quinta-feira, 25/05/2017
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Writers and Artists entrevista Rachel Van Dyken

Original: Writers and Artists
Tradução: Monique
Revisão: Bru ‘Duda’ Fernández

Rachel Van Dyken conversa sobre os motivos de ter optado pela auto-publicação e como sua vida de escritora mudou desde que ela chegou ao topo das listas dos mais vendidos.

Writers and Artists – Você sempre sentiu que seria escritora? Existem autores ou livros que você considere particularmente inspiradores?
Rachel Van Dyken – Eu não escrevia até uns anos atrás. Sempre tive uma imaginação muito ativa e quando meu trabalho como orientadora na escola ficou muito estressante, usei isso como um escape. Sempre admirei autores, a maneira como eles criam seus universos é fascinante, eu queria fazer parte disso. Acho que os livros que me inspiram são aqueles que passaram no teste do tempo.

Writers and Artists – Para quem não conhece, você poderia nos contar sobre seus livros?
RVD – Escrevo de tudo um pouco! Meu último lançamento é uma série que se passa em Seaside, Oregon. É sobre a vida de dois rockstars que tem um segredo gigante. A aposta é outro livro que recentemente foi lançado e é sobre dois inimigos de infância que se tornam amantes. Um dos meus livros preferidos que escrevi é Elite. É um New Adult que é basicamente a combinação de Gossip Girl com O poderoso chefão. Além de meus New Adults, também escrevo romances históricos – romances da época da Regência Britânica para ser exata. Fui ao Reino Unido há alguns meses para pesquisar! É muito incrível para que possa ver toda essa rica história; nos Estados Unidos, tudo continua muito novo, isso faz sentido? Chorei ao ver a rica arquitetura de Londres, ao visitar os museus. Mal posso esperar para voltar. Não fiquei tempo o suficiente por lá! Tenho cerca de 12 romances de regência publicados e atualmente carrego um mapa pop-up de Londres comigo para que eu possa olhar ruas e localizações.

Writers and Artists – Seu trabalho começou com o gênero New Adult. Muitos agentes e editoras, até pouco tempo, não reconheciam o New Adult como um gênero – foi um problema que você enfrentou? E você acredita que autores auto-publicados como você estão desafiando essa visão tradicional, provando que os livros New Adults podem fazer sucesso?
RVD – O New Adult está levando as pessoas à loucura, vamos tirar o elefante do cômodo, certo? Os editores não sabem o que fazer com isso e como autora, é difícil de definir. É um novo gênero de passagem à maioridade que lida com problemas da vida real. Eu tive os mesmos problemas que muitos outros autores tiveram. Ninguém queria meu livro. Foi muito estranho para mim porque até eu chegar às listas de mais vendidos, eu tinha uma base de fãs, então para mim isso não fazia sentido. Mas qualquer editora lhe dirá que é uma venda complicada. As pessoas não sabem como definir o gênero então em vez de dar uma chance, eles fogem. Acabei auto-publicando, como muitos autores estão fazendo. É quase como se a indústria editorial desse um passo para trás e permitisse que os autores assumissem seus próprios riscos. A indústria está em constante mudança – o que é realmente legal sobre esse gênero é que editoras tradicionais estão prestando atenção e agora elas finalmente estão se interessando.

Writers and Artists – Como você se sentiu quando A aposta chegou às listas dos mais vendidos?
RVD – Ainda estou tentando me acalmar. Cheguei à lista do New York Times uma vez com um romance de regência e ele ficou na lista por uma semana. Quase entrei em colapso, estava muito empolgada. Então ter A aposta nessa mesma lista por mais de 7 semanas foi incrível. Me sinto abençoada.

Writers and Artists – Quando você encontra tempo para escrever? É diferente de quando você escreveu o seu primeiro livro?
RVD – Eu escrevo o dia todo. É meu emprego então o trato dessa forma. Eu tento escrever na maior quantidade de horas possíveis do meu dia. Não tenho filhos ainda, então quando meu marido está no trabalho, estou em casa trabalhando também. Às vezes trabalho sete horas, outros dias trabalho doze. É uma constante de escrita e conversa com os leitores. Sempre escrevi desta forma – se um dia se passa sem que eu escreva, fico bem triste.

