sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “A dama de papel”, de Catarina Muniz

Livro: A dama de papel
Autor: Catarina Muniz (@CatmunizMuniz)
Páginas: 256
Editora: Universo dos Livros
Tradução:
Resenha por: Kinina
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Localizado na zona periférica de Londres em meados do século XIX, o bordel de Molly está sempre repleto de fregueses: ricos e pobres, magnatas e operários. O que nenhum deles sabe – nem mesmo as outras trabalhadoras do estabelecimento – é que a dona do prostíbulo optara por ser “mulher da vida fácil” após fugir de um casamento forçado, abrigando-se nas entranhas de um cortiço na busca indelével por liberdade.

Certa vez, no entanto, Molly é inebriada pelas propostas de um cliente: Charles O’Connor, o herdeiro de um império têxtil, deseja que ela seja somente sua. Molly, arrebatada pelas sensações provocadas pelo novo amante, se vê obrigada a questionar o modo de vida que conduzira com orgulho até então, além de testar os limites da liberdade obtida a duras penas.

Entregues à avassaladora paixão e à incrível química sexual que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias que os unem, Molly e Charles precisarão enfrentar as represálias sociais e a moral conservadora da época para dar continuidade a este amor proibido. Mas terão de pagar um preço alto por suas decisões.

Londres, 1975. Melinda nasceu em família típica burguesa, com bom nome, bons modos e dinheiro. Mas Melinda era rebelde: não queria se casar com o velho Albie a quem foi prometida, queria ser livre, dona de si mesma e do seu destino. para que isso acontecesse, Melinda fugiu de casa e foi para um dos bairros mais pobres de Londres. Foi acolhida em um cortiço e logo ficou conhecida por seus clientes como Molly.

O cortiço era frequentados por homens humildes, trabalhadores de fábricas, cansados e frustados e era com esses homens que Molly se deitava e prestava seus serviços muito bem. A fama da moça começou aumentar, logo os chefes das fábricas ficaram sabendo da cortesã , e em seguida burgueses e nobres. Muitos comentavam sobre a prostituta que satisfazia os homens e aguaçando a curiosidade de outros. Não demorou muito para que Molly começasse a receber homens com melhor aparência e mais dinheiro.

Numa tarde Molly recebe Charles O’Connor, um moço bonito, claramente não era daquela região e bem mais novo do que os burgueses que estava acostumada a atender. A química entre Charlie e Molly vai além da cama. Como ele queria ter conhecido a prostituta antes de se casar; como Molly gostaria que Charles tivesse sido seu pretendente antes de fugir.

Molly agora tem que lutar entre deixar se levar pela paixão proibida e pela sua liberdade. E com o aumento de sus clientes nobres, até quando a moça conseguirá ficar no anonimato sem que ninguém se lembre dela ou receba até alguém conhecido?

“- Charles, você ensurdeceu? Pois acabei de lhe dizer que escolhi isto! Não vou aceitar sua oferta pela mesma razão que não aceitei me casar com aquela lástima! O meu caminho traço eu! Se você está aqui neste recinto é porque eu quis desta forma! Eu permiti. Sou pouco, tenho menos ainda. Mas me pertenço!” – pág. 102

A primeiras páginas do livro são um poucos difíceis de ler porque a autora Catarina Muniz escreveu realmente como se falava no século 19, mas logo você acostuma e a leitura deslancha. A dama de papel é um incrível romance de época, dramático e sensual e com um final triste, porém perfeito.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Kinina

Formada em Hotelaria e Análise de sistema, mas trabalha com Atendimento em uma agência publicitária. Passo o tempo lendo, assistindo seriados, ouvindo música e tendo ideias malucas. Vai que um dia alguma dá certo e ela fica rica e famosa...

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