhece a Catedral de São Basílio e sabe que a cidade é Moscou. Entretanto, todos os modernos arranha-céus modernos em Moscou não existem. Não é coincidência! Outros podem reconhecer que a cidade de cima é Londres, porém há mais prédios do que existem na realidade – e eles são bem tecnológicos e futurísticos. Também não é coincidência. Mas a aventura de Marguerite vai levá-la ainda mais longe…

Nos conte alguma coisa sobre ‘Mil pedaços de você’ vai nos fazer querer lê-lo mais ainda.
Mil pedaços de você
não é apenas sobre dispositivos modernos que levam você para uma nova cidade a qualquer momento. Em sua jornada, Marguerite precisa confrontar todas as diferentes Marguerites que ela poderia ser e a complexidade das pessoas à sua volta. Ela pode confiar em uma versão de alguém que ela ama se ela descobrir que num mundo diferente foi traída por essa pessoa? Quando ela está sofrendo pela morte do pai, como ela vai lidar ao encontrar com ele ainda vivo em outro mundo? O que significa quando ela encontra uma versão de alguém que ela odeia e então essa pessoa a salva? Se ela se apaixonar, significa que ela amará todas as possíveis versões dessa cara, em qualquer mundo, não importa o que aconteça?

Acho que todos nós nos questionamos o que é próprio dentro de nós mesmo – nossa essência, a parte que sempre seria a mesma – contra o resultado de como nossas vidas nos moldaram. Marguerite tem a chance de conhecer as incontáveis possibilidades, para descobrir a mais verdadeira e profunda identidade dentro de si e daqueles que ela ama.

Com dispositivos modernos e legais.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*