segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “A espada do verão”, de Rick Riordan

Livro: A espada do verão (#01)
Série: Magnus Chase e os deuses de Asgard
Autor: Rick Riordan (@camphalfblood)
Páginas: 448
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Resenha por: Nanda
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Americanas Amazon

Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida…

A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph – um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.

As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica.

Rick Riordan tem a capacidade de despertar em seus leitores vários sentimentos: ansiedade de esperar um novo livro esperar, desespero a cada fim de um livro seu, curiosidade pelas Mitologias que ele introduz em cada série, mas acima de tudo, sempre sinto que ele consegue inserir seus leitores em um mundo fantástico do qual todos sonham em participar.

“É aqui eu estou, Magnus, Nesse momento. Com você.” – p. 411

O autor possui uma receita – pode ser repetitiva em alguns momentos, mas ainda funciona e conquista cada dia mais leitores. Vários elementos das séries Percy Jackson e os olimpianos, Os heróis do Olimpo e As Crônicas dos Kane estão presentes na história de Magnus Chase: algumas piadas, algumas estruturas de conduzir a história e até personagens conhecidos – Annabeth Chase aparece logo nos primeiros capítulos – são agregados no mundo que ele criou para falar da mitologia nórdica.

Somos primeiramente apresentados a um Magnus que mora nas ruas de Boston e que está sendo procurado por seus familiares após estar desaparecido por dois anos. Após ser encontrado por um de seus tios – o outro é o pai de Annabeth – uma série de eventos e monstros leva Magnus a morrer e depois a se juntar aos guerreiros escolhidos para batalharem ao lado de Odin durante o Ragnarök – o fim do mundo (Rick Riordan gosta de quase acabar com o mundo em todas as suas séries). Depois de descobrir que seu papel pode ser crucial durante o Ragnarök, Magnus, junto com mais 3 companheiros, parte em aventuras pelos nove mundos definidos pela mitologia nórdica para tentar impedir que o mundo acabe. Através de escapadas de monstros e valquírias, desafios para conseguir importantes itens que os ajudará na missão, além de conversas com deuses para conseguir informações e ajuda – não muita em se tratando de deuses, o grupo precisa impedir que as cordas do lobo Fenrir sejam cortadas pela espada que Magnus carrega – A espada do verão.

Eu estava ansiosa pela história, pois além de Rick Riordan ser um dos meus autores favoritos, Boston (importante cenário da história) é minha cidade preferida dos EUA e a atual cidade onde o autor reside. Foi interessante reconhecer os locais mencionados no livro. Espero que nos próximos livros apareça um personagem brasileiro, já que a população de brasileiros na cidade é bem grande.

Mesmo sem um brasileiro, Rick Riordan nos apresentou a um grupo bem legal de personagens. Magnus Chase não é o típico semideus (mesmo tendo uma espada super legal – desculpa Anaklusmos). Ele é um sobrevivente, e também é inteligente, gosta de livros e séries “nerds” e tem a cara do Kurt Cobain – assim que vi a capa há meses atrás, lembrei do vocalista do Nirvana na hora. Além dele, temos Hearth e Blitz – um elfo e um anão divertidíssimos, bem diferentes da dupla dinâmica de O Senhor dos Anéis (Gimli e Legolas). Também temos Sam, uma menina incrível que vem para mostrar que preconceitos – seja no mundo humano ou no mundo dos deuses – não definem quão boa e heróica uma pessoa pode ser. No âmbito de deuses, além de Thor e Loki – que ficaram bem populares por conta dos quadrinhos e filmes da Marvel – o livro nos apresenta vários outros deuses nórdicos, como Frey, Freya, Odin. Claro que também conhecemos durante a história outros amigos de Magnus (humanos ou colegas de exército de Odin), vikings, lobos e muitas criaturas mitológicas nórdicas, como as valquírias, trolls e gigantes. Achei os personagens bem interessantes e com passados bem construídos. Só achei as falas de Magnus, – principalmente durante seus discursos irônicos e sarcásticos – sendo bem próximas às de Percy Jackson.

“Copos, móveis, armas… todo item feito à mão tem alma e nome. Não se pode admirar uma coisa se não for boa o bastante para ter um nome.” – p. 261

Como de se esperar dos livros do Rick Riordan, a história é cheia de ironia e sarcasmos, além de referências relacionadas à cultura popular. Dessa vez, também foram inclusas referências às séries de Percy Jackson – algumas ironizando elementos da história do próprio autor. Eu gosto desse senso de humor distorcido dele e das referências, a história flui de uma maneira mais divertida e não fica cansativa. Mesmo seguindo uma linha de história semelhante às séries anteriores do autor, A espada do verão tem seu valor em termos de entretenimento e também em aprendizado. É interessante o quanto as histórias do autor contribuem para despertar a curiosidade acerca de diferentes culturas e mitos que fizeram parte de diferentes sociedades.

Espero ansiosamente que Rick Riordan consiga quebrar alguns padrões que vimos em seus livros anteriores e que possa surpreender com essa nova série.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

3 comentários

  1. Olá Nanda, tudo bem?
    Adoro Rick Riordan, um dos meus autores preferidos, só perde para J. K. Rowling. Amo seus livros, sou um eterno fã de Percy Jackson. Também gosto muito de mitologia nórdica. Espero ler essa obra em breve.
    Parabéns pela resenha, você escreve muito bem, me cativou mesmo com as suas palavras, simples, mas bem explicativas e objetivas.
    Acesse, comente e siga o meu blog também, o Sorcerers Readers.
    Um abraço. Jean.

  2. Luan Rodrigo

    Já comentei por aqui que não pretendo ler essa série. Pelo menos não pretendia, até agora. Sua resenha despertou minha curiosidade embora já conheça a fórmula do RR das três séries que li dele…

  3. Confesso que depois de Percy Jackson, as Crônicas dos Kane e os Heróis do Olimpo, meio que desanimei com os livros do Riordan por terem histórias parecidas. Mas lendo sua resenha até fiquei curiosa (se vou acabar lendo já é outra coisa haha). Quem sabe um dia…
    Beijos!

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