sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “O vilarejo”, de Raphael Montes

Livro: o Vilarejo
Autor: Raphael Montes (@montesraphael)
Páginas: 96
Editora: Suma de Letras
Tradução:
Resenha por: Kinina
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Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.

As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

O Vilarejo é uma reunião de sete contos que retratam a história em um vilarejo na Alemanha que é influenciado por demônios – os Sete Reis do Inferno -, e cada um é responsável por invocar um pecado capital nos seres humanos: Asmodeus (luxúria), Belzebu (gula), Mammon (ganância), Belphegor (preguiça), Satan (ira), Leviathan (inveja) e Lúcifer (soberba).

Os contos, apesar de bem curtos e rápidos, retratam muita maldade, terror e frieza dos personagens. A histórias têm personagens em comum não seguem uma ordem cronológica, podendo ser lidos independentemente ou em ordem diferentes apresentada no livro. Além da narrativa, o livro ainda é cheio de imagens que ilustram os as características mais fortes de carta conto.

No prefácio, a parte mais interessante do livro e que desperta a curisidade a leitura, o autor diz que os contos não são de sua autoria, na verdade ele é o tradutor. Diz que os cadernos ilustrados chegaram até ele através do dono de um sebo que havia adquirido uma coleção de mais de sete mil livros de uma senhora chamada Elfrida Pimminstoffer, falecida meses antes, aos cento e dois anos. A bisneta de Elfrida que lhe vendera os livros porque não os queria mais e até ameaçou queimá-los caso não quisessem.

“Os manuscritos de Elfrida Pimminstoffer vinham numa tinta velha e desbotada, com uma caligrafia feminina hesitante, falha, que ganhava firmeza ao longo das páginas. As folhas estavam malconservadas e o texto havia sido escrito em uma língua estrangeira que, a princípio, me pareceu russo ou polonês. Minha curiosidade foi aguçada pela perturbação: entre os textos, as ilustrações retratavam episódios de horror e violência extrema, traçadas e coloridas com giz de cera.”

Os contos são inusitados, porém a estrutura dos contos lembra muito o livro A Branca dos mortos e os sete zumbis, de Fábio Yabu. Com apenas 96 páginas é um livro que pode ser lido em apenas um dia, porque mesmo que você queira parar você não vai conseguir ;)


Aviso Legal: Esse livro foi adquirido pela própria resenhista.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa…

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