Writers and Artists – Porque você escolheu a auto-publicação? Você tentou o meio tradicional antes?
RVD – Escolhi a auto-publicação basicamente para ver se poderia fazê-la. Com A aposta, ninguém queria o manuscrito, então eu decidi ‘que seja’, vou publicar por minha conta e ver o que acontece.

Writers and Artists – Você teria escolhido o meio tradicional se houvesse a possibilidade?
RVD – Provavelmente sim, mas estou bem feliz com a forma que aconteceu.

Writers and Artists – Você mencionou uma vez que ouviu histórias horríveis sobre grandes editoras. Na sua experiência, você acha que autores de auto-publicados têm receio de abrir mão de sua liberdade criativa em nome de assinar com uma editora? Se sim, porque acha que isso acontece?
RVD – Acho que as editoras tiveram que mudar com o tempo. Sei que a editora com a qual trabalho me encoraja na auto-publicação porque, no final, vende mais. Anos atrás, a publicação em e-book não era tão grande. Agora que é acessível, acho que a indústria finalmente está mudando. Tinha uma enorme preocupação em ter de abrir mão da minha criatividade e fiquei surpresa em descobrir que a Grand Central estava no meu time, lutando por mim, e não trabalhando contra. Me sinto abençoada em tê-los.

Writers and Artists – Qual a maior vantagem na auto-publicação?
RVD – Liberdade. Tenho que admitir, ODEIO esperar. Uma das minhas sequências está quase pronta e eu sinceramente mal posso esperar para que seja lançada, mas eu preciso, porque a editora tem uma data de lançamento. Me sinto torturada quando meus leitores se sentem torturados!

Writers and Artists – Por outro lado, existe algo que você acha que as auto-publicações estão perdendo? Como a relação entre autor-editor.
RVD – Você perde todo o apoio que uma editora tradicional pode dar. Quando você se auto-publica, você está por sua conta e risco. Uma editora tradicional pode oferecer oportunidades para alavancar sua carreira. É o que eles fazem de melhor.

Writers and Artists – Você sente que existe um senso maior de comunidade em auto-publicações do que em publicações tradicionais? Você acredita ter uma conexão mais forte com seus fãs por conta da auto-publicação?
RVD – Na verdade, não. Muitos autores apareceram no cenário de auto-publicação e notei que, por estarem na indústria a pouco tempo, eles acreditam ser uma competição. Não é. Sou muito agradecida por ter outros autores ao meu redor e sinto muito orgulho pelo sucesso deles. Em uma editora, você está em um time com esses autores. Na auto-publicação, parece que muitos autores pensam que precisam desbancar os outros. Existem leitores o suficiente para todos.

Writers and Artists – Quão importante é o marketing pessoal no começo da carreira de auto-publicação? Alguma dica?
RVD – Extremamente importante! Eu rezo muito! Porque é difícil ser notada e você imagina o que está dando certo e o que não está. O melhor marketing ainda é o boca a boca.

Writers and Artists – Você fez o design da sua capa? Quão importante é uma capa para os potenciais leitores?
RVD – Tenho um artista que faz o design das minhas capas, não tenho muito talento nessa área! É a primeira coisa que os leitores veem. É o que os atrai. Se eles gostam da capa, talvez gostem do blurb – se eles gostarem do blurb, eles compram o livro.

Writers and Artists – Por fim, você tem algum conselho para escritores que querem ato-publicar?
RVD – Eu digo: vá em frente! Se você nunca lançou algo, a auto-publicação pode ser uma maneira fácil de você começar. Editoras tradicionais vivem tão ocupadas que podem demorar até um ano para responder seu pedido. A auto-publicação pode te colocar no mapa. É legal poder escrever e fazer o que você ama e não ter que esperar alguém dizer sim para você.

Se você quiser saber mais sobre Rachel Van Dyken e ler seus livros, você pode encontrar seu website aqui. Segui-la no Twitter, e curtir sua página no Facebook.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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