quarta-feira, 24/05/2017
Últimas do LeS:
Capa » Resenhas de Série » Resenha: “Mil pedaços de você”, de Claudia Gray

Resenha: “Mil pedaços de você”, de Claudia Gray

Livro: Mil pedaços de você (#01)
Série: Firebird
Autor: Claudia Gray (@claudiagray)
Editora: Agir Now
Páginas: 288
Tradução: Gabriela Fróes
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Cultura Amazon

Os pais de Marguerite Caine são físicos conhecidos por suas conquistas científicas radicais. A invenção mais surpreendente deles é o Firebird, que permite que seus usuários pulem para universos paralelos, alguns completamente diferentes do nosso. Mas quando o pai de Marguerite é assassinado, o assassino, – Paul, o enigmático e belo assistente – escapa para outra dimensão antes que possa ser julgado.

Marguerite não pode deixar que o homem que destruiu sua família fica livre, então ela corre atrás de Paul através de diferentes universos, nos quais suas vidas se entrelaçam de formas familiares. A cada encontro ela começa a questionar a culpa de Paul – e seu próprio coração. Logo ela irá descobrir que a verdade sobre a morte de seu pai é mais sinistra do que ela pode imaginar.

“Mil pedaços de você” explora uma realidade onde testemunhamos as incontáveis outras vidas que podemos levar em um universo incrivelmente intrincado e nos perguntar se no meio de infinitas possibilidades o amor pode durar.

“MATE PAUL MARKOV.” – p. 05

Mil pedaços de você foi um caso de amor à primeira vista. Eu me apaixonei incondicionalmente pela capa assim que a Agir Now a publicou. Curiosa, fui ler a sinopse e me interessei. Li o primeiro capítulo para “degustar” e a história me pegou assim que li a frase de destaque ali acima desse parágrafo.

Esse é o primeiro volume de uma trilogia que aborda a viagem através de diferentes dimensões. Não é viagem no tempo, percebam que há uma importante diferença. As personagens de Gray não podem voltar no tempo ou ir para o futuro, apenas visitar diferentes dimensões. Essas dimensões são inúmeras, pois são criadas de acordo com cada decisão que você faz: desde a frívola escolha do que você irá comer no seu café da manhã, até escolhas mais sérias como mudar-se de país, por exemplo. A autora ainda explica, através da personagem principal, que existem dimensões que são mais parecidas com as outras e outras completamente diferentes.

Isso explicado, vamos ao enredo. Mil pedaços de você contra a trajetória de Marguerite e Theo através das dimensões em busca de Paul Markov, o assassino do pai de Marguerite. Meg, como também é chamada, é filha mais nova de dois cientistas incrivelmente inteligentes – afinal eles que inventaram o Firebird, dispositivo que permite a viagem entre as dimensões – e apesar de viver entre experimentos e equações escritas pelo corredor da casa ela tem uma inclinação mais artística. Paul e Theo são estudantes de física que auxiliam os pais de Meg. Isso é tudo que sabemos quando o livro começa e começamos a conhecer vidas paralelas de Meg. A primeira parada é numa Londres futurística (uma dimensão mil anos mais evoluída que a nossa), depois os personagens vão parar em São Petersburgo, na Rússia, só que essa dimensão é mega atrasada no tempo, e Meg é a filha do czar. Assim, Theo, Meg e Paul vão pulando de dimensão em dimensão e aos poucos vamos percebendo que apesar das variações, muitas coisas permanecem como constantes. Saudades Lost!

Obviamente os personagens acabam criando um triângulo amoroso, mas isso já era esperado. A narrativa é forte e possui várias reviravoltas inesperadas (apesar de contarmos com algumas um pouco óbvias). De longe o meu trecho preferido foi a parte narrada enquanto os protagonistas estão na Rússia imperial, por mim o livro todo se passaria ali. (ALÔ, Claudia! Faz uma série/conto/qualquer coisa spin-off!) Entretanto, apesar de ter um enredo muito inteligente, personagens instigantes e regras importantes e claras para o funcionamento do universo criado pela autora, para mim ainda ficou faltando alguma coisa. Não sei o que, mas faltou um “tchan” na história. Ou talvez eu apenas estivesse com expectativas muito altas, não sei.

Tudo que eu sei é que se você gosta de aventuras cheias de emoção com um pé (metade do corpo na verdade, o livro é bem mais sci-fi do que eu esperava, e isso é muito bom!) na ficção científica esse livro com certeza irá te agradar! Se você não curte sci-fi e tem medo de ficar perdido na história, se acalme! A protagonista também é leiga no assunto – bravo, Claudia Gray! – e explica dimensões, suas regras e como o Firebird funciona de forma bem simples. Confesso que estou curiosa demais para saber o que vem por aí no segundo livro da série, que já saiu nos Estados Unidos, porém ainda não tem previsão de lançamento aqui no Brasil.

“— Toda forma de arte é outra maneira de ver o mundo. Uma nova perspectiva, uma nova janela. E a ciência… é a janela mais espetacular de todas.” – p. 147


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

2 comentários

  1. Já tinha me apaixonado pela capa assim que vi mas não tinha lido a sinopse (ou uma resenha) até agora. O livro entrou na minha listinha de desejos! Parece ser muito legal, parabéns pela resenha!

  2. Paula Leardine

    Adorei o livro só pela capa assim que vi. Ao ler a sinopse me interessei muito e o comprei. Foi um ótimo investimento, pois o livro tem uma combinação muito boa de ciência e romance. Ansiosa para sair o segundo livro da saga.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*