domingo, 19/02/2017
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Resenha: “A chave do céu”, de James Frey e Nils Johnson-Shelton

Livro: A chave do céu (#02)
Série: Endgame
Autores: James Frey (@JamesFrey) e Nils Johnson-Shelton (@nbluer)
Páginas: 512
Editora: Intrínseca
Tradução: Ângelo Lessa
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Americanas Amazon

Em Endgame: A Chave do Céu, o Jogo que definirá o futuro do planeta ganha um novo e eletrizante capítulo. No primeiro volume da série, O Chamado, conhecemos os doze Jogadores: seus medos, ensinamentos e o desejo implacável pela vitória.

Na busca pela primeira chave, alianças foram sacramentadas, segredos foram revelados e a morte inevitável chegou para alguns. Mas o Jogo continua, e agora os nove Jogadores remanescentes precisarão ser mais ágeis, inteligentes e cruéis, se quiserem salvar suas linhagens e a si mesmos. A Chave do Céu — onde quer que esteja, o que quer que seja — é a próxima meta. E nada será capaz de deter os Jogadores.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Se o primeiro livro da série já foi repleto de ação, reviravoltas e intrigas, prepare-se. A chave do céu traz tudo isso e muito mais.

A história é retomada logo na sequência do desastre que aconteceu no Stonehenge. Só que ao invés de doze jogadores, temos apenas nove continham na corrida do Endgame – sim, nove e não oito como suspeitávamos ao fim de O chamado. Sarah e Jago – cahokiana e olmeca, respectivamente – continuam trabalhando juntos e estão com a Chave da Terra. Entretanto, a garota está abalada com os acontecimentos de Stonehenge e não está 100%. O jovem sádico mongol Baitsakhan e o estiloso polaco Maccabee também prosseguem como aliados, entretanto com uma relação muito mais cuidadosa, parcial e frágil do que a união Sarah e Jago. Os outros jogadores, Alice, Shari, An Liu e Aisling, continuam jogando cada um por si. Apenas o sábio Hilal, que sugeriu que todos trabalhassem juntos desde o começo, ainda tenta unir todos e consertar o caos que o mundo virou com o Endgame.

Nesse volume o Endgame não é mais algo conhecido apenas pelos jogadores e suas linhagens, todas as pessoas já ouviram falar sobre o jogo e sabem que provavelmente o fim do mundo está, literalmente, próximo: um meteoro enorme está em rota de colisão com a terra. Para impedir a colisão, a Chave do Céu deve ser morta. Obviamente esse pequeno “detalhe” chega um enorme impasse, gerando ainda mais confusões e intrigas entre os jogadores.

Se o primeiro livro já foi interessante, A chave do céu merece ainda mais destaque pelo incrível trabalho dos autores de aprofundamento das personagens. Acabamos conhecendo ainda mais sobre seus parentes mais próximos e também sobre as linhagens. A forma como os autores conseguiram amarrar tantas histórias diferentes em apenas 500 páginas chega a ser assombrosa. Pode-se afirmar que essa trilogia é um enorme caldeirão cultural. Apesar de muita coisa ser ficção, há muito a ser aprendido e absorvido apesar da narrativa ser permeada de (muitas) cenas violentas.

Uma coisa que realmente me agrada nessa trilogia é que nada é óbvio. A cada novo capítulo um personagem (geralmente mais de um) corre riscos extremos, podendo estar vivo ou morto em uma simples virada de página. É tudo imprevisível. Não temos nenhum jogador completamente bom e nenhum completamente mal, apenas pessoas dispostas a realizar o possível e o impossível para vencer. Não esperava um final tão curioso, mas é parecido com o do primeiro livro: o enredo explosivo e recheado de ação acaba em seu ápice, deixando nós leitores extremamente curiosos pelo desfecho dessa trilogia. O único ponto que ficar a desejar foram alguns erros que eu percebi no texto durante a minha leitura. Faltou uma revisão mais minuciosa.

“A humanidade não merece este planeta, e este planeta não merece a humanidade.” – p. 214

Não começou a ler ainda? Tá esperando o quê? ;)


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

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